Biblioteca de Bolso
Inês Bernardo e José Mário Silva
Uma conversa informal, a três, sobre a relação que estabelecemos com os livros. Um podcast conduzido por Inês Bernardo e José Mário Silva.
Uma conversa informal, a três, sobre a relação que estabelecemos com os livros. Um podcast conduzido por Inês Bernardo e José Mário Silva.
E agora, uma pausa
Episódios
Quem nos segue há mais tempo sabe que o Biblioteca de Bolso já teve, ao longo da sua história, vários momentos de pausa, de hiato, de suspensão. Agora chegou mais um desses momentos. Nos próximos tempos vamos carregar no botão da pausa. Como das outras vezes, haveremos de regressar. Mantenham-se atentos e, até lá, oiçam os episódios, voltem a partilhá-los e leiam. Leiam muito. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Filho do multi-instrumentista Júlio Pereira, Tiago Pereira está envolvido, há décadas, num trabalho de registo e fixação dos cantares regionais em vias de se perderem, de Norte a Sul de Portugal. Desse esforço nasceu o enorme arquivo a que deu o nome de A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, um labor de dedicação extrema aos materiais que preserva, e que continua a expandir-se, apesar das milhentas dificuldades que enfrenta. Tiago Pereira trouxe para este programa as seguintes obras: "Palmeiras Bravas", de William Faulkner, D. Quixote (tradução e prefácio de Jorge de Sena) "V for Vendetta", de Alan Moore, com ilustrações de David Lloyd, DC Comics Black Label "Diários", de Miguel Torga, D. Quixote O Biblioteca de Bolso entra, a partir desta semana, num período de pausa. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Poeta e tradutor, Miguel Cardoso fez um mestrado em Estudos Ingleses na University of London e dá aulas em várias instituições. Da sua obra poética, assumidamente política e consciente do tempo histórico em que está inscrita, constam títulos como "Que se diga que vi como a faca corta", "Pleno Emprego", "Os Engenhos Necessários", "Fruta Feia", "À Barbárie Seguem-se os Estendais" ou "Quando Onde" (com Maria Lis), editados quase sempre em pequenas editoras: Mariposa Azual, Douda Correria, &Etc, Tigre de Papel. O seu livro mais recente, "Passageiros", acaba de ser lançado por outra microeditora, a Cutelo. Miguel Cardoso trouxe para este programa as seguintes obras: "A Musa Irregular", de Fernando Assis Pacheco, Tinta da China "Vestuário contra as mulheres", de Anne Boyer, Cutelo (tradução de Miguel Cardoso) "Perseverança", de Serge Daney, The Stone and the Plot (tradução de Luís Lima) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Investigadora do Instituto de História Contemporânea, Irene Flunser Pimentel tem uma vasta bibliografia, com foco particular na ditadura do Estado Novo e na PIDE/DGS, mas também na história das mulheres e das organizações femininas, na II Guerra Mundial e na fuga dos judeus ao Holocausto, bem como na justiça política na transição para a democracia em Portugal. Em 2007, foi distinguida com o Prémio Pessoa. O seu livro mais recente é "Relações Perigosas - a cumplicidade da PIDE com as secretas internacionais", editado pela Temas e Debates.Irene Flunser Pimentel trouxe para este programa as seguintes obras: "As Origens do Totalitarismo", de Hannah Arendt, D. Quixote (tradução de Roberto Raposo) "O Pai Goriot", de Honoré de Balzac, Relógio D'Água (tradução de José Cláudio e Júlia Ferreira) "Ordinary Men - Reserve Police Battalion 11 and the Final Solution in Poland", de Christopher R. Browning, Penguin Books See omnystudio.com/listener for privacy information.
Professor de Filosofia Antiga na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, António de Castro Caeiro é também tradutor de vários poetas e filósofos clássicos, como Píndaro e Aristóteles. Enquanto conferencista, organiza ciclos mensais no Centro Cultural de Belém, o mais recente dos quais, "Sobre a Verdade da Mentira", tem sessões previstas até Junho de 2026 (todas elas podem ser ouvidas, em podcast, no Spotify). O seu livro "O que é a Filosofia?", de 2023, venceu o Prémio de Ensaio da Sociedade Portuguesa de Filosofia e foi editado pela Tinta da China, que está a lançar, neste mês de Fevereiro, a sua obra mais recente: "Sobre os Sentimentos". António de Castro Caeiro trouxe para este programa as seguintes obras: "A Montanha Mágica", de Thomas Mann, D. Quixote (tradução de Gilda Encarnação Lopes) "Crime e Castigo", de Fiódor Dostoiévski, Presença (tradução de Nina e Filipe Guerra) "Nova Gramática do Português Contemporâneo", de Celso Cunha e Lindley Cintra, editora Livraria Figueirinhas See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nascido em Lisboa no ano de 1981, filho de pais cabo-verdianos, Ângelo Delgado licenciou-se em Ciências da Comunicação e começou por ser jornalista, na rádio (TSF) e na imprensa (Correio da Manhã e Metro). Actualmente, colabora, enquanto redactor, com várias agências de publicidade. Em 2020, publicou o seu primeiro livro, "Sem Ofensa" (Alma Letra), com ilustrações de Sofia Ayuso, um exercício de desconstrução do racismo entranhado na linguagem coloquial do dia-a-dia. Neste início de 2026, estreou-se na ficção literária com "Foi o Preto" (Oficina do Livro), um primeiro romance passado no Portugal dos anos 90, que aborda um caso de Justiça (na verdade, um caso de injustiça), além de temas como o racismo sistémico, os abusos da polícia no bairro da Cova da Moura, e a persistência dos traumas do colonialismo no nosso país. Ângelo Delgado trouxe para este programa as seguintes obras: "Caderno de Memórias Coloniais", de Isabela Figueiredo, Caminho "Racismo no País dos Brancos Costumes", de Joana Gorjão Henriques, Tinta da China "Os Irmãos Karamazov", de Fiodor Dostoiévski, Presença (tradução de Nina e Filipe Guerra, em dois volumes) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Guilhermina Gomes dedicou a quase totalidade da sua vida profissional à edição de livros. Depois de muitos anos no Círculo de Leitores, é actualmente directora editorial da Temas e Debates, cujo catálogo de Ensaio, com muitos títulos na área das ciências, política, filosofia e História, tem moldado e ampliado. Em 2011, recebeu o Prémio Editor do Ano, atribuído pela APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros).Guilhermina Gomes trouxe para este programa as seguintes obras: "Livro Português das Fábulas - Uma Antologia", de José Viale Moutinho, Temas e Debates "O Velho e o Mar", de Ernest Hemingway, Livros do Brasil (tradução de Jorge de Sena) "As Vinhas da Ira", de John Steinbeck, Livros do Brasil (tradução de Virginia Motta) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nome maior da música portuguesa dos últimos 50 anos, criador da banda sonora de sucessivas gerações, desde o tempo dos discos de vinil ao Spotify, Sérgio Godinho foi também actor, escreveu para teatro e para a infância, tendo lançado nos últimos anos vários livros de contos e romances, o mais recente dos quais, "Como se Não Houvesse Amanhã" (Quetzal), foi publicado em 2025. Aos 80 anos, continua em grande forma e a subir aos palcos para cantar. A 28 de Janeiro juntar-se-á novamente aos Clã, em mais um "Conta-me uma Canção", no Teatro Maria Matos. Depois, levará o seu espectáculo "As Canções de Amor de Sérgio Godinho - Biografias do Amor" ao Campo Pequeno, em Lisboa, a 13 de Fevereiro, e ao Coliseu do Porto, a 15 de Fevereiro. Sérgio Godinho trouxe para este programa as seguintes obras: "Les Aventures de Tintin", de Hergé, Casterman "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, Livros do Brasil "Pela Estrada Fora", de Jack Kerouac, Relógio D'Água (tradução de Armanda Rodrigues e Margarida Vale de Gato) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Autor, com Paulo Pena, da série documental "A Duas Voltas" (sobre as eleições presidenciais de 1986, vencidas por Mário Soares), programa em cinco episódios que ainda pode ser visto na RTP Play, Ivan Nunes é um sociólogo com mestrado em Estudos de Cinema na New York University e um doutoramento (sobre Nanni Moretti "enquanto cineasta e personagem") na Universidade de Kent, Reino Unido. Fez parte da geração da blogosfera, no início dos anos 2000, com o blogue "A Praia". Mais recentemente, foi adjunto do gabinete do Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, no último governo de António Costa. Ivan Nunes trouxe para este programa as seguintes obras: "Nunca me Perguntarás", de Natalia Ginzburg, Relógio D'Água (tradução de Ana Cláudia Santos) "Ricos e Pobres no Alentejo - uma Sociedade Rural Portuguesa", de José Cutileiro, Imprensa Nacional-Casa da Moeda "Desculpem Tocar no Assunto", de Rubem Braga, Tinta da China See omnystudio.com/listener for privacy information.
Professora catedrática na Universidade Nova de Lisboa, Clara Rowland é especialista em Literatura Brasileira e coordena, com Abel Barros Baptista, a colecção "Os Melhores Deles Todos" (Tinta da China), dedicada justamente a autores do Brasil. Em 2024, publicou o volume de ensaios "A Língua dos Filhos" (também na Tinta da China), sobre a "instável relação entre literatura e infância". No final de 2025, o seu livro mais recente, "Fantasmas", uma sucessão de fragmentos reflexivos e inclassificáveis, foi editado pela Planeta Tangerina, com ilustrações de Madalena Matoso. Clara Rowland trouxe para este programa as seguintes obras: "Great Short Works", de Herman Melville, Harper & Row "Correspondência com seu tradutor italiano Edoardo Bizzarri", de João Guimarães Rosa, Nova Fronteira "On Reading", de André Kertész, Norton See omnystudio.com/listener for privacy information.
Recentemente regressado de Maputo, onde viveu durante duas décadas e deu aulas de guionismo, António Cabrita retomou o trabalho de crítico no jornal Expresso (agora de livros, depois de ter escrito sobre cinema durante muitos anos) e continua a ampliar a sua bibliografia, que já ultrapassa os 40 títulos. Os livros mais recentes são um volume de poesia erótica ("Bicho Carpinteiro" Guerra & Paz), um romance de pendor autobiográfico sobre a infância e a adolescência ("Se Não me Quiseres Amar Agora no Inverno, Quando?") e um livro de contos sobre a vida em tempos de desvario trumpista ("Make Sequóias Great Again"), ambos publicados pela The Poets and Dragons Society.António Cabrita trouxe para este programa as seguintes obras: "O País de Outubro", de Ray Bradbury, colecção Argonauta da Livros do Brasil (tradução de Maria Emília Ferros Moura) "Relatório sobre "A Incrível e Triste História da Cândida Eréndira e da sua Avó Desalmada", de Gabriel García Márquez, Dom Quixote (tradução de Pedro Tamen) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cantautor e poeta carioca, Luca Argel vem ganhando raízes em Portugal há mais de dez anos, desde que veio para cá fazer um mestrado em Literatura. Já lançou seis álbuns em nome próprio e outros tantos livros de poemas, com títulos como “33 Rotações”, “Topadas no Escuro” e “Fui ao Inferno e Lembrei de Você”. Acaba de publicar o ensaio “Meigo Energúmeno – Notas para uma leitura anti-machista de Vinicius de Moraes” e prepara-se para revelar, em Janeiro de 2026, o seu novo disco: “O Homem Triste”, álbum-conceito que mergulha nas profundezas da saúde mental masculina, e que já tem apresentações ao vivo marcadas para 28 de Fevereiro, no Theatro Circo, em Braga, e 2 de Março, no Maria Matos, em Lisboa. Luca Argel trouxe para este programa as seguintes obras: "Livro Sobre Nada", de Manoel de Barros, Alfaguara Brasil "Pedrinhas Miudinhas - Ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros", de Luiz Antonio Simas, Mórula "a vontade de mudar - homens, masculinidades e amor", de bell hooks, Elefante (tradução de Manu Quadros e Lubi Prates) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Hiperactivo por natureza, Hugo Van Der Ding passou a vida a fazer milhentas coisas ao mesmo tempo. Dramaturgo, tradutor, ilustrador, criador de tiras humorísticas, podcaster, apresentador de programas de rádio e televisão, divulgador de histórias menos conhecidas da grande História, espalha a sua energia e as suas gargalhadas estrepitosas por vários meios. Neste momento, podemos ouvi-lo no podcast semanal "Vamos Viajar na Maionese", vê-lo em palco a manipular marionetas no espectáculo "A Grande Fantochada", e lê-lo no livro "Uma Família SurReal" (Oficina do Livro), em que conta a biografia "de todos os reis e rainhas" do nosso país. Hugo Van Der Ding trouxe para este programa as seguintes obras: "Anatomia da Errância", de Bruce Chatwin, Quetzal (tradução de Helena Cardoso) "Persépolis", de Marjane Satrapi, Bertrand (tradução de Duarte Sousa Tavares) "Nome de Guerra", de Almada Negreiros, Assírio & Alvim See omnystudio.com/listener for privacy information.
Doutorada em Literacias e Ensino da Literatura, pela Universidade do Minho, Regina Duarte viveu 11 anos em Inglaterra, onde foi coordenadora do Ensino de Português no Reino Unido e adida para a Educação na Embaixada de Portugal em Londres. Desde há pouco mais de três anos, é a comissária do Plano Nacional de Leitura 2027, com a missão de aumentar, e melhorar, os níveis de literacia dos portugueses. Regina Duarte trouxe para este programa as seguintes obras: "O Senhor dos Anéis", de J. R. R. Tolkien, em três volumes, Planeta (tradução de Catarina Ferreira de Almeida) "Memórias de Adriano", de Marguerite Yourcenar, Relógio D'Água (tradução de Maria Lamas) "Jangada de Pedra", de José Saramago, Porto Editora See omnystudio.com/listener for privacy information.
Editor, escritor e dramaturgo, Dinis H. Machado deixou a advocacia para se dedicar a tempo inteiro à sua escrita literária e ao projecto The Poets and Dragons Society, uma editora/livraria. Nos últimos anos, publicou vários livros de poesia, ficção e teatro, nomeadamente um ciclo shakespeariano (em que se incluem "Auto-retrato enquanto Hamlet" e a peça "Lady Macbeth"), bem como aproximações fictícias a artistas reais, como Rachmaninoff ("Rach 3") ou T. S. Eliot ("Eliot"). A sua obra mais recente, "Eu sou Elvis", de 2025, transporta-nos aos bastidores do dia em que Elvis Presley regressou à ribalta, num especial televisivo transmitido pela NBC, em 1968. Dinis H. Machado trouxe para este programa as seguintes obras: "Ilíada", de Homero, Quetzal (tradução de Frederico Lourenço) "Hamlet", de William Shakespeare, Relógio D'Água (tradução de António M. Feijó) "A Terra Desolada", de T. S. Eliot, Assírio & Alvim (tradução de Jorge Vaz de Carvalho) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Licenciada em Arquitectura, Cláudia Clemente tem-se destacado como escritora, realizadora de cinema, argumentista e fotógrafa. Estreou-se com o livro de contos "O Caderno Negro", em 2003, a que se seguiram mais quatro incursões nas ficções breves, um romance, uma peça de teatro e uma biografia ("Tatuagens de Luz: para uma imagem de Leonor de Almeida"). Realizou seis curta-metragens, três documentários e a longa "Quatro Mulheres à Beira da Água". Foi argumentista em séries televisivas, como "Snu", "A Espia" e "A Marquesa de Alorna", que a RTP exibirá no próximo ano. Na sua mais recente exposição de fotografias, "Plastic Bitch", prossegue um trabalho de auto-representação, servindo-se do seu corpo como "matéria-prima para a criação de personagens" que, neste caso, são espelho de uma sociedade hiperconsumista. Cláudia Clemente trouxe para este programa as seguintes obras: "Rapto", de Leonor de Almeida, edição da autora (incluído no volume com a poesia completa de Leonor de Almeida, "Na Curva Escura dos Cardos do Tempo", Ponto de Fuga) "A Fuga de Wang-Fô", de Marguerite Yourcenar, Contexto (tradução de Luís Miguel Nava) "Contos Completos", de Julio Cortázar, em dois volumes, Cavalo de Ferro (tradução de Miguel Filipe Mochila, Isabel Petterman e Rita Graña) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Especialista em livros infantis, professora e investigadora na área da pedagogia das artes, Dora Batalim Sottomayor já coordenou o Serviço Educativo da Bedeteca de Lisboa e montou várias bibliotecas escolares. Dá aulas no ISPA e foi coordenadora pedagógica da Pós-graduação em Livro Infantil da Universidade Católica de Lisboa. Assume funções de consultadoria editorial junto da Assembleia da República e é tradutora e revisora de literatura para crianças, além de autora do livro "O Macaco do Rabo Cortado" (na Livros Horizonte), com ilustração de Gonçalo Viana.Dora Batalim Sottomayor trouxe para este programa as seguintes obras: "O Meu Livro de Cozinha", versão portuguesa de Maria de Lurdes Modesto, Verbo "Contos Tradicionais Portugueses", escolhidos e comentados por Carlos de Oliveira e José Gomes Ferreira, com ilustrações de Maria Keil, Iniciativas Editoriais "Gramática da Fantasia - Introdução à Arte de Contar Histórias", de Gianni Rodari, Caminho (tradução de José Colaço Barreiros) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nascido no seio de uma família de refugiados judeus alemães, em 1963, Daniel Blaufuks fez a sua formação entre Lisboa (na AR.CO), Londres (Royal College of Arts) e Nova Iorque (Watermill Foundation). Trabalha sobretudo com fotografia e vídeo, em obras que se aproximam muitas vezes de universos literários, explorando a ligação entre o tempo e o espaço. Realizou, entre outros, os documentários "Sob Céus Estranhos" (2002) e "Um Pouco Mais Pequeno do que o Indiana" (2006). É director de imagem da revista literária Granta em Língua Portuguesa, editada pela Tinta da China, em cujo catálogo vai publicando os seus livros e álbuns fotográficos. O mais recente de todos acaba de ser lançado e tem como título Tentativa de Esgotamento (depois do adeus).Daniel Blaufuks trouxe para este programa os seguintes livros: "W ou le souvenir d'enfance", de Georges Perec, Gallimard "Austerlitz", de W. G. Sebald, Quetzal (tradução de Telma Costa) "Não Pai", de Daniel Blaufuks, Tinta da China See omnystudio.com/listener for privacy information.
Biólogo de formação, Jorge Reis-Sá, 48 anos, fundou as Quasi Edições, em 1999, e nunca mais abandonou o universo do livro. Após o fecho das Quasi, em 2009, trabalhou três anos na Babel, e vem-se dedicando à função de consultor editorial de várias instituições, editoras e autarquias. Dirige ainda a colecção de poesia da Imprensa Nacional. Como autor, publicou romances, contos, crónica, poesia e literatura infantil. O volume que recolhe a totalidade da sua obra poética, Prado do Repouso (A Casa dos Ceifeiros), venceu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro, em 2024. Na RTP3, apresentou os programas "Mil Vezes Camões" e, mais recentemente, "Mil Vezes Camilo". Jorge Reis-Sá trouxe para este programa os seguintes livros: "Horto de Incêndio", de Al Berto, Assírio & Alvim "Todos os Nomes", de José Saramago, Porto Editora "O Sorriso do Flamingo", de Stephen Jay Gould, Gradiva (tradução de Carlos Marques da Silva) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cantora e compositora, Marta Hugon manteve sempre um pé na música e outro na literatura. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, escreve para publicidade e é professora na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas. Criou, com Mariana Norton e Joana Machado, o projecto Elas e o Jazz. Em 2024, estreou-se na literatura de ficção com "Souvenir" (Tinta da China), um conjunto de contos cosidos pelo fio da memória. Este seu primeiro livro acaba de ser distinguido com o Prémio Irene Lisboa. Marta Hugon trouxe para este programa as seguintes obras: "O Tempo, Esse Grande Escultor", de Marguerite Yourcenar, Relógio D'Água (tradução de Helena Vaz da Silva) "Passos Perdidos", de Paulo Varela Gomes, Tinta da China "A Civilização do Espectáculo", de Mário Vargas Llosa, Quetzal (tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta semana, o Biblioteca de Bolso esteve no festival Lisbon Revisited - Dias de Poesia, que decorreu entre 17 e 19 de Outubro, para conversar com Inês Lourenço, uma das participantes no encontro. Nascida em 1942, no Porto, formou-se em Estudos Portugueses na Faculdade de Letras, tendo trabalhado nos CTT e no ensino secundário. Estreou-se em 1980, com "Cicatriz 100%", primeiro de uma lista 18 livros (alguns deles antologias), que vai até ao mais recente: Ainda o Lugar Incerto da Procura, editado pela Glaciar, em 2024. Entre 1987 e 1999, coordenou e editou a revista Cadernos de Poesia - Hífen. Em 2023, a Câmara Municipal do Porto atribuiu-lhe a medalha de mérito da cidade.Inês Lourenço trouxe para o programa os seguintes livros: "Os Fidalgos da Casa Mourisca", de Júlio Dinis, Relógio D'Água "O Prazer do Texto", de Roland Barthes, Edições 70 (tradução de Maria Margarida Barahona) "Poesia", de Eugénio de Andrade, Assírio & Alvim See omnystudio.com/listener for privacy information.
Hoje tradutora literária a tempo inteiro, Alda Rodrigues começou por trabalhar no campo da lexicografia, coordenando a edição ou actualização de vários dicionários. Depois, fez um doutoramento em Teoria da Literatura, antes de se dedicar a trazer para a nossa língua autoras que escrevem em inglês, como Marilynne Robinson, Jane Austen, Katherine Mansfield, Rachel Cusk, Deborah Levy ou Jamaica Kincaid. Assina ainda a coluna "Faca de Papel", na revista Forma de Vida, e é autora do blogue Cinéfilo Preguiçoso, com o escritor Alexandre Andrade, convidado no episódio 41 do Biblioteca de Bolso. Alda Rodrigues trouxe para este programa os seguintes livros: "Apresentação do Rosto", de Herberto Helder, Porto Editora "Silent Woman: Sylvia Plath and Ted Hughes", de Janet Malcolm, Granta Books "The Principles of Uncertainty", de Maira Kalman, The Penguin Press See omnystudio.com/listener for privacy information.
Autor tardio e muito prolífico, José Gardeazabal estreou-se literariamente em 2015, com o livro "História do Século XX", vencedor da primeira edição do Prémio de Poesia INCM/Vasco Graça Moura. Com o seu nome civil, José Tavares, doutorou-se em Harvard e é professor de Economia na Universidade Nova de Lisboa. Na última década, publicou um total de 15 livros, incluindo teatro, ensaio, literatura infantil, e seis romances, o último dos quais, "Origami", foi lançado pela Companhia das Letras no final de 2024. No jornal "Expresso", publica regularmente ensaios sobre grandes temas da actualidade (a democracia, a política internacional, a Europa), abordados de uma perspectiva filosófica. José Gardeazabal trouxe para este programa os seguintes livros: "Física da Tristeza", de Gueorgui Gospodinov, Relógio D'Água (tradução de Monika Boneva e Paulo Tiago Jerónimo) "Felizes Anos de Castigo", de Fleur Jaeggy, Alfaguara (tradução de Ana Cláudia Santos) "Breviário de Decomposição", de Emil Cioran, Edições 70 (tradução de Miguel Martins) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Também jornalista, tradutor e cronista (com uma coluna regular na "Folha de São Paulo"), Bernardo Carvalho é um dos mais importantes escritores brasileiros da actualidade. Estreou-se com o volume de contos "Aberração", em 1993, e publicou outros 13 livros de ficção, nomeadamente "Mongólia", "O Filho da Mãe", "Reprodução" e "O Último Gozo do Mundo". Em Portugal, foi anteriormente publicado pela Cotovia (entretanto extinta), pela ASA e pela Quetzal, estreando-se agora na chancela Companhia das Letras (do grupo Penguin Random House) com o seu mais recente romance, "Os Substitutos", um mergulho na relação difícil e complexa entre um pai e um filho, tendo como pano de fundo o Brasil no tempo da ditadura (1964-1985) e as marcas por ela deixadas. Bernardo Carvalho trouxe para este programa os seguintes livros: "Os Detectives Selvagens", de Roberto Bolaño, Quetzal (tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra) "James", de Percival Everett, Livros do Brasil (tradução de Bruno Vieira Amaral) "A Viagem Inútil: Trans/Escrita", de Camila Sousa Villada, edição brasileira da Fósforo (tradução de Sílvia Massimini Felix) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nascida em Luanda, Telma Tvon veio na adolescência para Portugal, onde se licenciou em Estudos Africanos e fez um mestrado em Serviço Social. Começou na música, a escrever letras como rapper e a destacar-se como uma das poucas MC no hip-hop nacional. O seu primeiro romance, "Um Preto Muito Português", publicado em 2017 e reeditado pela Quetzal, em 2024, apresenta-nos Budjurra, um cabo-verdiano que vive em Lisboa mas não se sente lisboeta, testemunha perfeita da invisibilidade e dos preconceitos sofridos pela comunidade africana. Ao falar sobre as obras alheias, fala também de si e do que importa partilhar em voz alta, por entre gargalhadas que encheram o estúdio de luz. Telma Tvon trouxe para este programa os seguintes livros: "A Bagagem da Imigração", de Patrícia Moreira, Cordel D'Prata "The Girl With The Louding Voice", de Abi Daré, Sceptre "On The Come Up", de Angie Thomas, Balzer + Bray See omnystudio.com/listener for privacy information.
Homem das imagens e do design, Vasco Colombo tem a sua obra visual, tanto no campo da ilustração como da BD, espalhada por muitas edições, antologias, páginas de jornais e revistas. Um longo interregno, durante o qual não divulgou os seus trabalhos artísticos, foi interrompido recentemente, ao lançar, no final de Agosto, um livro intitulado O Cabo de 2.201.400 kms, último volume da colecção 25 Imagens, da Levoir, vendido juntamente com o PÚBLICO. Trata-se de uma narrativa a preto-e-branco, sem uma única palavra, que nos leva atrás de um fio que se desenrola continuamente, assumindo uma dimensão existencial e talvez cósmica.Vasco Colombo trouxe para este programa os seguintes livros: "Manual dos Inquisidores", de António Lobo Antunes, Dom Quixote "A Sangue Frio", de Truman Capote, Dom Quixote (tradução de Maria Isabel Braga) "A Garagem Hermética", de Moebius, Levoir See omnystudio.com/listener for privacy information.
No regresso após a pausa de Verão, a Biblioteca de Bolso acolhe um dos mais consagrados escritores portugueses, João de Melo, no momento em que celebra cinco décadas de vida literária. Mais de trinta livros após a estreia, em 1975, com "Histórias da Resistência", este autor açoriano continua muito activo, tendo publicado em Julho um novo livro de contos ("A Nuvem no Olhar", D. Quixote) e preparando-se para lançar, no final de Setembro, a sua estreia no género diarístico: "Novas Fases da Lua" (D. Quixote), volume que cobre o período de 2017 a 2024. Trouxe para este programa os seguintes livros: "Crime e Castigo", de Fiódor Dostoievski, Relógio D'Água (tradução de António Pescada)"Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez, D. Quixote (tradução de Margarida Santiago)"O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, várias edições disponíveis See omnystudio.com/listener for privacy information.
No último episódio antes da pausa de Verão (regressamos em Setembro), recebemos Safaa Dib, autora que acaba de lançar o seu primeiro livro: "Líbano: Uma Biografia" (Ideias de Ler), relato em que cruza histórias familiares com a História do país onde tem a suas raízes. Formada em Línguas e Literaturas Modernas, trabalhou durante uma década no mundo editorial, onde pôde dar largas à sua paixão pela literatura fantástica, esteve à frente de um restaurante com comidas levantinas, e agora dedica-se a tempo inteiro à política, integrada no gabinete do partido Livre na Câmara Municipal de Lisboa. Organiza ainda um festival internacional de BD, na Maia, e escreve crónicas semanais no "Jornal Económico". Trouxe para este programa os seguintes livros: "Solaris", de Stanislaw Lem, Antígona (tradução de Teresa Fernandes Swiatkiewicz) "Verões Felizes", de Zidrou e Jordi Lafebre, Arte de Autor (tradução de Helena Romão) "Burning Your Boats", de Angela Carter, Chatto &Windus See omnystudio.com/listener for privacy information.
Filipe Homem Fonseca é uma espécie de canivete-suíço das artes da escrita. Licenciado em Publicidade, conhecemo-lo sobretudo como argumentista, romancista, dramaturgo, poeta, cronista, realizador e músico. Trabalhou nas Produções Fictícias, fundou os Cebola Mol, assinou livros com títulos memoráveis, como "e enquanto espero que me arranjem o esquentador penso em como será a vida depois do sol explodir". As suas obras mais recentes são "Vénus Anatómica" (romance, Abysmo, 2024) e "Última refeição antes de mim" (poesia, Companhia das Ilhas, 2025). Trouxe para este programa os seguintes livros: "O Tacão de Ferro", de Jack London, Antígona (tradução de Inês Dias) "40 Histórias", de Donald Barthelme, Antígona (tradução de Paulo Faria) "Cândido ou o Optimismo", de Voltaire, disponível em várias edições, nomeadamente a da Tinta da China, com tradução e notas de Rui Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.
João Rosas foi em tempos um jovem escritor mais do que precoce (publicou o primeiro livro de contos aos 15 anos, na editora Fenda), antes de enveredar pelo caminho do cinema. Realizou dois documentários sobre cidades: Londres ("Birth of a City", 2009) e Lisboa ("Morte de uma Cidade", 2022). Tem neste momento em cartaz a sua primeira longa-metragem de ficção, "A Vida Luminosa", narrativa lisboeta cheia de livros e livrarias, que acompanha a deriva (toponímica, profissional, amorosa e existencial) de Nicolau, um rapaz de 24 anos que já vinha acompanhando desde a infância, nas suas curtas-metragens: "Entrecampos" (2012), "Maria do Mar" (2015) e "Catavento" (2020). Trouxe para este programa os seguintes livros: "Os Emigrantes", de W. G. Sebald, Quetzal (tradução de Telma Costa) "Um Dia na Vida de Abed Salama", de Nathan Thrall, Zigurate (tradução de Sara Veiga) "As Pequenas Virtudes", de Natalia Ginzburg, Relógio D'Água (tradução de Miguel Serras Pereira) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Tal como José Cardoso Pires, uma das suas escolhas para o Biblioteca de Bolso, Ana Cláudia Santos começou por publicar contos ("A Morsa", Húmus), antes de se aventurar numa narrativa mais longa (a novela "Lavores de Ana", recentemente lançada pela Companhia das Letras). Tradutora de profissão, vive todos os dias no meio das palavras dos outros, e talvez por isso esteja particularmente atenta ao esplendor da linguagem que assoma nos livros de Maria Velho da Costa, ou à irreverência irónica, e por vezes mórbida, de uma poeta tão heterodoxa como Stevie Smith. Para este programa, trouxe os seguintes livros: "Casas Pardas", de Maria Velho da Costa, Assírio & Alvim "O Anjo Ancorado", de José Cardoso Pires, Relógio D'Água "A Selection", poesia de Stevie Smith, antologiada por Hermione Lee, Faber & Faber See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ilustrador com um traço e uma mancha muito característicos, João Fazenda é uma presença regular nas páginas dos jornais e revistas portugueses (Público, Visão, Expresso) e internacionais (The Guardian, The New Yorker, The New York Times). Recebeu, entre outras distinções importantes, o Prémio Nacional de Ilustração, em 2016. Há poucos meses, lançou "Arena" (Tinta da China), uma recolha em livro de duas décadas de colaboração com Ricardo Araújo Pereira, criando desenhos para as suas crónicas. Escolheu, para a Biblioteca de Bolso, falar de um rapaz que subiu às árvores e nunca mais desceu (o protagonista de Calvino), de um pensador que reflectia através de fragmentos e colagens de ideias, sobre a sua vida ou sobre a cidade de Berlim (Benjamin), e de uma BD a duas cores, azul e laranja, que arrisca seguir por caminhos novos, tanto em termos gráficos como na forma de contar uma história (Schrauwen). Eis os três livros que trouxe para o programa: "O Barão Trepador", de Italo Calvino, D. Quixote (tradução de José Manuel Calafate) "Rua de Sentido Único, Crónica Berlinense e Infância Berlinense por volta de 1900", de Walter Benjamin, Relógio D'Água (tradução de António Sousa Ribeiro) "Arsène Schrauwen", de Olivier Schrauwen, L'Association See omnystudio.com/listener for privacy information.
"Escritora eremita" e "leitora compulsiva", como refere a sua bio no Instagram, Tânia Ganho dedica-se há muitos anos a duas frentes: a tradução e a escrita de romances. Nos intervalos, modera igualmente clubes de leitura. Verteu para português autoras como Toni Morrison, Alice Walker, Siri Hustvedt, Annie Ernaux, Elizabeth Strout ou Leila Slimani. Acaba de lançar o seu sexto romance, "Lobos" (D. Quixote), cinco anos após o anterior, intitulado "Apneia". Em 2024, publicou "O Meu Pai Voava", um conjunto de "apontamentos sobre a memória e o luto". A haver um fio condutor, ou um denominador comum, nas escolhas que fez para o Biblioteca de Bolso, talvez seja a questão do peso, e da violência, que o olhar masculino exerce sobre o corpo das mulheres, tanto dentro de casa, no espaço familiar, como no campo mais exposto das relações sociais. Tânia trouxe para este programa os seguintes livros: "Diário de um Velho Louco", de Junichiro Tanizaki, Relógio D'Água (tradução de Maria José de la Fuente) "Triste Tigre", de Neige Sinno, Presença (tradução de Catarina Ferreira de Almeida) "Inventário de Sonhos", de Chimamanda Ngozi Adichie, D. Quixote (tradução de Elsa T. S. Vieira) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Verdadeira força da natureza, Paula Cardoso, ex-jornalista natural de Moçambique, desdobra-se em várias plataformas para dar visibilidade, no espaço público, a profissionais africanos e afro-descendentes a residir em Portugal. É uma das vozes do Fórum dos Cidadãos, que procura contribuir para revigorar a democracia portuguesa, e foi escolhida como Embaixadora do European Climate Pact, um compromisso de combate às alterações climáticas. Em associação com o jornal Expresso, co-apresenta "O Tal Podcast", cuja quinta temporada começou recentemente. Considera-se uma das muitas "filhas" de Maya Angelou (que nunca foi mãe), abraça o feminismo activista e reflexivo de Bell Hooks, capaz de problematizar o conceito de amor, e evoca o extraordinário percurso de Óscar Monteiro, cuja vida de resistência e luta pela liberdade se confunde com a construção de um país independente: Moçambique. Trouxe para este programa os seguintes livros: "Tudo do Amor", de Bell Hooks, Orfeu Negro (tradução de Stephanie Borges) "Carta à Minha Filha", de Maya Angelou, Lua de Papel (tradução de Maria do Carmo Figueira) "De Todos se Faz um País", de Óscar Monteiro, Campo da Comunicação See omnystudio.com/listener for privacy information.
Há um livro que marcou para sempre a vida criativa de Nuno Artur Silva, escritor, humorista, poeta, agente cultural, fundador das Produções Fictícias e ex-Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Média. Esse livro é "O Que Diz Molero", romance-bomba de Dinis Machado, retrato de um tempo e de uma certa Lisboa, obra que adaptou com grande sucesso ao teatro e nunca deixou de ser uma referência para o modo como entende a arte e a ficção. Fazer dele a primeira escolha, na visita à Biblioteca de Bolso, era provavelmente uma inevitabilidade, a que junta dois outros mergulhos em universos muito diferentes: a ilha dos simulacros e da imortalidade encenada, de Adolfo Bioy Casares, e a fantasia à solta de uma BD mítica do francês Fred. N. A. S. trouxe para este programa os seguintes livros: "O Que Diz Molero", de Dinis Machado, Quetzal "A Invenção de Morel", de Adolfo Bioy Casares, Antígona (tradução de Miguel Serras Pereira) "Philémon", série de BD em 16 volumes, de Fred, Dargaud See omnystudio.com/listener for privacy information.
Joana Gama começou a aprender música no Conservatório de Braga, sua cidade natal, aos cinco anos, mergulhando muito precocemente no mundo das artes. Pianista profissional, tem participado em projectos que a aproximam de outros registos artísticos, do cinema à dança, da performance à fotografia, do teatro para adultos à dramaturgia para a infância. Em 2016, nos 150 anos do nascimento de Erik Satie, dedicou ao compositor francês uma "celebração em forma de guarda-chuva" e não mais deixou de o convocar para recitais, palestras e apresentações públicas. Também nesta conversa ele dá um ar de sua graça, por entre relatos de caminhadas e descobertas poéticas, aproximações ao budismo zen de John Cage e um certo deslumbre com a beleza do mundo vegetal. Trouxe para este programa os seguintes livros: "Felicidade", de Mary Oliver, Flâneur (tradução de Luís Matos) "Where the Heart Beats - John Cage, Zen Buddhism, and the Inner Life of Artists", de Kay Larson "A Vida das Plantas - Uma metafísica da mistura", de Emanuele Coccia, Documenta (tradução de Jorge Leandro Rosa) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nascido em São Paulo (1981), Rafael Gallo vive actualmente em Lisboa. Começou por publicar dois livros no Brasil, um de contos ("Réveillon e outros dias") e um romance ("Rebentar"), antes de vencer o Prémio José Saramago, em 2022, com "Dor Fantasma" (Porto Editora), narrativa protagonizada pelo pianista Rômulo Castelo, uma das mais odiosas e fascinantes personagens da literatura recente em língua portuguesa. O primeiro romance ("Rebentar") foi entretanto publicado em Portugal, numa nova versão "ampliada, embora com menos páginas". Já em 2024, regressou aos contos, com o volume "Cavalos no Escuro", editado no Brasil pela Record. Trouxe para este programa os seguintes livros: "Grande Sertão: Veredas", João Guimarães Rosa, Companhia das Letras "Laços de Família", Clarice Lispector, Relógio D'Água "Ensaio sobre a Cegueira", José Saramago, Caminho See omnystudio.com/listener for privacy information.
Diz de si mesmo que é um "leitor profissional e observador de nadas". Nascido em Castelo Branco, em 1982, Guilherme Pires trabalha no mundo do livro há quase duas décadas e já experimentou as mais variadas funções: editor, tradutor, autor, revisor de texto, consultor. Actualmente, é responsável por uma oficina editorial, a Caixa Alta, onde pratica uma espécie de artesanato das letras. É biógrafo de Nadir Afonso ("O Homem Infinito") e publicou ficções breves (aliás, brevíssimas) no volume "Histórias Daninhas". Com um empenho muito analógico, resgata, colecciona e conserta máquinas de escrever. Trouxe para este programa os seguintes livros: "O Mel", de Tonino Guerra, Assírio & Alvim (tradução de Mário Rui de Oliveira) "Jakob von Gunten", de Robert Walser, Relógio D'Água (tradução de Isabel Castro Silva) "Retrato do Artista Quando Coisa", de Manoel de Barros, livro autónomo em várias edições brasileiras, e parte da sua "Poesia Completa", publicada em Portugal pela Relógio D'Água See omnystudio.com/listener for privacy information.
Fadista dos pés à cabeça, Aldina Duarte é também leitora compulsiva, com quem nos cruzamos amiúde em livrarias lisboetas, ou na Feira do Livro. Durante 25 anos, foi uma voz residente da casa de fados Senhor Vinho. Colaborou, em vários dos seus nove discos, com a poeta, letrista e amiga Maria do Rosário Pedreira. Na obra mais recente, "Metade-Metade" (2024), canta textos da rapper Capicua, em que encontramos versos como "Fui a fita que deu laço / Fui o nó que ficou lasso / Sei que tudo acaba em pó". Trouxe para este programa os seguintes livros: "Amar Um Cão", de Maria Gabriela Llansol, Colares Editora "O Livro do Joaquim", de Daniel Faria, Assírio & Alvim "Como Escrever", de Miguel Esteves Cardoso, Bertrand See omnystudio.com/listener for privacy information.
A nossa convidada desta semana é Minês Castanheira. Nascida no Porto, em 1983, licenciou-se em Jornalismo e Ciências da Comunicação. Activíssima agente cultural, fundou e é directora criativa do projecto Bairro dos Livros. Poeta, a sua última obra foi escrita a quatro mãos com Raquel Patriarca, cúmplice de um ciclo de cartas-poemas trocadas durante dois anos e que podemos ler em "Cartografia" (Officium Lectionis), livro lançado já em 2025. Trouxe para este programa os seguintes livros: "A Field Guide to Getting Lost", de Rebecca Solnit, Canongate Books "The Octupus Museum", de Brenda Shaughnessy, Knopf "Vínculos Ferozes", de Vivian Gornick, D. Quixote (tradução de Maria de Fátima Carmo) See omnystudio.com/listener for privacy information.
O nosso convidado desta semana é Martim Sousa Tavares, maestro e divulgador musical. Fundador da Orquestra Sem Fronteiras, com sede em Idanha-a-Nova, é director artístico do Festival de Sintra e curador de vários ciclos de concertos. É ainda autor de programas na RTP, dá voz na Rádio Observador ao podcast "Encontro com a Beleza", e publicou um primeiro livro, Falar Piano e Tocar Francês (Zigurate), em que tanto discorre sobre Mahler, Leonard Bernstein e Caravaggio, como sobre Jeff Koons, memes e David Bruno. Trouxe para este programa os seguintes livros: "O Conde de Monte Cristo", de Alexandre Dumas, em dois volumes, Relógio D'Água (tradução de Alexandra A. M. Ribeiro e Rute Mota) "Silêncio na Era do Ruído", de Erling Kagge, Quetzal (tradução de Miguel de Castro Henriques) "Os Miseráveis", de Victor Hugo, em dois volumes, Relógio D'Água (tradução de José Cláudio e Júlia Ferreira) See omnystudio.com/listener for privacy information.
A nossa convidada desta semana é Rosa Azevedo, activíssima agente cultural, organizadora de ciclos e conferências sobre o surrealismo, a edição independente e as escritoras esquecidas do século XX português. Junto com Duarte Pereira, é um dos dois rostos da Livraria Snob, em Lisboa, cuja programação cultural e editorial coordena. Ocasionalmente, traduz e faz revisão literária. Enquanto livreira independente, foi convidada para o júri do Prémio Europeu de Literatura 2025, em representação de Portugal. Trouxe para este programa os seguintes livros: "As Malditas", de Camila Sosa Villada, BCF Editores (tradução de Helena Pitta) "Tatuagens de Luz", de Cláudia Clemente, Documenta "A Estrada do Tabaco", de Erskine Caldwell, Saída de Emergência (tradução de Adolfo Casais Monteiro) See omnystudio.com/listener for privacy information.
O nosso convidado desta semana é Francisco José Viegas, transmontano que passou parte da infância na aldeia do Pocinho, última paragem da linha ferroviária do Douro. Durante décadas, conheceu a vida das redacções, enquanto jornalista, repórter, cronista e director de vários jornais e revistas, além de apresentador de programas sobre livros na televisão. Neste momento, dirige editorialmente a Quetzal. Foi Secretário de Estado da Cultura, esteve à frente da Casa Fernando Pessoa, é um viajante nato, um grande contador de histórias e um hedonista que aprecia cervejas obscuras e os mais requintados charutos. Trouxe para este programa os seguintes livros: - O Cônsul Honorário, Graham Greene (Casa das Letras, tradução de Maria Ondina Braga - A Brasileira de Prazins, Camilo Castelo Branco (disponível em várias editoras) - A Cidade e as Serras, Eça de Queirós (disponível em várias editoras) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Após longa pausa, recomeçamos numa nova casa: o jornal PÚBLICO. Mantendo a tradição, abrimos a temporada com uma conversa entre os dois sobre os três livros que mais impacto nos causaram nos últimos tempos. Os livros deste programa são: O Contrário de Nada, Tess Gunty (trad. Eugénia Antunes; Alfaguara); Eu Canto e a Montanha Dança, de Irene Solà (trad. Rita Custódio e Àlex Tarradellas; Cavalo de Ferro); Retrato Huaco, de Gabriela Wiener (trad. Guilherme Pires; Antígona) Temporada de Furacões, Fernanda Melchor (trad. Cristina Rodriguez e Artur Guerra; Elsinor) As Malditas, Camila Sosa Villadas (trad. Helena Pitta; BCF Editores) La Hermana Menor - Un retrato de Silvina Ocampo, Mariana Enriquez (Anagrama) See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, o nosso convidado é Afonso Reis Cabral. Nascido em 1990, começou a escrever versos aos 9 anos e aos 15 publicou um livro de poesia, intitulado "Condensação". Em 2014, tornou-se o mais novo vencedor do Prémio LeYa, com "O Meu Irmão", romance de estreia. Trabalhou como revisor e assistente editorial em várias editoras, mas no final de 2017 resolveu dedicar-se quase exclusivamente à escrita. Já nesse novo regime profissional, escreveu o segundo romance, "Pão de Açúcar", publicado pela D. Quixote, que foi semifinalista do prémio Oceanos e vencedor do Prémio José Saramago 2019. No final do ano passado, lançou o livro "Leva-me Contigo", onde reúne os textos que foi partilhando no Facebook enquanto atravessava Portugal a pé, de Norte a Sul, de Chaves a Faro, na mítica Estrada Naciona 2, uma jornada de quase 750 quilómetros. A convite da Livraria Lello, do Porto, está neste momento a iniciar o projecto "Novo Canto para os Lusíadas", em que se propõe percorrer os lugares por onde Luís de Camões andou, de Macau à foz do rio Mekong, encontrando-se com centenas de pessoas que escreverão, pelo próprio punho, todas as estrofes de "Os Lusíadas", e escrevendo em simultâneo o diário da viagem que será também, mais tarde, um livro. Trouxe-nos: Working Days- The Journals of The Grapes of Wrath- John Steinbeck Terra dos Homens - Antoine de Saint-Exupéry Back to the Wild - Cristopher McCandless See omnystudio.com/listener for privacy information.
Hoje temos connosco Bruno Castro. Um homem de muito ofícios e interesses, é o responsável pela formação e concretização do projecto Alvalade Cineclube e actualmente é director de comunicação do projeto de cooperação cultural, Artemrede que em 2020 faz 15 anos. Formado em Jornalismo, depressa percebeu que o seu amor às letras e à actualidade não passava necessariamente por ali. Diz que o seu emprego de sonho seria a manipular pessoas (para o bem), numa espécie de mestre Yoda do mundo empresarial. Trouxe-nos: A confissão de Lúcio - Mário de Sá Carneiro O segredo de Joe Gould - Joseph Mitchell Viagens - Paul Bowles See omnystudio.com/listener for privacy information.
Novamente no formato habitual, recebemos a Marta Bernardes, aproveitando a sua estadia em Lisboa para fazer a leitura encenada de uma história infantil, no Teatro S. Luiz. A conversa começou com os fabulosos diálogos de um pai e sua filha de 9/10/11 anos, continuou pelas labirínticas criações verbais de uma mulher barroca e zen ao mesmo tempo, culminando num livro que é um sistema de conhecimento do mundo e que alterou até a forma como a Marta lê outros livros. Se quiséssemos, poderíamos juntar aqui, como chamariz, alguns magníficos 'soundbytes' que a nossa convidada nos ofereceu, mas preferimos que os descubram no seu contexto. Oiçam, comentem, partilhem. Os livros deste programa são: Metadiálogos - Gregory Bateson 463 Tisanas - Ana Hatherly I Ching See omnystudio.com/listener for privacy information.
Durante quase dois anos, o Biblioteca de Bolso esteve em pousio. Por boas razões: mudanças de emprego, mudanças de casa, mudanças de vida (a maior das quais: uma filha maravilhosa). O tempo não estica, não dá para tudo, há prioridades mais prioritárias do que outras, o que nos levou a adiar uma e outra vez o prometido regresso. Entretanto, fomos recebendo dezenas de mensagens de apoio e incentivo, muitas vezes de pessoas que nos descobriram por acaso e foram escutando os programas ao seu ritmo, muito depois de terem sido publicados (é essa uma das virtudes deste meio: a possibilidade de "ouvir para trás"). Na verdade, só quisemos reactivar o podcast quando sentimos que havia condições de o manter. Ou seja, agora. Nesta edição falamos sobre: “Los Niños Perdidos” - Valeria Luiselli “Ducks, Newburyport” - Lucy Ellmann “Weather” - Jenny Offill "Essays" - Lydia Davis "Testaments" - Margaret Atwood "Girl, woman, other" - Bernardine Evaristo See omnystudio.com/listener for privacy information.
A nossa convidada desta semana foi uma das participantes na 19.ª edição do Correntes d'Escritas. Nascida em Buenos Aires, Argentina, Cristina Norton vive há mais de três décadas no nosso país. Desde 1998, orienta oficinas de escrita criativa e cursos de formação a professores, organizados pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, pela Fundação Calouste Gulbenkian e por outras instituições. Escreveu poesia, romance e literatura infantil. Da sua bibliografia constam títulos como "O Afinador de Pianos", "O Segredo da Bastarda", "A Casa do Sal", "O Guardião de Livros" e "A Vida é um Tango e outras histórias", um volume de contos que acaba de ser lançado, com chancela da Oficina do Livro. Trouxe-nos: 24 Horas na vida de uma mulher, Stefan Zweig Jean Christophe, de Romain Rolland O Túnel, Ernesto Sábato See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Biblioteca de Bolso voltou ao festival Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim, que decorreu entre 20 e 24 de Fevereiro. Foi lá que gravámos o programa com o convidado desta semana, um dos mais antigos, fiéis e admirados participantes deste encontro literário, que chegou este ano à 19.ª edição. Micaelense nascido pouco depois do fim da II Guerra Mundial, Onésimo Teotónio Almeida emigrou há 45 anos para os EUA, seguindo o caminho de tantos dos seus conterrâneos. Doutorado em Filosofia pela Universidade de Brown, foi director do Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros dessa universidade durante mais de 20 anos. Além de manter uma actividade académica muito intensa, é um estudioso e um dinamizador cultural da diáspora portuguesa na América, um cronista para várias publicações, um membro da Academia das Ciências de Lisboa, e um magnífico e divertidíssimo conversador. Da sua bibliografia sobressaem títulos como "(Sapa)teia Americana", "Rio Atlântico", "Viagens na Minha Era", "Livro-me do Desassossego", "Onésimo, Português sem Filto", ou os recentes "Despenteando Parágrafos" e "A Obsessão da Portugalidade", editados pela Quetzal. See omnystudio.com/listener for privacy information.