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A História repete-se

Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho

Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.

Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.

O país do Sol Nascente: a História do Japão, desde a abertura ao exterior até à derrota na II Guerra mundial (1868-1945)

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Episódios

O país do Sol Nascente: a História do Japão, desde a abertura ao exterior até à derrota na II Guerra mundial (1868-1945) 04 Nov 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a História recente do Japão, o “país do Sol nascente”, desde a abertura ao exterior iniciada em 1868 com a “revolução Meiji”, até aos violentos anos da guerra no Pacífico contra os Estados Unidos, travada no contexto da II Guerra mundial. Como era o Japão em meados do século XIX? Em que consistiu a revolução iniciada em 1868 pelo imperador Mutsuhito? Quais os motivos e os desfechos das guerras que o Japão travou com a China (1895) e a Rússia (1905)? Por que razão ficou descontente com a paz de Versalhes, base da diplomacia do pós I guerra mundial? O que levou o Japão a anexar Manchúria (1931) e a aproximar-se das potências do Eixo durante a década de 1930? Por fim, por que motivos atacou Pearl Harbour em 1941 e qual o impacto e consequências da sua participação na II Guerra mundial? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Um destino dramático e cruel: o Príncipe Real D. Luís Filipe de Bragança 28 Oct 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a curta vida, a época e o destino trágico do Príncipe Real D. Luís Filipe de Bragança, filho dos reis de Portugal D. Carlos e D. Amélia. Qual o enquadramento da época em que viveu? Como foi a sua educação e como era a sua personalidade? Quais os principais momentos da sua vida pública? Por fim, como morreu e como poderia ter sido como rei? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Da fama ao esquecimento: a vida e a obra de Damião de Góis e Francisco de Holanda 21 Oct 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com a artista plástica e mestre em Estudos Clássicos, Margarida Cunha Belém sobre duas figuras incontornáveis do século XVI português e da cultura europeia desta época. Referimo-nos ao historiador/escritor Damião de Góis e ao pintor/arquitecto Francisco de Holanda. Beneficiaram ambos da proteção de D. João III. Damião de Gois seria enviado, em 1523, para a Flandres sendo, posteriormente, encarregue de várias missões diplomáticas. Durante os anos que viveu na Europa, privaria de perto com grandes vultos do Humanismo, como Erasmo de Roterdão, em casa de quem viveu, Martinho Lutero, teólogo da Reforma e Albrecht Dürer que o retratou. D. João III apoiará, também, o pintor Francisco de Holanda enviando-o, em 1537, para Roma para aprender com os melhores e trazer informações sobre a nova arte de fortificar. Apesar destes dois homens terem tido fortes laços de amizade e do respeito mutuo que os unia, a apreciação que fizeram de Lisboa – para ambos uma das mais importantes cidades da cristandade - não era idêntica. Enquanto o escritor/historiador, na sua ” Descrição da Cidade de Lisboa”, a admirava pela antiguidade e pelo lado glorioso da sua história, o arquitecto/ pintor, precisamente pela mesma razão, considerava que esta, do ponto de vista arquitectónico, não estava à altura das outras capitais europeias e apontava as suas falhas na obra “Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Das bandeiras às moedas, da esfera armilar aos cravos de abril: os símbolos e emblemas que marcaram a História de Portugal 14 Oct 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador e heraldista Miguel Metelo de Seixas para conversar sobre os símbolos e emblemas que marcaram a História de Portugal. Qual a primeira bandeira de Portugal e como evoluiu? E que cores estão associadas ao nosso país? Qual a importância da numismática para o conhecimento da História? Ainda, que símbolos atravessaram séculos e, depois de reinterpretados, continuam a ser usados na atualidade? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Talvez a melhor do Mundo: a História da cortiça e da indústria corticeira portuguesa 07 Oct 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador e professor universitário Carlos Manuel Faísca para conversarem sobre a História da indústria corticeira e da cortiça portuguesa, considerada por muitos como a melhor do mundo. Quais as aplicações da cortiça na época pré industrial? Qual foi a importância da expansão do vinho engarrafado no desenvolvimento da indústria corticeira? Como evoluiu o setor a partir da segunda metade do século XIX? Ainda, qual o impacto no setor corticeiro português das políticas agrícolas do século XX? See omnystudio.com/listener for privacy information.

A vida intensa e conturbada de Leonor de Almeida Portugal, condessa de Oeynhausen e marquesa de Alorna 30 Sep 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com Maria João Lopo de Carvalho, autora do livro “Marquesa de Alorna, do cativeiro de Chelas à corte de Viena”, adaptado a formato televisivo a estrear brevemente. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre era filha dos marqueses de Alorna e neta dos marqueses de Távora. O processo que condenaria os seus avós a uma execução bárbara também se refletiria na sua família nuclear. O pai seria encarcerado no forte da Junqueira, enquanto ela, a mãe e a irmã seriam enclausuradas no mosteiro de Chelas. Durante os dezoito anos de cativeiro, Leonor refugiou-se nos estudos e na poesia, tornando-se numa das mulheres mais cultas da sua época. Os seus versos transpirariam para fora do convento levando muitos poetas e literatos a frequentar os “outeiros poéticos”, que se realizavam, em certas ocasiões, na grade desse mosteiro, só para a conhecerem. É nesse período que o poeta Filinto Elísio lhe daria o nome arcádico de Alcipe. Com a morte de D. José e o afastamento do marquês de Pombal, o cativeiro da família terminava. Casaria pouco depois com um militar austríaco, o conde Oeynhausen. Até 1790, a nova condessa conheceria várias cortes europeias onde privaria de perto com grandes vultos da intelectualidade da época. A morte do marido, em 1793, leva-a a isolar-se e a dedicar-se à educação dos filhos e das raparigas pobres de Almeirim, onde permanecia grande parte do tempo. Em 1801, regressa à corte e é nomeada dama de honor da princesa Carlota Joaquina. Com o aumentar do perigo napoleónico, D. Leonor funda a Sociedade da Rosa. Apesar de formalmente ter um carácter literário era, sobretudo, um espaço de debate livre de ideias. Considerando que podia ser um foco de subversão, Pina Manique, o intendente da polícia, obriga D. Leonor a abandonar o país. Nos seus anos de exílio, em Espanha e em Londres, D. Leonor torna-se um elemento activo do movimento de contrarrevolução que ficou conhecido por Vendeia. Só será autorizada a regressar em 1814. Com a morte do irmão Pedro e seus descendentes acabaria por herdar, em 1823, o título de marquesa de Alorna. Morreria em 1839, aos 89 anos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Batalha do Buçaco: quando portugueses e britânicos derrotaram os exércitos de Napoleão 23 Sep 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o major-general Rui Moura, especialista na História da Guerra Peninsular, para conversar sobre a terceira invasão francesa de Portugal, mais concretamente sobre a crucial batalha do Buçaco, travada a 27 de setembro de 1810, passam por estes dias 216 anos. Qual o enquadramento político e militar da terceira invasão francesa, comandada pelo marechal Massena? Como foi que o tenente-general Arthur Wellesley, comandante dos exércitos aliados britânico e português, organizou a resistência e a comandou para a vitória no Buçaco? Como decorreu a batalha e o que foi determinante para a derrota dos franceses? Por fim, quais as consequências militares desta célebre batalha? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Todos contra os “Cabrais”: a “Maria da Fonte” e a Guerra Civil da Patuleia (1846-1847) 16 Sep 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a efervescente década de 1840 em Portugal, mais concretamente sobre a polémica figura de António Bernardo da Costa Cabral. Oriundo politicamente dos clubes radicais da esquerda liberal, Costa Cabral mudou por completo de posicionamento político no final da década de 1830, tornando-se então num expoente do “cartismo”, ou seja, da defesa de um governo forte articulado com o rei e sob os auspícios da Carta Constitucional de 1826. Entre 1842 e 1846, Costa Cabral foi a principal figura política de um governo formalmente liderado pelo duque da Terceira. Dinâmico e “fazedor”, Costa Cabral tinha no entanto tendências autoritárias. O seu desprezo pelas oposições, pelo parlamento e pelos costumes, bem como o seu enriquecimento súbito, suscitaram comentários e acabaram por juntar todo o espectro político contra si, dos setembristas aos miguelistas. Em 1846, foi demitido pela Rainha na sequência da revolta popular da “Maria da Fonte”. Seguiu-se a guerra civil da “Patuleia”, que terminou após a intervenção militar da Espanha e Reino Unido. Contudo, Costa Cabral contou com o apoio da Rainha D. Maria II para voltar ao governo em 1849, mas nada seria como antes. Em finais da década de 1840, toda a classe política liberal queria conduzir Portugal ao “progresso”, mas sem os métodos de Costa Cabral. Foi o que aconteceu a partir de 1851, data do início da “Regeneração”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

As contradições de um ” déspota iluminado”: A vida e a obra de Diogo Inácio de Pina Manique 09 Sep 2026

Nascido a 3 de outubro de 1733, Diogo Inácio de Pina Manique teve uma carreira fulgurante ocupando com eficácia e zelo, por vezes excessivo, os principais cargos administrativos da sua época. A sua ação resoluta e pragmática foi reconhecida tanto pelo Marquês de Pombal como pela rainha D. Maria I. Seria, contudo, muito pouco complacente com os que não cumpriam as suas regras. Foi o que aconteceu em 1777 quando mandou incendiar, de noite, a aldeia piscatória da Trafaria para apanhar alguns homens que tinham fugido ao recrutamento. Ficaria, por isso conhecido como “O Carrasco da Trafaria”. Em 1780, D. Maria I nomeia-o Intendente Geral da Corte e do Reino. Mais uma vez, assumiria o cargo com extremo zelo. Com a difusão dos ideais da Revolução Francesa e sobretudo com a ascensão de Napoleão Bonaparte – que vinham colocar em causa o absolutismo real - Pina Manique vai de forma quase paranoica perseguir todos os que potencialmente tivessem simpatias pelos ventos que sopravam de França. Muitos ver-se-iam obrigados a abandonar o país por imposição do Intendente ou para para não serem incomodados pelos seus esbirros. Seria o caso do abade Correia da Serra, um dos fundadores da Academia das Ciências, e dos da poetas Marquesa de Alorna e Filinto Elísio. Por outro lado, Diogo Inácio de Pina Manique foi um adepto do estudo científico que, com a direção do matemático José Anastácio da Cunha, fez aplicar na obra assistencial que criou em 1780, a Real Casa Pia de Lisboa. O objectivo era tirar das ruas crianças desvalidas, de ambos os sexos – que potencialmente poderiam tornar-se mendigos ou criminosos - para os alimentar e educar para que se pudessem integrar, posteriormente, na sociedade. Os alunos que se destacassem eram encaminhados para a universidade de Coimbra podendo os de medicina, mais tarde, especializar-se no estrangeiro. Os que demonstrassem talento artístico, como Vieira Portuense, Domingues Sequeira e João José de Aguiar iriam para Roma. Defensor de um absolutismo iluminado, Pina Manique foi, aliás como o Marquês de Pombal, um homem de grandes obras e de grandes violências. See omnystudio.com/listener for privacy information.

D. Fernando II e a Condessa d’Edla, os protetores das artes e criadores do Parque da Pena 02 Sep 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho relembram Elise Hensler (1836-1929), uma cantora de ópera de origem suíça americana com quem o rei D. Fernando II se casaria, em segundas núpcias, treze anos depois da morte da rainha D. Maria II. Fortemente contestado na sua época, o polémico casal foi, durante anos, votado a um certo ostracismo pela aristocracia portuguesa, como se depreende de uma carta de D. Fernando ao filho, o rei D. Luís: “Eu tenho pensado maduramente sobre esse assunto e acho que por ora mais acertado não irmos nós lá, por esta vez. Não é pelo público mas por causa de pessoas que não nos tem visitado por ora, e por isso alegam motivos que só em cabeças de cuco é que podem ter origem.” Após o casamento, Elise receberia de Ernesto II, primo de D. Fernando e chefe da Casa de Coburgo, o título de Condessa d’Edla. Amante da música, das artes e da natureza, foi a companheira ideal para D. Fernando, sendo a principal responsável pela criação do magnífico Parque da Pena e da sua grande protetora até à implantação da República. Após a morte do marido continuaria a apoiar financeiramente, também, os seus protegidos: o jovem pintor Columbano e o pianista e compositor Viana da Motta. Injustamente vilipendiada na sua época, foi, e talvez por isso, uma mulher culta, activa e com voz própria. Honrando até ao fim da sua vida, em 1929, a memória do marido, soube ganhar a estima e o respeito dos que com ela privaram de perto, quer fossem criados, diplomatas, médicos, intelectuais ou mesmo membros da família real. D. Pedro II do Brasil aceitou-a, sem reserva, como esposa do viúvo da sua irmã, sendo um dos seus mais fiéis amigos. Para o infante D. Augusto, o filho mais novo de D. Fernando, foi a mãe que ele não teve. Com a rainha D. Amélia compartilhou o amor que ambas tinham à Pena. Elise Hensler, Condessa d’Edla, morreria, em Lisboa, a 21 de maio de 1929 na véspera de completar 93 anos. Os jornais americanos noticiariam a sua morte sob o título “Only American Girl Who Ever Wed a King.” See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cantando e rindo: A exposição do Mundo Português no contexto da propaganda no Estado Novo 26 Aug 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho relembram a Exposição do Mundo Português que, com um timing infeliz, abriria as suas portas a 23 de Junho de 1940, um dia a seguir à rendição da França, em Compiègne, à Alemanha nazi. Com a Europa mergulhada quase integralmente nas trevas, Lisboa, capital de um país neutro, festejava brilhantemente o Duplo Centenário da Independência e da Restauração. Concebida para mostrar ao mundo e aos portugueses as glórias passadas e as conquistas do Estado Novo, a exposição – ponto alto com que se encerrariam as Comemorações - acabaria por falhar parte desse objectivo. A guerra determinaria um número de visitantes estrangeiros muito menor do que o esperado. Por essa altura, porém, o país, recebia milhares de refugiados em trânsito graças ao acto de consciência do cônsul português de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes. Contudo, os que chegavam tinham outras preocupações. E, apesar de a Exposição ter tido - durante os cinco meses que esteve aberta - cerca de 3 milhões de visitantes, a esmagadora maioria eram visitantes nacionais vindos de todo o país. Coube a António Ferro a seleção dos arquitectos e artistas da exposição. O director do Secretariado de Propaganda Nacional escolheria a nata da geração modernista incluindo mesmo aqueles que, como Arlindo Vicente e Cassiano Branco, estavam visivelmente desalinhados com Estado Novo. A Exposição do Mundo Português foi fruto de um regime totalitário que a usou como trunfo propagandístico. Contudo, não deixou de ser um acontecimento absolutamente marcante no panorama cultural português. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Rainha D. Leonor, a mulher mais rica da Europa 19 Aug 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho relembram a rainha D. Leonor, mulher de D. João II. Filha do infante D. Fernando, duque de Viseu e de Beja e de D. Beatriz - a única mulher a desempenhar o cargo de governadora da Ordem de Cristo - D. Leonor (1458-1525) foi, a todos os títulos, uma rainha fora do comum. Culta e letrada, substituiu o marido nas suas ausências e foi regente de seu irmão, o rei D. Manuel. Protetora das artes, foi mecenas de Gil Vicente, a quem encomendou inúmeros autos, financiou a realização de pintura primitiva portuguesa e encomendou, no estrangeiro, vários retábulos para os seus conventos. Para além disso apoiou a impressão de livros, nomeadamente As Viagens de Marco Polo, mas também a ourivesaria e a iluminura. Enquanto regente, criou, em 1498, a Misericórdia de Lisboa, uma instituição de beneficência que viria a ser a base de uma futura rede de instituições similares que se espalhariam por todo o império e que ainda hoje subsiste. Frei Jerónimo de Belém chamou-lhe a rainha perfeitíssima, um epiteto inspirado no cognome de seu marido, o Príncipe Perfeito. Seria por sua influência que, após a morte do príncipe D. Afonso, D. João II designaria, a contragosto, como sucessor D. Manuel, o irmão mais novo da rainha. Talvez por isso, o rei Venturoso manteria até à morte uma profunda reverência pela irmã, consultando-a sobre assuntos da governação e acatando os seus conselhos. Apesar de ter sido, na sua época, a princesa mais rica da Europa, D. Leonor viveu sobretudo para o mundo espiritual mantendo uma conduta de vida inspirada na humildade franciscana. Depois de viúva “eclipsou-se” socialmente vivendo de forma quase monacal. Por sua vontade foi sepultada em campa rasa no convento da Madre de Deus – hoje Museu do Azulejo- que fundara em 1509. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aljubarrota, entre os mitos e a realidade: a “batalha real” de 14 de agosto de 1385 12 Aug 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador militar Miguel Gomes Martins para conversar sobre a decisiva batalha de Aljubarrota, a “batalha real”, travada a 14 de agosto de 1385 entre as hostes de D. João I, rei de Portugal, e de Juan I, rei de Castela. Qual o contexto político e militar desta batalha decisiva? Quais as estratégias das forças portuguesas e castelhanas? E qual o papel dos seus principais protagonistas: o rei de Portugal, o rei de Castela, e D. Nuno Álvares Pereira, condestável de Portugal? Por fim, que mitos se perpetuaram sobre esta batalha e o que de facto se passou a 14 de agosto de 1385 em Aljubarrota? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Breve viagem pela História da humanidade, com Gonçalo Cadilhe 05 Aug 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Gonçalo Cadilhe, “turista profissional”, escritor, fotógrafo e documentarista, para uma conversa a propósito do seu último livro “Mais além — uma história sentimental da viagem e dos viajantes”. A conversa partiu de África, berço da humanidade; continuou pelas Américas, Ásia e Europa, para onde o ser humano migrou e se fixou; parou no próximo oriente, onde construiu as primeiras cidades; avançou pelas estradas que os romanos construíram; peregrinou até Roma, Santiago de Compostela e Meca; embarcou em naus e caravelas para chegar à Índia e dar a volta ao mundo; acompanhou James Cook até à Austrália; apanhou um comboio a vapor e, por fim, aterrou de avião no presente. A História da humanidade é sobretudo uma grande viagem ainda inacabada pelo tempo e pelos espaços. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: Depois da Lua, Marte? (Final da Série) 31 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. Quem se lembra ainda de “Espaço 1999”? Nos anos 70 todos pensavam que, no final do século, as pessoas já poderiam estar a viver na Lua. Mas, meio século depois, na verdade nunca mais lá voltámos. O regresso pode estar agendado para dentro de 5 anos, mas será possível? A Lua será na verdade apenas um portal para uma nova missão “impossível” da Humanidade. E, no final, convidamo-lo a olhar para ela com os mesmos olhos de Alice See omnystudio.com/listener for privacy information.

A política externa do Estado Novo (parte 1) 31 Jul 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o embaixador Bernardo Futscher Pereira — autor de uma trilogia sobre a Diplomacia portuguesa durante o Estado Novo — para o primeiro de dois episódios sobre este tema. Este primeiro episódio parte de 1932, ano em que Salazar ascendeu à liderança do governo português, e termina em 1961, ano da invasão de Goa e do começo da guerra em Angola. Qual o envolvimento de Portugal na guerra civil de Espanha? Como foi executada a ambígua política de neutralidade durante a II guerra mundial? Quais os desafios internacionais do pós guerra? Como foi que o regime ditatorial do Estado Novo justificou a sua política nas instâncias internacionais? A terminar este primeiro episódio, qual o enquadramento da invasão de Goa e do início da guerra contra os movimentos independentistas em Angola? See omnystudio.com/listener for privacy information.

“Orgulhosamente sós”: a política externa do Estado Novo (parte II) 31 Jul 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho continuam a conversa com o embaixador Bernardo Futscher Pereira sobre a política externa do Estado Novo, desta vez sobre os anos entre 1961 e 1974. Qual o enquadramento internacional de Portugal em 1961, ano em que começou a guerra em Angola? Houve possibilidades de negociação com os movimentos de libertação? Quem se ofereceu para os mediar e porque não aconteceram? E houve mudanças na política externa portuguesa a partir do governo de Marcelo Caetano? Quem foram os principais aliados e os principais opositores do regime autoritário do Estado Novo? Por fim, o regime estava em 1974 ainda mais “orgulhosamente só” que em 1961? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: Acabou a lua-de-mel (EP. 10) 30 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. Três anos e meio depois de ter começado, a relação dos americanos com o programa Apollo acabou. Saía muito cara, e o fascínio e o entusiasmo inicial acabariam por dar lugar ao aborrecimento da banalidade. Mas os “filhos” dessa relação iriam mudar o mundo See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: A caixa que mudou o Espaço (EP. 9) 29 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. No espaço de poucos anos o programa espacial americano passou do secretismo militar à televisão em direto e sem filtros a partir da Lua. Como é que isso foi possível? E como é que a “caixinha mágica" veio fazer com que todas as pessoas estivessem a bordo da Apollo 11 há 50 anos? Este episódio conta ainda com Júlio Verne e Isaac Azimov See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: Pink Floyd e a hipótese de uma tragédia (EP. 8) 28 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. “O destino comandou que os homens que foram à Lua para explorar em paz vão ficar na Lua para descansar em paz.” Em julho de 1969, o presidente Richard Nixon já tinha um discurso preparado para o caso de Neil Armstrong e Buzz Aldrin ficarem presos na Lua e serem abandonados à morte. Não haveria qualquer hipótese de resgate. Michael Collins sabia que “iria regressar e ser um homem marcado para o resto da vida”. Este episódio começa e acaba com Pink Floyd. E pelo meio há... Pink Floyd See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: Um segredo nunca revelado (EP. 7) 27 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. Neil Armstrong caminhou durante cerca de duas horas e meia na Lua, mas foram os dez minutos em que esteve sozinho e se afastou da câmara de televisão que deixaram um mistério que permanece até hoje. Em Portugal, no dia em que o Homem chegou à Lua, o Telejornal abriu com a inauguração de uma fábrica de cimento em Pataias. Mas, cinquenta anos depois, fomos descobrir a criança que percebeu a importância daquela realidade que parecia fantasia See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: Quando o mundo prendeu a respiração (EP. 6) 26 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. A 20 de julho de 1969 seiscentos milhões de pessoas estiveram quase sem respirar durante 12 minutos e meio. A dramática descida dos astronautas para a Lua teve de tudo: começou com quebras de comunicações, prosseguiu com alarmes do computador de bordo e terminou com o combustível no limite. E, no final, Neil Armstrong e Buzz Aldrin deram um novo mundo ao mundo See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: A 'águia' que voou até à Lua (EP. 5) 25 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. Não tinha cadeiras, os motores eram mais pequenos do que os de um carro normal, e as janelas dois exíguos triângulos. Mas, ainda assim, “Eagle” aterrou dois homens na Lua há 50 anos e era, na altura, a nave mais sofisticada alguma vez construída. Neste episódio de “Magnífica Desolação” vamos perceber como foi construído o módulo lunar e contar ainda a história da qual, décadas depois, quase ninguém fala: quando a Apollo 11 chegou à Lua não estava sozinha See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: As engenheiras que fizeram história na NASA (EP. 4) 24 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. Durante vários anos as mulheres não puderam ser astronautas, mas sem elas os homens nunca teriam ido ao Espaço em primeiro lugar. Seja na área da matemática e análise de órbitas e trajectórias, da programação e utilização dos primeiros computadores, ou mesmo em mundos masculinos como as salas de controlo, as mulheres foram fundamentais para o programa espacial. E quando chegou o dia de pôr um homem na Lua pela primeira vez, elas também estavam lá para marcar a diferença See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: Quando Apollo renasceu das cinzas (EP. 3) 23 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. Em janeiro de 1967, um trágico acidente vitimou os três astronautas da Apollo 1, após um incêndio dentro da cápsula ainda em terra. O programa espacial teve de ser completamente reformulado, mas pouco mais de dois anos depois a Apollo 11 estava a caminho da Lua. Neste episódio acompanhamos os acontecimentos do segundo dia de viagem dos astronautas e conhecemos a história das várias missões Apollo, desde o início trágico à conquista final do Homem caminhar na superfície lunar See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: O cientista nazi que ajudou a chegar à Lua (EP. 2) 22 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. A 16 de julho de 1969, Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins partiram rumo ao Espaço no foguetão Saturno V. Anos mais tarde, Armstrong falou da sensação de se afastar do planeta Terra: "Foi espetacular. Do nosso ponto de vista parecia que estávamos parados e que a Terra é que se estava a afundar". Os três astronautas viajaram no maior e mais potente foguetão alguma vez construído. Mas os Estados Unidos não teriam conseguido chegar lá sem a ajuda de um cientista da Alemanha nazi que, após a II Guerra Mundial, se tornou quase tão mediático quanto os próprios astronautas See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Verão | Magnífica Desolação: Kennedy não queria ir à Lua (EP. 1) 21 Jul 2026

Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade. “Esta é a nossa prioridade, de outra forma não devíamos estar a gastar esta quantidade de dinheiro, porque eu não estou assim tão interessado no Espaço”. Em setembro de 1962, numa reunião na Casa Branca, o Presidente John F. Kennedy teve de convencer o administrador da NASA de que era preciso ir à Lua custasse o que custasse. Os Estados Unidos não poderiam voltar a ser humilhados pela União Soviética na corrida ao Espaço. Nesse mesmo ano, Neil Armstrong entrou no programa de astronautas da NASA. O primeiro episódio de “Magnífica Desolação” acompanha as histórias de vida de John F. Kennedy e Neil Armstrong, duas figuras decisivas para a missão Apollo 11, que levou o Homem à Lua pela primeira vez. “Magnífica Desolação”, afirmou o astronauta Buzz Aldrin ao ver a superfície lunar pela primeira vez a 20 de julho de 1969. Aldrin foi o segundo homem a pisar a Lua e fez parte da histórica tripulação da Apollo 11, juntamente com Neil Armstrong e Michael Collins. Meio século depois, o Expresso entra novamente a bordo da Apollo e segue, dia após dia, a maior aventura da história da Humanidade. Acompanhamos as comunicações entre os astronautas e Houston, ouvimos o testemunho de quem viveu de perto aqueles momentos, a explicação de especialistas e entusiastas do Espaço, mas também histórias menos conhecidas da viagem que marcou o século XX See omnystudio.com/listener for privacy information.

Alerta na Costa: O audacioso desembarque do Duque de Alba em Cascais em 1580 15 Jul 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com o historiador Joaquim Boiça e relembram o audacioso desembarque das tropas de Filipe II, no final de Julho de 1580, a norte do Cabo Raso. Para o sucesso desta delicada operação foram fundamentais as informações enviadas para Espanha pelos espiões do Duque de Alba e o apoio assumido de D. António de Castro, senhor de Cascais, que acompanhava as tropas espanholas. Numa operação que séculos mais tarde — mal comparando – se assemelharia ao desembarque da Normandia, o Duque de Alba e o Marquês de Santa Cruz usariam uma manobra de diversão para enganar as tropas portuguesas chefiadas por D. Diogo de Menezes, indo depois desembarcar em praias improváveis e de difícil acesso. A rapidez com que tudo se passou, a conquista de Cascais e de S. Julião da Barra e a derrota do Prior do Crato em Alcântara abriram as portas do reino a Filipe II. A facilidade com que o exército espanhol chegou a Lisboa mostrou como a capital estava pouco fortificada — Francisco De Holanda já tinha alertado D. Sebastião na sua obra “Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa”. Consciente dessa fragilidade e temendo, com razão, ataques ingleses dos aliados do Prior do Crato, Filipe II vai dedicar especial importância à defesa da Barra do Tejo. Seria, no entanto, só após a Restauração que, por vontade de D. João VI, se reforça de modo consistente a Barra do Tejo e o litoral português. See omnystudio.com/listener for privacy information.

O perigo também foi uma profissão: a vida atribulada dos contrabandistas da raia portuguesa 08 Jul 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com a professora e investigadora Manuela Niza, autora do livro “Terra de Ninguém”, sobre os caminhos do contrabando na raia portuguesa. Perdida a sua razão de existência com a abertura das fronteiras, em 1995, o contrabando foi, durante séculos, uma forma de subsistir em terras madrastas onde baixos salários e uma agricultura pobre levavam famílias inteiras a enfrentar de noite caminhos ínvios, intempéries e a Guarda Fiscal que, de bastão sempre pronto, podia vergastar aqueles, novos ou velhos que conseguisse apanhar. Para além de transportarem mercadorias, nos dois sentidos da fronteira, os contrabandistas e os seus trilhos auxiliaram muita gente nos seus caminhos de fuga: republicanos que tentavam escapar à sanha franquista, refugiados europeus que fugiam ao nazismo e, no sentido inverso, a emigração clandestina e exilados políticos. Como se sabe, a partir dos anos 50 intensificou-se um fluxo migratório das aldeias do interior em direção a França, Alemanha e Luxemburgo. O começo da Guerra Colonial e o endurecimento do regime, na década seguinte, também fariam sair do país muita gente, sobretudo jovens que se recusavam a combater em África. Tanto uns como os outros usariam os caminhos e as “manhas” dos contrabandistas. Mais de trinta anos passados sobre o fim do contrabando, as suas rotas e as suas aventuras tornaram-se, em muitos municípios da raia, atração turística através da oferta (de Norte a Sul do país) de Rotas dos Contrabandistas ou espaços museológicos. Pese embora as diversas motivações de quem escolheu viver com um pé fora da lei, a história do contrabando é um dos aspectos mais evidentes da história lunar do país que, ainda hoje, não conseguiu inverter as assimetrias entre o Interior e o Litoral. See omnystudio.com/listener for privacy information.

“O que hoje não sabemos, amanhã saberemos”: o contributo cientifico da marinharia portuguesa 01 Jul 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho conversam com o professor Henrique Leitão sobre os importantes contributos para a Ciência europeia das navegações portuguesas e de como estas desfizeram mitos e medos. Até ao século XV, o mundo medieval tinha os pés sobretudo bem assentes na terra. O mar que navegavam tinha de ser o que estava ao alcance do olhar. O longínquo, aquele que se perdia para além do horizonte, era, pensava-se, povoado de fábulas terríveis e monstros assustadores. As viagens marítimas dos séculos XV e XVI, contudo, vieram mostrar como estavam errados. E pela primeira vez na história do Ocidente o mar oceânico torna-se a estrada de circulação e transporte que unia continentes e oceanos a uma escala planetária. Também o conhecimento trazido dessas viagens acabaria por ter repercussões na Cartografia, Antropologia, Botânica, Zoologia, Medicina, Farmacopeia, Astronomia etc. Do esforço conjunto de matemáticos e astrónomos com os que navegavam sairia a navegação astronómica, estudos sobre a variação magnética da terra, o aperfeiçoamento de instrumentos científicos e uma construção naval adaptada a uma nova realidade. Esse conhecimento não ficaria confinado a Portugal, sendo reconhecido em toda a Europa. Sobre ele escreveria Tomé Cano, em 1611, no seu livro “Arte para Fabricar y Aparejar Naos”: “o que sabem o devem aos Portugueses que os instruíram e ensinaram a navegar no alto mar e em províncias remotas […] lhes deve não apenas a Espanha, mas toda a Europa, Franceses, Ingleses, Holandeses.” See omnystudio.com/listener for privacy information.

Para além do whisky, kilts e gaitas de foles: a milenar História da Escócia 24 Jun 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho viajam pela milenar e singular História da Escócia. Qual a importância da influência Celta? E que inimigo comum motivou as tribos dos highlands a unirem-se? Qual o impacto na Escócia da invasão normanda da Inglaterra? Como funcionavam os clãs escoceses e que papel desempenharam nas guerras de independência contra a Inglaterra? Como foi a reforma protestante na Escócia? E como foi o processo que culminou com a união de Escócia e Inglaterra no reino da Grã-Bretanha (1707) e, depois, no Reino Unido de Inglaterra, Escócia e Irlanda (1800)? Por fim, como evoluiu a Escócia até à atualidade e o que se preserva da sua cultura milenar? See omnystudio.com/listener for privacy information.

D. Pedro V, um rei romântico mas pragmático que viveu e morreu de forma trágica 17 Jun 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora Isabel Machado, autora de “D. Pedro V — o bem-amado”, para falar deste rei de Portugal, considerado o último que foi verdadeiramente querido pelos portugueses. De personalidade austera, D. Pedro V dedicou a sua vida à causa pública e ao seu papel de rei, com o objectivo de fomentar o desenvolvimento material e moral de Portugal. As suas qualidades intelectuais e morais, a sua capacidade de trabalho e o seu espírito pragmático (apesar da sua sensibilidade “romântica”) faziam dele, à partida, o exemplo de rei constitucional. Contudo, estas qualidades tinham um reverso, e a sua inflexibilidade, bem como a sua intolerância com falhas práticas e morais, tornaram difícil a sua relação com os seus ministros e demais personalidades. Como foi a sua infância e como caracterizar a sua personalidade complexa? Qual a importância do príncipe Alberto, marido da rainha Vitória, no seu reinado? Como interpretou o seu papel de rei constitucional? O que pretendia para Portugal? Por fim, quais as tragédias que marcaram a sua vida? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Novo podcast SIC Notícias: Porto, cidade dos Bispos 16 Jun 2026

No alto da Penaventosa, com vista desafogada sobre o Douro, ergue-se a primeira sede de poder do Porto. A Sé Catedral, iniciada por um bispo de origem francesa de nome D. Hugo, foi, durante 286 anos, o símbolo maior do governo da cidade. Portugal ainda não era nação quando D. Teresa, mãe de Afonso Henriques, doou o burgo e o couto portucalense à Igreja. As relações dos bispos com a coroa e com a burguesia emergente da cidade sempre foram conturbadas. Coube a D. João I, o "de boa Memória", romper com o poder da Igreja e iniciar um novo período de expansão do Porto para fora das muralhas. Neste episódio das "Histórias do Porto", o jornalista Carlos Rico conversa com Luís Amaral, especialista em povoamento e organização do território do noroeste da Península Ibérica da Universidade do Porto. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Canal do Suez, 1956: a crise que revelou a importância da ONU e mudou a relação de forças no Médio Oriente 10 Jun 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Rui Cardoso para conversar sobre a chamada “crise do Suez” de 1956, situação complexa cuja causa imediata foi a nacionalização pelo presidente do Egipto, Gamal Abdel Nasser, da Companhia Universal do Canal Marítimo do Suez, de capitais franceses e britânicos. Esta crise provocou uma situação inusitada, com Estados Unidos e a URSS a concertarem posições contra a intervenção da aliança entre o Reino Unido, França e Israel. A crise revelou também a importância da ONU e marcou um ponto de viragem nas relações de força no Médio Oriente. Quais as causas próximas e remotas da crise do Suez de 1956? Porque motivo os Estados Unidos se opunham à intervenção de França e Reino Unido? E quais os objectivos do Egipto e de Israel? Em que medida a ONU foi crucial durante e após esta crise? Por fim, como ficou o Médio Oriente depois de 1956? See omnystudio.com/listener for privacy information.

À Direita: o novo podcast do Expresso que analisa o que une e divide as novas direitas 05 Jun 2026

Num mundo em mudança, a direita está a transformar-se e a fragmentar-se. Em À Direita, Teresa Nogueira Pinto conduz uma série de entrevistas para perceber que causas unem e que clivagens dividem as várias direitas, que ideias defendem e como pensam o futuro. A reflexão sobre um campo político cada vez mais determinante. De quinze em quinze dias, ao sábado de manhã, no Expresso e em todas as apps de podcast. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial Dia Mundial da Criança: a História pelo olhar da Carolina (18 anos) e do Duarte (12 anos) 03 Jun 2026

Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho, a propósito do Dia Mundial da Criança, recebem em estúdio dois alunos: Duarte, de 12 anos, da Escola Básica do Agrupamento de Escola de Cascais; e Carolina, de 18 anos, aluna do 1º ano de Relações Publicas e Comunicação Empresarial, na Escola Superior de Comunicação Social. São alunos brilhantes a História: Duarte tem 100% este ano de respostas certas e Carolina terminou o secundário com 20 valores. O que motiva, nos dias de hoje o estudo do passado? Será apenas pelo gosto das histórias da História ou pressentem que compreender o passado os pode ajudar a encarar o futuro? O que pensam os jovens actuais e como veem o futuro? Este será um episódio de muitas perguntas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Há um Porto que ainda não conhece e começa agora: oiça aqui o novo podcast da SIC Notícias, "Histórias do Porto" 27 May 2026

Quantas histórias cabem no Porto? No episódio de apresentação de Histórias do Porto, abrimos as páginas de uma cidade onde, como escreveu Eugénio de Andrade, “daqui houve nome Portugal” e deixamos o convite para uma viagem pelas suas ruas, memórias e momentos decisivos. O primeiro episódio sai já na próxima terça-feira, 2 de junho, com o historiador Germano Silva, para um percurso por algumas das ruas que ajudaram a fazer o Porto. O episódio será gravado ao vivo esta sexta-feira, dia 29, no Rivoli. Se quiser assistir, saiba mais aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cada um tem a cor do seu coração: as grandes batalhas da vida do Padre António Vieira em prol da defesa dos escravizados e dos judeus 27 May 2026

O Padre jesuíta António Vieira viveu 89 anos acompanhando quase todo o século XVII. Destemido e desassombrado, os seus sermões atrairiam multidões tanto em Lisboa como no Brasil e mesmo em Roma. Protegido por D. João IV de quem foi amigo e conselheiro desempenhou, por algum tempo, missões diplomáticas. Orador excecional defendeu a igualdade entre cristãos novos e cristãos velhos, a liberdade dos índios e criticou duramente a forma como os escravizados eram tratados. Esteve na origem da criação da Companhia de Comercio do Brasil que opôs o poder real aos interesses do Tribunal do Santo Oficio. No Brasil, tentou por todos os meios subtrair os índios a escravização o que lhe valeu o ódio dos colonos que o perseguiram e expulsaram com os jesuítas que o seguiam. De regresso a Lisboa, e já sem a proteção real é preso por heresia pela Inquisição e condenado ao silêncio. Amnistiado por D. Pedro II parte para Roma onde o papa Clemente X não só anula a sua pena como acaba por encerrar temporariamente o Tribunal do Santo Oficio. Aos 73 anos regressa ao Brasil onde viverá até morrer em 1697. Aquando desta viagem terá dito «Embarquei-me, com esta última viagem, trinta e cinco vezes e sei tão pouco: que farão os que viram o mar só do Cais da Pedra até Sacavém». See omnystudio.com/listener for privacy information.

D. João VI, entre Portugal e o Brasil (com Paulo Rezzutti) 20 May 2026

Neste episódio, excepcionalmente sem Margarida de Magalhães Ramalho, Lourenço Pereira Coutinho conversa com o investigador brasileiro Paulo Rezzutti — autor de “D.João VI - A história não contada” — sobre este rei que, literalmente, viveu entre dois mundos, alguém adepto da moderação e equilíbrios, cuja vida e ação vai para além das caricaturas que moldaram a forma como passou à História. Como lidou com os imprevistos e angústias da primeira fase da sua vida: a morte do irmão mais velho e herdeiro do trono; a regência por incapacidade de D. Maria I; e a ameaça de Napoleão? Qual o seu papel no desenvolvimento e progressiva afirmação do Brasil? Como encarou o regresso a Portugal e o que procurou fazer para manter a relação com o Brasil? Por fim, em que medida a caricatura que dele se fez corresponde à realidade? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Naufrágios, invasões e tsunamis: a História e as estórias associadas aos faróis portugueses 13 May 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com o historiador Joaquim Boiça sobre a história dos faróis portugueses, dos acontecimentos que presenciaram, do perigo do nosso litoral e dos inúmeros naufrágios que aqui ocorreram. Apesar de sempre ter havido sistemas mais ou mesmos básicos para iluminar pontos críticos da costa, o desenvolvimento do comércio marítimo ditou, no início do século XVI, o aparecimento dos primeiros faróis portugueses edificados. Um deles, o de Nª Sª da Guia de Cascais, está desde 1528 em funcionamento interrupto. Se a Guia e o seu ermitão foram testemunhas privilegiadas do desembarque, em 1580, do exército do Duque de Alba, a guarnição que estava no Bugio, em 1755, também assistiu em pânico à subida das águas provocadas pelo tsunami que acompanhou o terramoto que destruiu meio país. Estas e muitas outras histórias vão animar a conversa de hoje sem esquecer as aventuras e desventuras que acompanharam o alumiamento da costa portuguesa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Entre Espanha e França, ao redor dos Pirenéus: a História milenar do discreto reino de Navarra 06 May 2026

Neste episódio de “A História repete se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a História de Navarra, um pequeno reino com origens no século IX e que, de forma surpreendente, se prolongou até 1841. Quais as origens de Navarra e de que forma se relacionou com os estados muçulmanos e cristãos peninsulares? Por que motivo foi governado por dinastias de origem francesa durante mais de dois séculos? Como foi integrado em Espanha no princípio do século XVI? Por fim, qual a explicação para ter durado como reino até 1841 e qual a sua evolução daí até ao presente? See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Princípio da Inquietação: Expresso lança podcast que quer pôr os portugueses a pensar 30 Apr 2026

Vem aí o primeiro podcast do Expresso dedicado à Filosofia. O Príncipio da Inquietação é um podcast onde pensar é um verbo que se exercita a sós e em conversa. Filósofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto Catarina G. Barosa, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e David Erlich, professor e escritor, recebem convidados de várias áreas para diálogos sem rede. Aqui, as certezas são questionadas e a dúvida ganha estatuto de virtude. O objetivo é praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza não a respostas, mas a novas perguntas. Pode ouvir o novo podcast em Expresso.pt ou em qualquer aplicação de podcasts, onde consegue subscrevê-lo, comentar e enviar sugestões. Todas as quintas-feiras um novo episódio, uma nova inquietação. A primeira é já a 7 de maio. A edição áudio e vídeo deste podcast é assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpretação do músico e produtor Pedro Luís, da obra Inquietação, da autoria de José Mário Branco, inspirada na versão interpretada pelo grupo A Naifa. A capa é de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordenação está a cargo de Joana Beleza e a direção é de João Vieira Pereira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

“Sangue, suor e lágrimas”: a vida de Winston Churchill, a grande figura da II Guerra Mundial 29 Apr 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Nuno Ennes, presidente da International Churchill Society de Portugal, para falar sobre a vida e personalidade singular de Winston Spencer Churchill, que passou à História como o principal responsável pela derrota do terror nazi. Para além deste momento capital, Winston Churchill foi uma figura fascinante e multifacetada: militar, político, escritor e também pintor amador, deixou uma marca única no século XX. Quais as origens de Winston Churchill e qual o seu percurso político? Qual o seu pensamento político? Será que este foi coerente com a sua prática? E como era a sua personalidade singular? Por fim, quais as suas grandes vitórias e como se recompôs das suas derrotas? See omnystudio.com/listener for privacy information.

De criança “enclausurada” a regente de Portugal: a rainha Catarina de Habsburgo, avó e tutora de D. Sebastião 22 Apr 2026

Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam sobre Catarina de Áustria, uma infanta de Espanha, criada em condições singulares, que viria a ser rainha de Portugal. Depois de dezoito anos de quase isolamento do mundo, — num enclausuramento forçado, em Tordesilhas, com sua mãe, a rainha Joana, a Louca — D. Catarina seria finalmente libertada ao casar com D. João III, rei de Portugal. Inteligente e determinada conseguiria conquistar o respeito do marido que, ao arrepio do que era habitual, lhe dá assento no Conselho régio, que passa a reunir nos aposentos da rainha. Devido porventura a extrema consanguinidade dos casamentos peninsulares, os nove filhos do casal vão morrer todos antes dos pais, bem como a maior parte dos irmãos de D. João III, criando uma ansiedade generalizada no que diz respeito à sucessão dinástica. Quando D. João III morre, em 1557, o herdeiro do trono é o seu neto D. Sebastião, uma criança enfermiça de três anos. Contrariando a vontade de muitos, D. Catarina assume a Regência. Seria um período de grande crispação. Enquanto regente e avó, as suas principais inquietações estavam relacionadas com o neto: por um lado a influência nefasta do seu director espiritual, a quem alguns atribuíam abusos sexuais sobre o jovem monarca, e a saúde do rei: sobreviveria à infância? Conseguiria ultrapassar a sua misoginia e deixar descendência? E quem lhe poderia suceder em caso de morte prematura? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Portugal há 200 anos: a enigmática morte de D. João VI, a sua sucessão e a outorga da Carta Constitucional 15 Apr 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam a propósito do ano de 1826 em Portugal. A 2 de março, o rei D. João VI adoeceu com gravidade. Circularam então notícias desencontradas sobre os motivos da sua enfermidade e, depois, se o rei terá morrido de facto a 10 de março, ou dias antes, tendo a sua morte ficado em segredo. Certo é que, a partir de então, correram rumores de que D. João VI terá sido envenenado. Com os seus dois filhos — D. Pedro e D. Miguel — fora de Portugal (respetivamente, no Brasil e no império austríaco), D. João VI terá partido ainda com a esperança de que os laços entre Portugal e o Brasil não fossem definitivamente cortados. O que estava então politicamente em causa e quais os partidos que se combatiam na corte portuguesa? O que se passou na semana em que D. João VI adoeceu fatalmente? Quem podia ter interesse na morte do rei? Por fim, qual o grande objectivo que D. João VI pretendia preservar e que justificou muitas das suas atitudes? See omnystudio.com/listener for privacy information.

O contributo da Companhia de Jesus no ensino católico secular em Portugal nos séculos XVII e XVIII 08 Apr 2026

Para este episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram Henrique Leitão, historiador da Ciência, investigador principal do Departamento de História e Filosofia das Ciências, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Prémio Pessoa, 2014 e, em 2018, Advanced Grant do European Research Council, para conversarem sobre a especificidade do sistema de ensino jesuíta que seria responsável, durante duzentos anos, pela educação pré universitária de milhares alunos. No colégio de Santo Antão em Lisboa - onde funcionou a famosa Aula da Esfera, criada a pedido do Cardeal D. Henrique – lecionariam muitos dos grandes matemáticos e astrónomos da época. Apesar de Portugal estar afastado geograficamente do centro da Europa, o sistema de ensino jesuíta e a vinda de grandes mestres levou a que as novas ideias que, então apaixonavam os meios científicos europeus também fossem discutidas nos seus colégios portugueses num contraste gritante com o que se passava noutras instituições. A Companhia de Jesus foi, por isso, nos séculos XVII e XVIII, um motor de divulgação e desenvolvimento da Ciência, em Portugal. A expulsão da Ordem, em 1759, pelo Marquês de Pombal determinou o encerramento de 30 estabelecimentos florescentes de ensino pré universitário provocando, por mais de um século, uma contração do ensino científico. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian e a vida do seu instituidor, o “homem mais rico do mundo” 01 Apr 2026

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jurista e professor universitário Guilherme de Oliveira Martins, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2015 e 2025, para conversar sobre a vida, a coleção e o legado de Calouste Gulbenkian, o cidadão britânico de origem Arménia que nasceu em 1869, em Istambul, então capital do império otomano, e que construiu uma fortuna alicerçada no setor do petróleo, reuniu uma coleção de arte de qualidade mundial e, pelo seu testamento, instituiu em Portugal uma Fundação de referência internacional. Quais as origens e o percurso de Calouste Gulbenkian? Como foi que construiu a sua fortuna? E a sua coleção de arte? Por fim, porque se fixou em Portugal e qual o processo de constituição da Fundação Gulbenkian? See omnystudio.com/listener for privacy information.

De imperatriz do Brasil ao exílio em Portugal, a vida de Amélia de Leuchtenberg 25 Mar 2026

Neste episódio de “A História repete-se”, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho convidaram a investigadora brasileira Cláudia Thomé Witte, autora de “Amélia de Leuchtenberg, Imperatriz do Brasil, Duquesa de Bragança” para conversar sobre a vida atribulada e desconhecida da segunda mulher do Imperador D. Pedro I do Brasil. Amélia de Leuchtenberg era neta da imperatriz francesa Josefina, primeira mulher de Napoleão. A queda do imperador dos franceses, em 1815, seria um sério revés na carreira de seu pai, o príncipe Eugénio, adotado por Bonaparte. Temendo represálias, o príncipe fugiria com a família para a corte de seu sogro, rei da Baviera. Numa tentativa de recuperar o prestígio da família, Amélia de Leuchtenberg casaria com D. Pedro de Bragança, o primeiro imperador do Brasil e viúvo de Leopoldina da Áustria. Amélia, não seria imperatriz por muito tempo. Contestado em várias frentes, D. Pedro I seria obrigado a abdicar no filho, para salvar a monarquia. O casal imperial partiria para o exílio usando apenas o título de duques de Bragança. A partir da Europa, D. Pedro dedicar-se-ia a recuperar o trono da sua filha D. Maria II, deposta por D. Miguel, seu tio e teoricamente seu marido. Depois de dois anos de guerra civil, que dividiria o país, Portugal deixava para trás o absolutismo tornando-se uma monarquia constitucional. D. Pedro, que se assumira a regência da filha ainda menor, morreria, porém, ainda esse ano. Por sua vontade, D. Maria casaria, pouco depois, com o seu cunhado Augusto de Leuchtenberg. O casamento duraria pouco já que o príncipe morreria dois meses depois com difteria. D. Maria II voltaria a casar com Fernando de Saxe Coburgo, de quem teve vários filhos. Afastada da corte e da enteada, por intrigas, Amélia dedicar-se-ia à filha Maria Amélia e à preservação da memória do marido. Nunca esqueceria, porém, os enteados com quem vai manter uma larga correspondência ao longo da vida. Visitaria, por diversas vezes, a sua família mas, a duquesa de Bragança regressaria sempre a Lisboa. A vida de Amélia de Leuchtenberg , que se desenrola em momentos importantes da história da Europa, de Portugal e do Brasil, seria, do ponto de vista pessoal semeado de grandes tragédias. O derradeiro foi ter perdido, num espaço de dois anos, a mãe, o irmão mais novo e a sua filha de 21 anos. Até ao final da sua vida, em 1873, Amélia de Leuchtenberg continuaria a trabalhar em prole dos enteados, dos desvalidos da sorte e a honrar a memória, da filha e do marido. Do seu legado ainda subsiste o Hospital Princesa D. Maria Amélia, no Funchal e o orfanato Brasilisch Stiftung em Munique. See omnystudio.com/listener for privacy information.

O “Portugal Islâmico”, uma civilização mediterrânica e um legado secular 18 Mar 2026

Neste episódio Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam com o historiador Santiago Macias, antigo membro da direção do campo arqueológico de Mértola, antigo presidente da Câmara Municipal de Moura, e atual diretor do Panteão Nacional, sobre a secular presença islâmica no território que é hoje Portugal. Ao contrário de muitas ideias feitas, esta presença estruturou-se de forma gradual e, em determinadas fases, em convivência com outras religiões e culturas. Sobretudo, o “Portugal islâmico” foi um espaço de raízes culturais mediterrânicas e peninsulares, que foi gradualmente eclipsado à medida que Portugal consolidava a sua opção atlântica. O que foi o Gharb Al-Andalus? Como foi a convivência entre muçulmanos, cristãos e judeus? Como se vivia no “Portugal islâmico”? Por fim, qual o seu legado e a importância de relembrar a sua História? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quatro décadas de SIS contadas por dentro: oiça aqui o trailer do novo podcast do Expresso 16 Mar 2026

O Expresso apresenta “SIS: 40 anos de segredos”, um podcast documental onde se conta a história do Serviço de Informações de Segurança. Pela voz de quem o desenhou, instalou e dirigiu, é explicada de forma inédita como funcionam e foram evoluindo as vertentes da formação e da fiscalização. Siga esta investigação jornalística de Celso Paiva Sol, contada em seis episódios. Novo episódio todas as terças-feiras já a partir de 24 de março. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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