Hoje
PÚBLICO
O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos.
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Triunfo democrata nas intercalares. Trump é o grande derrotado da noite
Episódios
As eleições intercalares nos Estados Unidos trouxeram uma vitória expressiva para os democratas, que conseguiram recuperar o Congresso, conquistando lugares no Senado em estados tradicionalmente republicanos. O resultado é um teste político importante à presidência de Trump e um sinal de insatisfação com a sua liderança. A economia, o custo de vida e a guerra no Irão estiveram entre os temas que marcaram a campanha. Trump reconheceu os resultados, mas afastou a responsabilidade pessoal pela derrota, dizendo que os republicanos teriam tido outro resultado se o seu nome estivesse no boletim de voto. Com os democratas a conquistarem o controlo da Câmara dos Representantes e do Senado, abre-se uma nova fase em Washington. Que margem terão para travar a agenda de Trump? E o que revelam estas eleições sobre o futuro político dos Estados Unidos? É o que analisamos neste episódio do HOJE, com o jornalista Pedro Guerreiro, que acompanha a política norte-americana e que esteve a seguir a noite eleitoral. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os Estados Unidos vão a votos esta terça-feira a meio do mandato presidencial. Nestas eleições intercalares vão a votação todos os lugares da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado, além de vários governos estaduais. Donald Trump não é candidato, mas estas eleições são um teste à sua presidência, já que o resultado pode alterar o equilíbrio de poder em Washington e condicionar a segunda metade do mandato do presidente norte-americano. Os republicanos controlam actualmente as duas câmaras do Congresso, mas se os democratas conquistarem uma maioria, poderão travar propostas da Casa Branca, fiscalizar a Administração e abrir investigações. Neste episódio do HOJE, conversamos com Daniela Melo, cientista política e professora na Universidade de Boston, sobre o que está em jogo e o que podemos esperar da noite eleitoral. See omnystudio.com/listener for privacy information.
As intervenções da PSP nas manifestações pela habitação na madrugada de Domingo, em Lisboa e no Porto, provocaram uma onda de reacções políticas e colocaram o ministro da Administração Interna sob pressão. O Presidente da República pediu esclarecimentos e quer reunir com os representantes das acampadas. O PS quer ouvir Luís Neves com urgência no Parlamento e o PCP pediu um debate de urgência sobre a actuação policial. Luís Neves defendeu a operação e afirmou que o seu lugar está permanentemente à disposição do primeiro-ministro. À direita, CDS e Chega defenderam a actuação da polícia. À esquerda, Livre e Bloco responsabilizaram o Governo. O PS pede explicações e uma resposta política à crise da habitação. Neste episódio do Hoje, conversamos com Pedro Adão e Silva, colunista do PÚBLICO, sobre a reacção dos partidos, a responsabilidade política do Governo e o impacto destes acontecimentos na relação entre o poder e os movimentos de contestação. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil e instalou-se em Miami, onde diz querer continuar a liderar a oposição ao Presidente Lula da Silva, mas a saída e a carta em que contestou os resultados eleitorais levantaram dúvidas sobre o seu futuro político. A primeira versão da carta apresentava-o como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Pouco depois, Flávio alterou a expressão para "líder do Brasil". As acusações de fraude eleitoral não foram acompanhadas de provas e também geraram reacções de distanciamento entre figuras do seu próprio campo político. Ao mesmo tempo, a corrida à sucessão de Jair Bolsonaro já começou a desenhar-se. Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, são dois dos nomes que podem disputar a liderança da direita e extrema-direita brasileira e uma eventual candidatura presidencial em 2030. Nos Estados Unidos, Donald Trump autorizou a entrada de Flávio e da família, mas disse que não se vai envolver nas acusações feitas pelo senador. Resta perceber que influência poderá Flávio exercer a partir de Miami e se conseguirá manter unido o eleitorado bolsonarista. Neste episódio do HOJE, conversamos com Beatriz Rey, cientista política, investigadora na Universidade de Lisboa e comentadora de política brasileira, sobre a disputa pela sucessão, os interesses em confronto e o futuro do bolsonarismo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Trinta e seis segundos num elevador, uma mulher a compor o cabelo ao espelho e uma noite de chuva em Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro, Brasil. Rosalina Ribeiro, secretária pessoal e companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000, saiu para jantar a 150 metros de casa e nunca mais voltou. Levaram-lhe a pasta com os documentos e deixaram-lhe o relógio e os brincos, porque quem a matou não queria o que ela tinha, queria o que ela sabia. Durante dez dias, enquanto as amigas colavam cartazes a alertar para o seu desaparecimento pelas ruas do bairro de Flamengo, o seu corpo foi apenas uma etiqueta, com o número 608, numa morgue do Rio de Janeiro. Neste primeiro episódio do podcast Quem Matou Rosalina?, ouvimos Rosemary Gomes, a testemunha que ouviu os tiros, a fadista Maria Alcina, amiga de Rosalina, que sonhou com o pedido de socorro, e entrevistamos o jornalista Plínio Fraga, autor da reportagem Dostoiévski em Saquarema, que reconstitui o caso e nos apresenta Duarte Lima, o homem que se adiantou à polícia com o envio de um fax que ninguém lhe pediu. O lançamento deste podcast narrativo coincide com o início do julgamento de Duarte Lima, no tribunal de Sintra, a 5 de Novembro. O antigo deputado do PSD foi acusado pelo homicídio de Rosalina Ribeiro, no Brasil, a 7 de Dezembro de 2009. Quem Matou Rosalina? é uma produção da Coimbra Coolectiva em exclusivo para o PÚBLICO, com a colaboração do Globo. A narração é de José Martins e a banda sonora é dos Belle Chase Hotel. A produção está disponível em português do Brasil e de Portugal. Acompanhe aqui a versão brasileira. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O acidente ferroviário em Espanha, esta quarta-feira, fez dezenas de mortos e levanta questões sobre a segurança e o funcionamento da ferrovia. O que se sabe sobre o que aconteceu e que consequências políticas pode ter a tragédia, a um mês das eleições legislativas? É o que vamos analisar com Rúben Martins, jornalista do PÚBLICO especializado em ferrovia e política espanhola. Neste episódio, apresentamos também Quem matou Rosalina?, o novo podcast narrativo do PÚBLICO, em cinco episódios, que reconstitui a morte de Rosalina Ribeiro, encontrada morta no Brasil em 2009. Rosalina era companheira do milionário português Lúcio Tomé Feteira e uma das suas herdeiras. Duarte Lima, antigo deputado do PSD e advogado de Rosalina, é suspeito do crime. O caso passou pelos sistemas judiciais brasileiro e português e, quase 17 anos depois, o julgamento está previsto para começar a 5 de Novembro. À conversa com a autora e produtora da série, Vilma Reis, procuramos perceber como foi reconstruída esta história e o que revela a investigação jornalística. Quem matou Rosalina? é produzido pela Coimbra Coolectiva para o PÚBLICO, com narração de José Martins (versão português de Portugal) e Vilma Reis (versão português do Brasil), música dos Belle Chase Hotel e letra de JP Simões. Os cinco episódios estão disponíveis nas plataformas habituais. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois de vários dias de críticas ao silêncio de duas das principais figuras do Estado, António José Seguro e Luís Montenegro falaram esta terça-feira sobre os protestos pela habitação e a actuação da PSP. O Presidente da República disse que não gostou do que viu, mas remeteu a avaliação da intervenção policial para os inquéritos em curso. Já o primeiro-ministro considerou proporcional a actuação da PSP e agradeceu aos agentes. As declarações surgem depois de vários apelos a uma tomada de posição pública, incluindo uma carta enviada a Belém por personalidades da sociedade civil. Neste episódio do Hoje, Susana Peralta, colunista do PÚBLICO, uma das signatárias da carta e membro da Comissão de Honra de António José Seguro, analisa a resposta de Seguro e Montenegro, o significado político do silêncio dos últimos dias e o que se espera do Presidente da República e do primeiro-ministro perante imagens de violência policial. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Israel vai a votos num contexto de profunda divisão política e de conflito. Para muitos, estas eleições são uma oportunidade para afastar Benjamin Netanyahu do poder. Para outros, é difícil acreditar que uma mudança de Governo possa alterar o rumo do país. Neste episódio do Hoje, ouvimos israelitas a viver em Portugal, mas que continuam ligados ao que acontece na região. Falam das suas escolhas eleitorais, das dificuldades de viver em Israel ou na Palestina e da possibilidade de imaginar um futuro diferente. Joana Ricarte, especialista em Relações Internacionais com destaque para o Médio Oriente, ajuda-nos a perceber quem são os principais candidatos, que cenários se abrem para o próximo Governo e o que poderá mudar para israelitas e palestinianos depois destas eleições. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Num país dividido ao meio, Lula da Silva fez o que nunca tinha sido feito: ganhou à segunda-volta, depois de ter perdido no 'primeiro turno'. Uma reviravolta com um carácter histórico, mas que deixa ainda mais em foco a divisão política e social do Brasil. Para já, Lula promete unidade e ser, de novo, o presidente "de todos os brasileiros". Mas o derrotado da noite, Flávio Bolsonaro, quer contestar o resultado das eleições, não reconhecendo a sua derrota. Em causa está o confuso alargamento da votação em mais duas horas neste domingo. A razão do alargamento esteve na dificuldade de transportes de muitos brasileiros, em particular dos mais pobres, que dependem do transporte público para chegar aos locais de votação. A decisão judicial levantou dúvidas, ainda que a legitimidade da eleição não esteja em causa, não havendo qualquer indício de fraude eleitoral. Lula teve mais de 64 milhões de votos e ficou com 52%. Foi eleito pela quarta vez Presidente da República do Brasil. Já Flávio Bolsonaro não chegou aos 60 milhões de eleitores e ficou-se pelos 48% dos votos. Que sinal dá a vitória de Lula da Silva ao mundo? E que margem tem o presidente eleito do Brasil para liderar um país dividido, onde o controlo do Congresso é da oposição e o Senado virou mais à direita? Hoje ouvimos o editor-chefe do PÚBLICO Brasil, o jornalista Vicente Nunes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A poucos dias das eleições presidenciais no Brasil, a disputa entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro também se trava nas redes sociais e no WhatsApp. De um lado, o “Exército do Lula”, associado ao deputado André Janones. Do outro, a “Tropa do Flávio”, com o deputado Nikolas Ferreira a mobilizar os apoiantes do candidato Bolsonaro. Milhões de pessoas participam nesta batalha digital, partilhando mensagens, vídeos e conteúdos contra o adversário. Neste episódio do Hoje, conversamos com Jairo Nicolau, cientista político que estuda as eleições brasileiras há mais de 30 anos, sobre o peso das redes sociais na campanha, a posição dos dois candidatos na recta final e o impacto que o último debate televisivo poderá ter nas eleições no domingo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
França tem uma longa história de manifestações, greves e revoltas populares, mas cada vaga de contestação tem as suas causas e os seus protagonistas. A imposição de recolher obrigatório em algumas zonas e o reforço das medidas de segurança não garantem, por si só, que os protestos terminem. Com uma nova manifestação marcada para Paris este sábado, continuam também as dúvidas sobre a forma como as autoridades estão a gerir a violência e sobre o papel de grupos acusados de contribuir para a violência. A crise tem ainda uma dimensão política. Marine Le Pen e a extrema-direita insistem nos temas da segurança e da imigração, enquanto Jean-Luc Mélenchon e a França Insubmissa procuram afirmar-se à esquerda. Como podem estes acontecimentos alterar o equilíbrio político francês? Neste episódio do Hoje, conversamos com Luísa Semedo, filósofa, escritora, investigadora e cronista do PÚBLICO, que vive em França há 25 anos, para perceber o que esta vaga de contestação revela sobre a sociedade francesa e quais poderão ser as suas consequências políticas. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em Portugal, faltam cerca de 300 mil casas, segundo uma estimativa do Banco de Portugal. O governador do banco central, Álvaro Santos Pereira, considera que não há urgência suficiente no investimento público e privado para responder ao problema. Apesar de alguns sinais de melhoria nos licenciamentos e no investimento, continua a não se construir o suficiente, enquanto os preços crescem a ritmos elevados. Na última década, os preços das casas subiram 180% e o investimento estrangeiro ligado ao imobiliário chegou aos 3,9 mil milhões de euros em 2025. Para quem investe, uma casa pode representar uma fonte de rendimento através das rendas ou um activo que valoriza com o tempo. Mas, para quem precisa de comprar ou arrendar, a subida dos preços torna cada vez mais difícil encontrar uma habitação a um custo comportável. Neste episódio do Hoje, conversamos com Ana Cordeiro Santos, economista e investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, sobre a financeirização da habitação. O que significa olhar para uma casa como um activo financeiro? Que papel têm os fundos e os grandes investidores? E quem ganha quando a habitação se torna também um negócio? See omnystudio.com/listener for privacy information.
Não há números oficiais sobre o total de acções de responsabilidade civil contra médicos em Portugal, mas os advogados que trabalham nesta área dizem que os processos estão a aumentar e que as indemnizações atingem valores cada vez mais elevados. Há casos em que os médicos têm de recorrer ao seu património pessoal para pagar o que o seguro não cobre. A expansão do sector privado, a maior literacia dos doentes e a mudança na relação entre médicos e pacientes ajudam a explicar esta tendência. Neste episódio do Hoje, conversamos com a jornalista do PÚBLICO Inês Schreck sobre o aumento da litigância na saúde, os valores das indemnizações e os desafios que esta realidade coloca a médicos e doentes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Que caminho deve seguir a direita portuguesa? Pedro Passos Coelho voltou a defender que o PSD precisa de um rumo diferente, reacendendo o debate sobre o futuro do partido e o espaço que as suas ideias podem ocupar na política portuguesa. As críticas ao Governo, o rumo da liderança de Luís Montenegro e a relação com o Chega estão no centro do debate sobre o futuro da direita portuguesa, num momento em que as intervenções de Passos Coelho voltam a levantar a questão de que influência poderá ter no caminho do PSD. Neste episódio do Hoje, contamos com a análise de João Miguel Tavares, colunista do PÚBLICO, sobre as mudanças que podem marcar a direita portuguesa e as opções que se colocam ao PSD. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A acampada pelo direito à habitação no Porto terminou com uma intervenção da PSP e dezenas de feridos. O episódio voltou a colocar a contestação à crise da habitação no centro do debate e levantou questões sobre a resposta das autoridades aos protestos. Mas como se transforma uma insatisfação individual numa causa colectiva? O que leva as pessoas a sair à rua e a juntar-se a um protesto? E o que acontece quando a mobilização entra em confronto com as autoridades? Neste episódio do Hoje, o sociólogo Tiago Carvalho, professor no ISCTE, explica como nascem e evoluem os movimentos sociais, o papel dos jovens na contestação e os factores que podem fazer uma mobilização ganhar força, perder fôlego ou conseguir mudanças concretas. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Elon Musk está de volta à campanha republicana. Desde julho, o empresário investiu pelo menos 276 milhões de dólares nas eleições intercalares de 3 de Novembro, sobretudo no Texas. O investimento surge numa altura em que o democrata James Talarico, de 37 anos, está bem posicionado nas sondagens para conquistar um lugar no Senado pelo Texas, um estado tradicionalmente republicano. A campanha tem sido marcada por ataques e rumores sobre o candidato, incluindo uma alegação de que teria estado internado numa clínica psiquiátrica. Tanto Talarico como a clínica desmentiram a informação. Depois do conflito público, Donald Trump e Elon Musk voltaram a aproximar-se e, agora, o empresário regressa à linha da frente política, combinando o financiamento de campanhas com a influência da plataforma que controla. No Hoje, Pedro Guerreiro, jornalista do PÚBLICO, ajuda-nos a perceber o papel que Musk quer ter nestas eleições e até que ponto pode influenciar a política americana. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A comissão parlamentar de inquérito à actuação de Luís Neves enquanto director nacional da Polícia Judiciária começa agora a ganhar forma. Após a instalação da CPI, esta quarta-feira, os deputados já vão poder pedir documentação e avançar com as listas de testemunhas a convocar. André Ventura vai presidir aos trabalhos. A investigação deverá prolongar-se por vários meses e pode implicar pedidos de documentação interna da PJ e o escrutínio de procedimentos ligados a processos sensíveis. Entretanto, as acusações feitas pelo antigo secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho, vieram aumentar a pressão política sobre o actual ministro. Neste episódio do Hoje, Fernando Negrão, presidente de várias comissões parlamentares de inquérito, analisa os poderes e os limites deste instrumento de fiscalização. O antigo director-geral da PJ e ex-ministro da Justiça olha para os riscos de instrumentalização política e as consequências do processo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Donald Trump anunciou um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia para travar os ataques às infra-estruturas energéticas. Volodymyr Zelensky disse desconhecer qualquer acordo e defendeu que uma trégua tem de ser recíproca. Entretanto, Trump pediu à Ucrânia que escolha outro Presidente e ameaçou cortar o fornecimento de armas. A tensão entre Washington e Kiev coincide com uma mudança na relação dos Estados Unidos com Moscovo. A administração Trump anunciou a compra de gasóleo russo e suspendeu temporariamente algumas sanções energéticas, enquanto a União Europeia aprovou novas sanções contra a Rússia. Neste episódio do Hoje, Sónia Sénica, professora e investigadora em Relações Internacionais e especialista em política externa russa, analisa a estratégia de Trump, a margem de manobra de Zelensky e as vantagens que Moscovo poderá retirar do actual confronto entre Washington e Kiev. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os protestos começaram nos liceus dos subúrbios de Paris e rapidamente chegaram a outras zonas de França. Os estudantes contestam as condições nas escolas, mas a revolta revela também um sentimento de abandono em bairros onde as desigualdades são profundas. A resposta do Governo combina promessas com uma forte presença policial. Entretanto, os protestos ganham dimensão política, numa altura em que França se prepara para as presidenciais e os partidos dos extremos procuram afirmar-se. Neste episódio do Hoje, a jornalista Ana Dias Cordeiro, da secção internacional do PÚBLICO, ajuda-nos a perceber as razões desta contestação, porque é que os subúrbios estão no centro da revolta e que consequências políticas poderá ter num país com pouca margem orçamental. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Governo apresentou o Orçamento do Estado para 2027 com aumentos para salários, pensões e algumas prestações sociais, mas também com cortes de despesa em várias áreas. O salário mínimo sobe para 970 euros e os funcionários públicos terão um aumento de pelo menos 60 euros. O Complemento Solidário para Idosos também aumenta e os escalões de IRS são actualizados. Ao mesmo tempo, o Governo prevê gastar menos na saúde e reduzir o investimento em ferrovia e estradas. Também há menos dinheiro para a Administração Regional e Local e não estão previstos novos apoios aos combustíveis. O Governo precisa do apoio do PS para garantir a aprovação das contas e, ao mesmo tempo, tenta evitar que os socialistas aprovem propostas do Chega. Neste episódio do Hoje, ouvimos o economista João Borges de Assunção, professor na Católica Lisbon School of Business & Economics e antigo assessor económico de Cavaco Silva. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Lídia Jorge e Gonçalo M. Tavares estão entre os nomes associados ao Nobel da Literatura deste ano. Os dois escritores portugueses figuram nas previsões internacionais como possíveis vencedores. Mas que hipóteses têm realmente os dois escritores portugueses? E quem são os favoritos desta edição? Can Xue, Anne Carson, Gerald Murnane, Haruki Murakami e Thomas Pynchon estão entre os nomes mais falados. Neste episódio, falamos com a jornalista e crítica literária Isabel Lucas sobre os portugueses na corrida, os autores que podem ganhar este ano e como interpretar as escolhas da Academia Sueca. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A guerra no Médio Oriente está a pressionar o abastecimento mundial de petróleo e a provocar uma subida dos preços dos combustíveis, sobretudo nas últimas semanas. As reservas estratégicas têm ajudado a compensar uma quebra no abastecimento, mas começam a escassear e a preocupar os países desenvolvidos. Quanto tempo podem estes mecanismos amortecer um choque prolongado e o que acontece quando começam a esgotar-se? O petróleo tem de ser refinado e os ataques a refinarias e a redução da capacidade de refinação estão a deixar o mercado com mmenos gasolina, gasóleo e outros combustíveis, mesmo quando ainda existe petróleo bruto disponível. Neste episódio, conversamos com António Costa Silva, antigo ministro da Economia e especialista em energia sobre a actual crise energética, as reservas estratégicas, a capacidade de refinação e as fragilidades de Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pedro Sánchez decidiu antecipar as eleições legislativas espanholas para 29 de Novembro. O anúncio surge depois de o Governo espanhol ter sofrido uma nova derrota parlamentar, com o chumbo de medidas relacionadas com a habitação, num momento de forte contestação aos despejos e à falta de casas em Espanha. A decisão encerra antecipadamente a legislatura e coloca novamente os espanhóis perante uma escolha que ultrapassa a continuidade do actual Governo. Sánchez pediu uma maioria progressista mais ampla e, na sua comunicação ao país, alertou para o crescimento da extrema-direita. Que estratégia está por trás da antecipação das eleições? Como é que Sánchez vai gerir o eleitorado de esquerda à esquerda do PSOE. E que papel pode ter a extrema-direita nestas legislativas? São algumas das questões que analisamos neste episódio do Hoje com o politólogo Diogo Noivo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A primeira volta das presidenciais brasileiras terminou com Flávio Bolsonaro à frente de Lula da Silva. O candidato do Partido Liberal (PL) conseguiu cerca de 47% dos votos, contra cerca de 45% do actual Presidente. Os dois voltam às urnas a 25 de Outubro. A segunda volta será uma nova eleição. Flávio Bolsonaro parte com vantagem, mas terá agora de procurar os votos dos candidatos que ficaram pelo caminho. Lula da Silva enfrenta o mesmo desafio e terá de tentar recuperar terreno entre a abstenção e os eleitores que não votaram no Partido dos Trabalhadores (PT) nesta primeira volta. Neste episódio do Hoje, conversamos com Vicente Nunes, editor-chefe do PÚBLICO Brasil, sobre o resultado da primeira volta, a força do bolsonarismo e o que cada candidato terá de fazer para chegar à Presidência na segunda volta. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mais de 158 milhões de brasileiros podem votar nas eleições de 4 de Outubro que vão escolher o Presidente da República, governadores, deputados e senadores, definindo os principais cargos políticos do país para os próximos anos. Na corrida presidencial, Lula da Silva e Flávio Bolsonaro concentram grande parte das intenções de voto e procuram chegar aos eleitores que ainda não estão decididos com nenhum dos dois lados. Uma sondagem da Quaest, divulgada esta semana, dá 39% a Lula e 34% a Flávio Bolsonaro na primeira volta. Numa simulação de segunda volta entre os dois, aparecem empatados nos 42%. Nesta recta final, a campanha sobe de tom e temas como a religião, a segurança, a economia e o papel das instituições estão no centro do debate. Neste episódio do Hoje, conversamos com Natália Viana, jornalista brasileira e directora da Agência Pública, sobre o momento político do Brasil, a polarização e os desafios que estas eleições colocam à democracia brasileira. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Tudo começou no jogo com a Noruega, quando Ronaldo ficou no banco apesar de ter aquecido. O jogador não entrou em campo e, nos dias seguintes, falhou um treino. Jorge Jesus começou por afastar a existência de um problema, mas acabou por admitir uma decisão errada. Depois de uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Cristiano Ronaldo decidiu abandonar o estágio e rumou a Madrid, apesar do jogo desta noite contra a Dinamarca. O capitão diz que, no momento certo, contará a sua versão dos acontecimentos. A Federação Portuguesa de Futebol reagiu com um comunicado curto e garantiu que a preparação da selecção prossegue normalmente. Neste episódio do Hoje, conversamos com Nuno Sousa, editor de Desporto do PÚBLICO, sobre o que aconteceu entre Cristiano e Jorge Jesus, a gestão do conflito e o que esta saída pode significar para Cristiano e os próximos jogos da selecção. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um homem mata uma ex-namorada. Uma amiga da vítima pede que se averigue o que falhou, uma vez que ele já antes matara uma ex-namorada, cumprira pena de prisão e estava ainda em liberdade condicional. Quem era aquele homem? Quem eram aquelas mulheres? O Homem Que Matou Duas Vezes é uma investigação de Ana Cristina Pereira, que escreveu os guiões e faz a narração, com produção de Inês Rocha, revisão de Inês Rocha e Sara de Melo Rocha, sonoplastia de Margarida Adão, música do genérico de Tiago Orato, ilustrações de José Carvalheiro e produção executiva de Amílcar Correia. A série narrativa, de sete episódios, vai além da reconstrução dos crimes cometidos por João Pedro Oliveira. Recupera a história das vítimas e do homem que as matou ao mesmo tempo que escrutina o sistema. Para conhecer a história toda, ouça os próximos seis episódios. Se precisa de ajuda, ligue para o Serviço de Informação às Vítimas de Violência Doméstica da CIG: 800 202 148. Ou para a linha de Apoio à Vítima da APAV: 116 006. Outros créditos: som recolhido em manifestação em Lisboa, em 2024, de grupo de mulheres a cantar Canción Sin Miedo, com música e letra de Vivir Quintana; trailer Retrato de Dorian Gray, filme de 2009, realizado por Oliver Parker, com guião de Toby Finlay, a partir da obra homónima de Oscar Wilde. See omnystudio.com/listener for privacy information.
João Pedro Oliveira matou uma ex-namorada, foi condenado e passou dez anos na prisão. Quando estava em liberdade condicional, voltou a matar outra ex-namorada. Entre os dois crimes passaram 15 anos mas há elementos que se repetem. O que aconteceu nesse intervalo? O que mudou e o que ficou por explicar? E como foi possível que João Pedro Oliveira voltasse a matar? O Homem Que Matou Duas Vezes é o novo podcast narrativo do PÚBLICO. A jornalista Ana Cristina Pereira reconstruiu os dois crimes, recuperou a história das vítimas e acompanhou o percurso do agressor. Consultou processos em cinco tribunais, visitou os locais dos crimes e falou com mais de 30 pessoas, entre familiares, amigos, testemunhas, polícias, procuradores e especialistas. Neste episódio do Hoje, ouvimos um excerto do primeiro episódio e conversamos com Ana Cristina Pereira sobre a investigação e as perguntas que ficaram pelo caminho. O Homem Que Matou Duas Vezes é uma série de sete episódios, com publicação semanal a partir de hoje, 30 de Setembro, no site do PÚBLICO e nas principais plataformas de podcasts. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Para muitas pessoas, a casa é o principal património acumulado ao longo da vida mas ter uma casa paga não significa ter dinheiro disponível para viver na reforma. O relatório do Grupo de Trabalho para a Reforma da Segurança Social coloca em cima da mesa os chamados equity release schemes, mecanismos que permitem transformar parte do valor de uma habitação em capital ou rendimento, mantendo, em determinadas modalidades, o direito de continuar a viver nela. Há várias possibilidades mas hoje analisamos cinco delas: vender a casa e ficar como arrendatário, vender a nua-propriedade mantendo o usufruto, arrendar o imóvel e antecipar rendimentos, receber uma renda vitalícia em troca da venda ou recorrer a uma hipoteca inversa. Algumas destas soluções já existem, outras ainda não têm enquadramento jurídico próprio em Portugal. Neste episódio, conversamos com Pedro Almeida Cruz, que trabalha no sector imobiliário dirigido a pessoas com mais de 75 anos, sobre as diferentes soluções, quem pode beneficiar delas e os riscos de pôr a casa a pagar a reforma. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em Serrano do Maranhão, um dos municípios mais pobres do Brasil, o Bolsa Família faz parte da vida de muitas famílias. O programa de apoio social criado durante o primeiro Governo de Lula mudou a vida de milhões de brasileiros e continua a ter um grande peso enorme entre os eleitores mais pobres. À medida que se aproximam as eleições presidenciais, tornou-se também num trunfo eleitoral. Lula procura manter a ligação com este eleitorado, enquanto Flávio Bolsonaro tenta conquistar votos entre os beneficiários do programa. Neste episódio, conversamos com o repórter do PÚBLICO João Ruela Ribeiro sobre o peso do Bolsa Família nas eleições, as estratégias dos candidatos para chegar aos eleitores mais pobres e o ritmo da campanha para a primeira volta. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Maricarmen tem 87 anos e viveu quase toda a vida na mesma casa, em Madrid. Esta semana, foi despejada depois de uma longa batalha judicial. A renda passou de 500 para mais de 2600 euros depois de o imóvel ser comprado por um fundo de investimento. O caso tornou-se um símbolo da crise da habitação em Espanha e desencadeou protestos e uma disputa política entre Pedro Sánchez e Isabel Díaz Ayuso. Em Portugal, onde os preços da habitação e das rendas continuam a pressionar quem arrenda casa, a história de Maricarmen é familiar. A 30 de Setembro, o Parlamento vota novas regras para o arrendamento, que incluem alterações aos contratos e processos de despejo mais rápidos. O que podem significar para os inquilinos? E quantas “Maricarmens” existem já em Portugal? Neste episódio, conversamos com Luís Mendes, geógrafo, especialista em gentrificação e vice-presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Luís Montenegro não dá uma entrevista formal há mais de um ano e é frequente evitar perguntas dos jornalistas. O último exemplo é da semana passada quando, após uma reunião do Conselho de Ministros, apresentou várias medidas extraordinárias para a economia mas não aceitou perguntas dos jornalistas presentes na sala. Mas o silêncio de Montenegro não significa silêncio político. Quando o primeiro-ministro não está disponível para responder, há sempre quem ocupe esse espaço para explicar, defender e dar a cara pelo Governo. Quem está, afinal, a falar por Montenegro e o que ganha o Governo politicamente quando é outra pessoa a falar? Neste episódio do Hoje, conversamos com Ana Sá Lopes, jornalista de política e redactora principal do PÚBLICO, sobre a forma como Montenegro comunica e sobre quem ocupa o espaço quando o primeiro-ministro prefere não fazê-lo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Xi Jinping visita Donald Trump em Washington, numa altura em que a relação entre os Estados Unidos e a China vive entre a competição e a necessidade de evitar uma escalada. Comércio, inteligência artificial, terras raras e Taiwan são alguns dos temas em cima da mesa mas estas negociações abrigam a luta entre duas potências pelo poder económico, tecnológico e geopolítico. Neste episódio do Hoje, conversamos com Diana Soller, especialista em Relações Internacionais, sobre o que está realmente em jogo na relação EUA-China e sobre a forma como Washington e Pequim tentam competir sem deixar que a rivalidade saia do controlo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Trump, Zelensky, Netanyahu, Pezeshkian e Lavrov estão entre os protagonistas de uma semana em que Nova Iorque volta a ser o centro da diplomacia internacional. Com guerras em curso e o Conselho de Segurança bloqueado, a Assembleia Geral da ONU é o grande palco mas não é ali que as decisões mais importantes acontecem. Neste episódio do Hoje, olhamos para o que se passa dentro e fora da Assembleia Geral, com destaque para os encontros entre líderes, os discursos e as mensagens que ficam nas entrelinhas. O que pode realmente mudar quando os protagonistas de algumas das maiores crises mundiais estão no mesmo palco político? É isso que discutimos neste episódio com Joana Ricarte, especialista em Relações Internacionais e professora de Estudos Políticos e Internacionais na Universidade do Porto. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A partir de 23 de setembro, passa a ser proibido em Portugal ocultar total ou parcialmente o rosto em espaços públicos, com algumas excepções. A chamada "lei das burqas" prevê multas que podem chegar aos três mil euros. O que muda a partir de quarta-feira e o que está realmente em causa com esta lei? Onde começa a questão da segurança e acaba a liberdade individual e religiosa? Neste episódio, ouvimos o relato de uma mulher muçulmana que vive em Lisboa e usa niqab e conversamos com a jornalista do PÚBLICO Joana Gorjão Henriques, que acompanha o tema e entrevistou mulheres muçulmanas sobre a nova lei. See omnystudio.com/listener for privacy information.
As eleições legislativas russas começam esta sexta-feira, mas dificilmente será das urnas que sairá uma surpresa. O partido de Vladimir Putin domina o Parlamento e a oposição à guerra ficou de fora da corrida. Ainda assim, estas eleições acontecem num momento particularmente importante para a Rússia, com a guerra mais presente no quotidiano dos russos, com ataques ucranianos em território russo, problemas no abastecimento de combustível e sinais de maior ansiedade na população. Neste episódio, discutimos o que está realmente em jogo nestas eleições e a razão de Putin continua a precisar delas com o jornalista da secção de internacional do PÚBLICO, João Ruela Ribeiro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O presidente da Câmara de Lisboa voltou a trazer o sistema Volta para o centro do debate, pedindo ao Governo que o cancele. A ministra do Ambiente diz que o sistema funciona e veio para ficar. Cinco meses depois de entrar em funcionamento, já foram devolvidas mais de 300 milhões de embalagens mas também se multiplicam as críticas. Há queixas sobre os pontos de recolha, as máquinas e ao impacto que o sistema está a ter na limpeza das ruas de algumas cidades. Neste episódio do Hoje, falamos com Susana Fonseca, da associação ambientalista ZERO, para perceber o que está a funcionar, o que precisa de ser corrigido e se as dificuldades que estamos a ver são problemas do sistema ou dores de crescimento. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A falta de lugares na escola pública não é uma novidade, mas este ano o problema ganhou uma dimensão particularmente preocupante. Centenas de crianças começaram o ano lectivo longe da escola e várias famílias passaram semanas sem saber a quem recorrer, com muitas a terem de encontrar soluções provisórias enquanto aguardam por uma vaga. Em Lisboa, foi preciso chegar ao início das aulas para ser encontrada uma solução de emergência. As escolas vão abrir mais vagas em turmas para acomodar os alunos que ficaram de fora. A medida é contestada pela oposição, que questiona a capacidade de planeamento do Ministério da Educação. Neste episódio do Hoje, falamos com a jornalista do PÚBLICO Cristiana Faria Moreira para perceber o que aconteceu, porque é que tantas famílias chegaram a Setembro sem resposta e se o problema é apenas deste ano ou revela uma dificuldade mais profunda em planear a escola pública. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A inteligência artificial está a avançar a uma velocidade que começa a preocupar até algumas das pessoas que estão a construí-la. Nas últimas semanas, investigadores de empresas como a Anthropic e a OpenAI vieram alertar para os riscos de sistemas cada vez mais autónomos e capazes de melhorar a própria inteligência. O alerta mais extremo partiu de Jacob Coxon, antigo funcionário da Anthropic, que saiu da empresa acusando a indústria de estar a correr demasiado depressa em direcção à superinteligência. Coxon afirma mesmo que a IA pode matar toda a humanidade até ao final desta década. Entretanto, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu que a indústria deve abrandar o desenvolvimento dos modelos mais avançados, uma posição apoiada por Sam Altman e Elon Musk. O que está por trás deste receio? Quão realista é a possibilidade de uma inteligência artificial escapar ao controlo humano? E caso conseguisse exterminar a humanidade, como o faria? Neste episódio do Hoje, falamos com Nuno Moniz, especialista em inteligência artificial, investigador na Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, para perceber o que sabemos já sobre estes riscos, o que continua a ser especulação e se a corrida para construir sistemas cada vez mais poderosos pode estar a avançar mais depressa do que a nossa capacidade para torná-los seguros. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O OnlyFans passou a ser, para algumas mulheres, uma fonte de rendimento e até uma profissão. Em Portugal, há cada vez mais pessoas a trabalhar para uma audiência que paga para as acompanhar. Neste episódio do Hoje, partimos das histórias de algumas dessas mulheres para perceber como funciona este negócio, quem está a ganhar dinheiro com ele e quanto pode valer uma conta com milhares de seguidores. Conversamos também com a jornalista Marta Sofia Ribeiro, que passou meses a investigar esta realidade e falou com várias mulheres que trabalham na plataforma. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na manhã de 11 de Setembro de 2001, as primeiras notícias chegaram entre a confusão e o choque. Dentro dos aviões e do World Trade Center, algumas pessoas faziam os últimos telefonemas das suas vidas. Vinte e cinco anos depois, regressamos àquele dia através dos sons das emissões de rádio, das chamadas de emergência e das vozes de quem estava no centro dos acontecimentos. Depois, seguimos as consequências do 11 de Setembro, que desencadeou uma transformação profunda na política internacional. Neste episódio, conversamos com António Rodrigues, jornalista do PÚBLICO, que esteve em Nova Iorque, seguiu para o Afeganistão e, mais tarde, para o Iraque. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Governo anunciou uma nova descida do IRS e um suplemento extraordinário para os pensionistas. As duas medidas representam um esforço de cerca de 800 milhões de euros e terão efeitos já nos próximos meses. A descida do IRS, limitada às taxas até ao sexto escalão, deverá começar a sentir-se em Novembro, através das retenções na fonte. O suplemento extraordinário será pago em Dezembro aos pensionistas com pensões até 1.611,13 euros. Neste episódio do Hoje, falamos com o editor de Economia do PÚBLICO, Pedro Ferreira Esteves, sobre quem beneficia destas medidas, quanto pode ganhar e qual o espaço que fica para o Governo continuar a baixar impostos e aumentar pensões no futuro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Foram um dia inteiro de Parlamento à volta de Luís Neves. Primeiro, uma audição de quase cinco horas, seguida de mais de três horas de debate sobre a moção de censura apresentada pelo Chega. No fim, a moção foi chumbada e o ministro da Administração Interna garantiu que continua no Governo. Pedro Adão e Silva considera que a moção permitiu Luís Montenegro defender a continuidade do Governo e insistir na ideia de que os portugueses não querem novas eleições. Para o Chega, foi mais uma oportunidade para se apresentar como a força que desafia o sistema. Neste episódio do Hoje, Pedro Adão e Silva analisa ainda a estratégia do PS, a forma como o Chega está a explorar o caso e o papel do Presidente da República. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A vitória da Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições regionais da Saxónia-Anhalt marca uma nova etapa na política alemã. O partido conseguiu 43,8% dos votos e 39 dos 83 lugares no parlamento regional, ficando a apenas dois de uma maioria absoluta. A CDU, partido do chanceler Friedrich Merz, ficou-se pelos 17,2%. O resultado não garante um Governo da AfD, mas Ulrich Siegmund, o rosto da AfD na Saxónia-Anhalt, já começou a procurar uma maioria que lhe permita chegar ao poder. Para Friedrich Merz, a derrota é também um sério aviso, já que a AfD procura transformar o sucesso regional numa plataforma para chegar ao poder a nível nacional. Neste episódio, analisamos o significado desta mudança na Alemanha e o que ela pode representar para uma Europa onde os partidos de extrema-direita continuam a ganhar terreno, com Miguel Baumgartner, especialista em relações internacionais e política alemã. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Há 75 anos, os Estados Unidos chegavam às Lajes e começavam a construir na Terceira uma presença que iria muito além da dimensão militar. A base trouxe empregos, dólares e uma janela para a cultura americana a uma ilha ainda fechada sobre si própria. Mudou hábitos, linguagem e mentalidades, mas deixou também problemas que atravessaram gerações, entre eles a contaminação dos solos e as questões levantadas pelo processo de adopção de crianças açorianas por famílias norte-americanas. Setenta e cinco anos depois do primeiro acordo de Defesa entre Portugal e os Estados Unidos, as Lajes continuam a ser uma peça importante na relação entre os dois países, mas num contexto muito diferente. A presença americana diminuiu, a importância estratégica da base voltou a ser discutida e os Açores reclamam uma renegociação do acordo devido ao valor geoestratégico da base no momento actual. Neste episódio, contamos a história dessa relação com a historiadora Tânia Santos e analisamos a importância estratégica da base aérea, tal como o futuro da relação com os Estados Unidos com o jornalista da RTP Açores, Armando Mendes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Comprar casa está cada vez mais difícil. Arrendar também. Em Setembro, a prestação do crédito à habitação volta a ficar mais cara para muitos contratos. As rendas aumentaram 14% em apenas quatro anos e, no próximo ano, podem subir mais 2,56%. A pressão sente-se também no resto da Europa, já que quase metade dos europeus não consegue ter uma casa com mais de 50 metros quadrados, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica Journal of Maps. Mas até quando pode continuar esta subida? O que teria de acontecer para os preços das casas começarem finalmente a estabilizar em Portugal? Neste episódio, conversamos com Alda Botelho Azevedo, demógrafa e especialista em habitação. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Maria Silva estava a meio de um tratamento de fertilidade quando soube que a clínica Ovom Care, onde era acompanhada em Cascais, ia fechar portas. A Ovom Care entrou em insolvência esta segunda-feira, deixando pacientes nacionais e estrangeiros sem o dinheiro que pagaram, a meio de tratamentos, acabando por transferir embriões e gâmetas para outra clínica. Neste episódio do Hoje, conhecemos a história da Maria e conversamos com a jornalista do PÚBLICO Inês Schreck, que está a acompanhar o caso. See omnystudio.com/listener for privacy information.
André Ventura chamou gangster ao ministro da Administração Interna e Luís Neves respondeu esta terça-feira, na Madeira, com um discurso mais político e uma garantia: não está a pensar demitir-se. Até agora, o ministro tinha procurado responder às acusações que se foram acumulando desde Julho mas, desta vez, decidiu atacar directamente André Ventura e o populismo, acusando os seus adversários de fazerem política da suspeita e de condenarem sem provas. A ofensiva política não encerra as questões que continuam em cima da mesa e a polémica deverá continuar no Parlamento, uma vez que Luís Neves será ouvido na próxima terça-feira numa audição regimental. Neste episódio do Hoje, ouvimos as declarações de Luís Neves e analisamos a nova estratégia política do ministro com Helena Pereira, editora executiva do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A China e a Rússia querem reforçar uma ordem mundial com menos peso dos Estados Unidos e a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, a decorrer no Quirguistão, é um dos palcos onde essa disputa de influência se torna mais visível. Xi Jinping e Vladimir Putin reuniram-se à margem da cimeira esta segunda-feira. O Presidente chinês defendeu o reforço das relações entre os dois países e disse que Pequim está disponível para trabalhar com a Rússia e outros países para promover uma ordem mundial multipolar. A organização reúne dez Estados-membros, entre eles China, Rússia e Irão, mas nesta cimeira estão representados 27 países. É uma fotografia importante num momento em que os EUA voltaram a atacar o Irão e em que Washington tenta, ao mesmo tempo, gerir relações difíceis com Pequim e Moscovo. Mas esta é uma aliança contra o Ocidente? Ou países com interesses muito diferentes estão simplesmente a aproveitar o mesmo palco para aumentar o seu poder de negociação? Neste episódio do Hoje, conversamos com Tiago André Lopes, especialista em relações internacionais, sobre a crescente aproximação entre China, Rússia e Irão, o papel de Xi Jinping e os espaços que os Estados Unidos estão a deixar abertos para Pequim ocupar. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Há 80 anos, Winston Churchill falou numa “cortina de ferro” que descia sobre a Europa, de Stettin, no Báltico, a Trieste, no Adriático. O PÚBLICO decidiu seguir essa linha e percorreu 3200 quilómetros por oito países, à procura do que ainda resta dessa divisão. Neste episódio do Hoje, fazemos esta viagem com o jornalista Álvaro Vieira, que percorreu de mota a antiga fronteira. Pelo caminho, há cidades que mudaram de país, antigas fronteiras que ainda deixam marcas e histórias que ajudam a perceber como a Guerra Fria transformou a Europa. See omnystudio.com/listener for privacy information.