Tão Longe, Tão Perto
Antena1 - RTP
Aos sábados, o repórter Fernando Alves partilha o microfone com portugueses que vai encontrando à mesa das histórias. Não se trata de uma entrevista. Porque cada pergunta pede uma resposta que pergunte de novo, porque é nesse novelo de curiosidade e descoberta que as palavras ganham a mais inesperada luz.
Aos sábados, o repórter Fernando Alves partilha o microfone com portugueses que vai encontrando à mesa das histórias. Não se trata de uma entrevista. Porque cada pergunta pede uma resposta que pergunte de novo, porque é nesse novelo de curiosidade e descoberta que as palavras ganham a mais inesperada luz.
António Mota,na Terra do Anjo Azul
Episódios
O encontro com o escritor António Mota tinha sido marcado na biblioteca municipal. O sábado de quase fim de Julho começara chuvoso quando nos instalámos na esplanada do café da biblioteca... Tão Longe, tão perto.
António Mendes e Máximo Ferreira sentam-se à mesa do restaurante Vila Camões onde o anfitrião, António Onofre, prepara um roteiro gastronómico para fim de conversa.
A cuidadora de flores e de gente mostra-nos espécies improváveis no jardim que fez nascer do nada, numa rua de Lisboa.
Maria Natividade Pires: tese de doutoramento inovadora e construção de pontes literárias na ESE de Castelo Branco.
Desidério Afonso, director do Rancho Folclórico de Dem. Pedro Homem de Mello dizia que ele era “o melhor dançarino do Alto Minho”
José Manuel Aleixo: “Depois de muito longa ausência, o esquilo vermelho voltou a Cabeção”
José Manuel Aleixo: “Depois de muito longa ausência, o esquilo vermelho voltou a Cabeção”
José do Carmo Francisco vai todos os dias ao mercado de Benfica, perto de sua casa. É ali que conversamos em deriva pelo mapa dos afectos.
António Matias Coelho, professor de História: “O Tejo é muito mais do que um rio”.
Luís Jales de Oliveira, a quem os mondinenses tratam por Ginho, é o grande cicerone da vila cujo farol é a Senhora da Graça, no alto do Monte Farinha.
Duarte Belo é arquitecto de formação, mas entregou-se a tempo inteiro à paixão maior que o leva a percorrer, a pé, o território português para nele pressentir e registar a respiração mais íntima.
Francisca Lopes Bicho, antiga professora de História no liceu de Beja e actual presidente da Associação Cultural Fialho de Almeida, autora do livro “Gente da Nossa Terra -Memórias de Cuba”.
Marc Bonnet, um perito digital alemão escolheu viver em Advagar, uma pequena aldeia a meio caminho entre Santarém e Torres Novas.
Rui Lopes, criador do pão de medronho: “O medronheiro é, talvez, a planta que mais serviço presta aos ecossistemas da bacia do Mediterrâneo”.
Paulo Barracosa, o autor do livro “Cardo Máximo” acredita que “o cardo é a planta modelo para estudar as alterações climáticas no futuro”.
Fernando Alves vai ao encontro de Francisco Lopes, historiador do Pego, coordenador do livro “O que é o comer?”, onde se fala de migas carvoeiras, couves arrapazadas, feijão de barulho. E de bucho e tripas, claro...
Joaquim Ruivo, director do mosteiro da Batalha: “Fui procurado por uma freira dominicana. Vinha oferecer-nos dois dentes do Infante Santo”.
Joaquim Ruivo, director do mosteiro da Batalha: “Fui procurado por uma freira dominicana. Vinha oferecer-nos dois dentes do Infante Santo”.
Respira-se cidadania na casa onde nasceu Frei Luís de Sousa...
Rafael Miguel, cartógrafo em Aguiar da Beira: “Passei em sítios que nenhum humano pisou. Floresta pura”
O sociólogo Abílio Amiguinho ainda vai aos marmelos na serra de São Mamede: “As gamboas são maiores e embaçam menos”.
Com o artista visual Carlos No e agricultores do Pobral, na região saloia: “A couve adivinha a chuva”
Quem são estas mulheres e estes homens de cabelos brancos que entram, tão sorridentes, numa antiga escola primária, ao lado da Igreja das Freiras, na rua Conde Ferreira, em Penafiel?
No Jardim Municipal da Figueira da Foz, a dois passos do coreto e do mercado, um grupo de velhos amigos lança o isco às memórias comuns depois de um almoço na costa de Lavos.
O chef João d’Eça Lima já viu veados na serra do Espinhal. Mas terá tido tempo para ir à Pedra da Ferida?
A depressão Irene tinha deixado marcas nos caminhos, ainda antes de Alpalhão. Havia lençóis de água nos baixios da estrada, as ribeiras de Sor e de Nisa galgavam muros e alagavam os campos.