O Sapo e o Escorpião
MadreMedia
O podcast "O sapo e o escorpião" traz todas as semanas a discussão dos temas na agenda política ao SAPO24. Este podcast é produzido pela MadreMedia.
O podcast "O sapo e o escorpião" traz todas as semanas a discussão dos temas na agenda política ao SAPO24. Este podcast é produzido pela MadreMedia.
Quem Quer Ser Primeiro-Ministro? Este episódio vai ter mesmo de ouvir
Episódios
É um especial de primeiro aniversário, foi gravado ao vivo e valeu umas boas gargalhas. Os dados e as cartas serviram de pretexto para uma conversa animada e sem filtros sobre política nacional. Os convidados são os deputados Carlos Guimarães Pinto, da Iniciativa Liberal, André Pinotes Batista, do Partido Socialista, e Manuel Soares de Oliveira, publicitário e diretor-geral da agência Mosca, que acaba de lançar o jogo "Quem Quer Ser Primeiro-Ministro".
O ministro da Saúde completa esta semana três meses no governo. Manuel Pizarro, que se confessa "um otimista", reconhece os problemas do SNS, pede paciência e pisca o olho aos médicos. E garante que no final de 2023 o Serviço Nacional de Saúde estará muito melhor para todos.
O preço dos alimentos não pára de subir e as prestações do crédito à habitação também. Os pedidos de ajuda são tantos que já há instituições de solidariedade social a entrar em rutura, diz Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.
Os números dos abusos sexuais de crianças e jovens em Portugal revelam uma realidade infernal. A médica-legista Anabela Neves, especialista na matéria, conta que "é tão dramático como um palco de guerra, em alguns casos pior". Mas deixa um alerta: a castração química não resolve o problema.
Biden cumpriu uma função essencial à democracia americana: derrotar Trump em 2020. Mas agora é preciso passar à fase seguinte e pensar os Estados Unidos, um país à beira de se tornar inviável, e 2024 será decisivo. Esta é a visão de Jorge Fernandes, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
Bolsonaro vai encarar a derrota e fazer uma transição de poder democrática? A grande questão, agora, é o que poderá ainda armar contra Lula ao longo dos cerca dos quase três meses que lhe restam na presidência. Uma coisa é certa, as relações internacionais já estão a mudar.
Há "um negócio de exploração de imigrantes e está sinalizado", diz a socióloga do Trabalho Mariana Carneiro. Agora estão os timorenses na berlinda, mas rapidamente serão outros. O presidente de Timor-Leste chega amanhã a Portugal, a Web Summit está à porta e a limpeza da cidade já começou, escondendo os que dormem nas ruas.
No Reino Unido já lhe chamavam "Less Trust" [Menos Confiança], e foi um instantinho até a primeira-ministra apresentar a demissão. Enquanto isso, a quinta maior economia do mundo continua a adiar reformas. Pedro Caetano, agora com cidadania britânica, fala-nos do futuro do país.
"Este é o governo mais austero desde Salazar", garante o economista João César das Neves, que critica o Orçamento do Estado para 2023 por deixar de fora dois aspectos fundamentais: os pobres e o crescimento económico.
No Irão a Geração Z tem tudo, só não tem liberdade de escolha. Sépideh Radfar, diretora do Centro de Iranologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, não deseja outra revolução para o país. Sabe que é preciso mudar do ponto de vista socioeconómico e que o uso do hijab é apenas um pretexto, mas lembra que o modelo de democracia à moda americana não é para exportar.
Riccardo Marchi, italiano, investigador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE e estudioso das direitas radicais, explica quem é Giorgia Meloni e os desafios que tem pela frente. Em resumo: "Fascismo não cola com a realidade política deste partido e, em particular, desta líder", garante.
Luís Mira Amaral, engenheiro e economista, fala da crise energética, que "começou antes da guerra na Ucrânia", e da "argolada dos alemães, que está a custar caro à União Europeia". Contas feitas, "quem está a ganhar neste negócio é o governo, através de uma receita fiscal que aumentou 7 mil milhões de euros" em relação ao esperado.
As aulas começaram e muitas disciplinas ainda não têm professor. A notícia podia ser do ano passado, mas é de agora, e a tendência é para piorar. Convidámos uma professora e uma psicóloga para fazerem o retrato da Educação em Portugal. Este é o resultado.
"O Brasil está péssimo e Portugal está ótimo", é assim que o escritor e compositor brasileiro Nelson Motta resume a situação dos dois países no bicentenário da independência. Uma conversa com pano para mangas.
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considera que "as marcas que Marta Temido deixou no SNS são negativas" e lembra que o programa do governo para a Saúde não foi aprovado por uma maioria dos portugueses, mas apenas pela maioria dos que votaram.
Muita gente de topo em Portugal - advogados, contabilistas, banqueiros, bancários, testas-de-ferro, funcionários públicos - fez o jogo e serviu o regime corrupto de Angola. Por ação e por omissão, diz Ana Gomes.
O Brasil vai a votos no dia 2 de outubro. Jair Bolsonaro ou Lula da Silva? Inês Patrício e Irineu Ramos esgrimem argumentos contra e a favor dos principais candidatos. Duas visões opostas sobre como se vive hoje do outro lado do Atlântico, melhor ou pior do que há quatro anos.
"António Costa meteu no governo todos os aspirantes a líder do PS" e "passou a vida fora", critica Paulo Rangel, eurodeputado. "Estará a trabalhar na ambição de um cargo europeu?". Uma conversa centrada na Ucrânia e nos custos que a União Europeia está disposta a suportar com a guerra.
Um sismo em Lisboa é o pior pesadelo da secretária de Estado da Proteção Civil. Mas há um plano de contingência, para isso e não só. A conversa centrou-se nos incêndios - 23% provocados por incendiários -, mas também falámos de outros assuntos, como as Jornadas Mundiais da Juventude, que em 2023 vão ser em Portugal.
A União Europeia não tem uma aposta clara para aquilo que é o mar profundo, mas a biotecnologia azul pode ser a "lagosta" de Portugal. Uma conversa com Manuel Pinto de Abreu, ex-secretário de Estado do Mar, que desmistifica muitos dos receios ambientalistas.
O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, fala dos constrangimentos por que o setor está a passar e apresenta soluções. As receitas totais deverão atingir os 27 mil milhões em 2027, mas é preciso mais mão-de-obra e mais qualificada e o país tem de acelerar a transição digital e ambiental.
Ana Carvalho, presidente do Volt há apenas alguns dias, e Diogo Reis, vice-presidente do RIR há algumas semanas, fazem parte de uma geração que nunca viu Portugal a não ser em crise. Ambos acreditam que é possível fazer política de outra maneira, ela à escala europeia, ele a nível mais local.
Fala-se muito do financiamento público direto dos partidos, mas o grande problema está nos apoios indiretos. Margarida Salema, ex-presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, e Nuno Garoupa, professor de Direito na George Mason University, põem o dedo na ferida: não vale legislar em causa própria.
Não há escassez de alimentos no país ou na União Europeia. A garantia é dada pelo secretário-geral da CAP - Confederação de Agricultores de Portugal, Luís Mira. Outra certeza é a de que os preços vão continuar a subir e o governo ainda não pagou as ajudas prometidas ao setor agrícola.
Portugal aplicou apenas três de 15 recomendações do Grupo de Estados contra a Corrupção (GRECO). André Corrêa d'Almeida, professor na Universidade de Columbia, fala da oposição dos políticos à mudança e da importância do presidente da República nesta matéria.
Depois da "letargia" irá o PSD, finalmente, "arrepiar caminho" e assumir-se como alternativa de poder? Alexandre Poço, deputado e líder da Juventude Social Democrata, explica como é que o partido pode ser útil a Portugal.
É ex-acionista, lesado e presidente do maior credor do BPP. Jaime Antunes explica o que levou o banco liderado por João Rendeiro à falência e culpa o governo de então. Agora, quer a destituição da Comissão Liquidatária e a recomposição da Comissão de Credores, presidida pelo Estado. E aponta os erros.
Um podcast que pretende levantar o véu em que está envolto o caso João Rendeiro. Como era a vida do ex-banqueiro na prisão de alta segurança de Westville, em Durban, na África do Sul, e quais os seus anseios e frustrações.
Afinal as queixas de que há associações simpatizantes do regime de Vladimir Putin a receber refugiados da Ucrânia já é antiga. Pavlo Sadokha, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, conta as denúncias que tem vindo a fazer desde 2011, mas que as autoridades portuguesas teimaram em ignorar.
A única linha vermelha que estabelecerá com André Ventura é a do respeito pelos direitos humanos e valores democráticos que o PSD sempre defendeu. Luís Montenegro acha uma "imoralidade" ter-se inviabilizado a eleição de vice-presidentes da Assembleia da República do Chega e da Iniciativa Liberal.
Promete transformar o PSD num partido moderno, enérgico e alternativo. Para já quer fazer marcação cerrada ao executivo de António Costa com um governo sombra. Estes são os compromissos do candidato Jorge Moreira da Silva, que acredita tanto no seu projeto que se demitiu do caro de director-geral na OCDE.
A receita aumenta, no "embalo enorme" do aumento dos preços, e a despesa mantém-se inalterada. Um erro. Para o economista João Duque este Orçamento do Estado é ainda mais preguiçoso do que o anterior, ou seja, "um ano desperdiçado".
Nuno Melo, recém-eleito líder do CDS com 75% dos votos, explica como pretende levar o partido de volta à Assembleia da República. Mas também fala da guerra na Ucrânia, da União Europeia e da NATO.
O economista António Nogueira Leite dá o exemplo do papel higiénico para ilustrar ao que conduz uma política de muita contenção na despesa e eliminação do investimento público. "Quando um partido está no governo 19 de 26 anos, Portugal torna-se mais México e menos Dinamarca".
O PS ganhou dois deputados pelo círculo da Europa e reforçou a sua maioria no Parlamento. O PSD perdeu em toda a linha. Os dois partidos garantem que vão alterar a lei ainda esta legislatura para facilitar a vida aos emigrantes.
Afinal, o cérebro das mulheres e dos homens funciona ou não de maneira diferente? Onde acaba a realidade e começa o mito? E que políticas tem o país e a União Europeia para combater a desigualdade de oportunidades, numa altura em que o fosso salarial se agrava em vez de se esbater? A ideia era dedicar o podcast ao Dia Internacional da Mulher, falar da paridade de género, representação e poder. A conversa passou rapidamente para o campo da investigação, da ciência e da tecnologia. E da educação - e de como pode ser uma arma para tornar o mundo melhor. É o que dá reunir no mesmo painel a CEO do grupo Luz Saúde, Isabel Vaz, a neurocientista e investigadora do Instituto de Medicina Molecular, Luísa Lopes, e a deputada europeia e ex-ministra da Presidência e da Modernização Administrativa Maria Manuel Leitão Marques.
Nove dias depois da invasão da Ucrânia, Putin ameaça agora os países vizinhos. Antes já tinha avisado a Suécia e a Finlândia. Uma escalada da guerra pode ser trágica, mas a Rússia está cada vez mais isolada. E como seria se tivéssemos um exército europeu?
Portugal também vai sofrer com a guerra na Ucrânia. Os combustíveis e a energia vão aumentar, mas a subida de preços afetará muitos outros bens. António Costa terá de refletir no novo Orçamento do Estado apoios que ajudem a mitigar os impactos sociais.
Catarina Santos Botelho, constitucionalista, e Rui Tavares, político, falam do cordão sanitário ao Chega, das decisões do Tribunal Constitucional (repetição de eleições no círculo da Europa e inconstitucionalidades do governo em matéria Covid), e da tão falada revisão Constitucional.
Vai Putin invadir a Ucrânia? Quais as consequências de uma guerra para os Aliados em geral e para a União Europeia em particular e o que tem Portugal a ver com isso? O conflito ficou fora do debate eleitoral, mas reabre feridas antigas. Afinal, não é "um problema lá deles".
Depois da noite eleitoral, é tempo de olhar para os resultados e para aquilo que será o futuro do país. A jornalista Isabel Tavares traz isso mesmo, com a ajuda da economista Sandra Maximiano e do arquiteto Tiago Mota Saraiva.
Isabel Tavares, Rute Sousa Vasco (publisher da MadreMedia) e Margarida Bentes Penedo (arquiteta e candidata a deputada pelo CDS-PP) fazem a análise aos primeiros resultados da noite eleitoral.
Um podcast diferente, que junta, na véspera do dia de reflexão, que a Assembleia da República teimou em manter na lei, representantes dos diversos partidos políticos com assento parlamentar para dizerem aquilo de que não abdicam, haja o que houver.
A lei eleitoral tem quase 45 anos, mas em Portugal continuamos a votar como no século passado, apesar de vivermos na chamada era digital. O porta-voz da CNE, João Tiago Machado, receia que o voto electrónico não seja livre e que numa casa o chefe de família obrigue todos a votarem da mesma maneira, numa conversa em que o dia da reflexão também veio à baila.
Em Portugal parámos no século XIX e António Costa e Rui Rio não veem as transformações que estão a acontecer no mundo. Esta é a opinião do economista João César das Neves, que acredita que vamos continuar a ter mais do mesmo. E não é por culpa dos políticos, é por causa dos eleitores.
Recuperar o parque habitacional degradado em vez de construir casas novas, esta é uma das soluções apontada pelo presidente da Associação Nacional de Proprietários, António Frias Marques, para resolver o problema da habitação em Portugal.
Falta coragem aos políticos para reformar o sistema eleitoral. Enquanto isso não acontecer, Luís Marques Mendes teme que a Assembleia da República continue a degradar-se, não porque os políticos são "uns vigaristas", mas porque a maioria "é incompetente".
Álvaro Beleza e Miguel Guimarães, médicos e colegas de curso, falam dos milhões que se poderiam poupar com a criação do processo clínico único do utente, as teleconsultas, uma via verde para casos graves e a informatização do SNS.
"Se continuarmos a usar as mesmas receitas, vamos continuar a comer os mesmos maus pratos". É assim que Paulo Sande, ex-candidato ao Parlamento Europeu, resume a situação em que Portugal se encontra. E estranha que a Europa esteja ausente do debate político.
Susana Coroado diz que há medidas anti-corrupção que podem ser adoptadas pelo governo e pelos políticos sem precisar de passar pela Assembleia da República. A corrupção tem um custo estimado de mais de 18 mil milhões de euros por ano para Portugal, um montante superior ao previsto no Orçamento do Estado para o SNS para 2022.