Geração 40
Júlio Isidro
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram? “Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida.
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram? “Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida.
Ricardo Pais: “Já sou imortal porque já tenho um jazigo com oito prateleiras, um T8, no cemitério da Lapa e uma sala com meu nome em luz néon”
Episódios
Nasceu a 11 de setembro de 1945 em Maceira Liz. Cresceu num ambiente familiar onde o teatro já se fazia sentir. Era um sítio ideal “para se sair”, o microcosmos de uma cidade desenraizada da realidade portuguesa. Menino bem comportado, filho de pai farmacêutico, com duas irmãs. Foi aos seis anos cantar umas cantigas e recitar poemas para pequenas audiências. Aos 16 anos, na escola, fez o seu primeiro papel na peça “O Meu Caso”, de José Régio. Em Coimbra estudou Direito nas Memórias da Cidade dos Estudantes e seguiu para Lisboa, onde foi estudante voluntário, enquanto desempenhava funções de recepcionista de um hotel da Ericeira. Viveu em Londres, onde aprendeu teatro e o ator deu lugar ao encenador. Depois de 25 de Abril de 1974 não veio logo para Portugal “por medo”, regressou um mês depois para encenar "As Cuecas: Da Vida Heróica da Burguesia". Se não fosse o que é hoje teria sido cozinheiro ou guia turístico. O ator e encenador Ricardo Pais é convidado do novo episódio do Geração 40. Ouça aqui a conversa com Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
José Ângelo Ferreira Correia nasceu em Almada, em 1945. Engenheiro químico industrial pelo Instituto Superior Técnico e licenciado em Organização e Gestão de Empresas, fez o serviço militar em Timor-Leste antes de se envolver na política, através da SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social. Com o 25 de Abril, participou na fundação do PPD, atual PSD, partido que ajudou a construir e de que continua a ser uma referência histórica. Deputado em vários mandatos, acompanhou o nascimento da Constituição e trabalhou em áreas como a Defesa Nacional, os Assuntos Europeus, o Poder Local e a Economia e Finanças. Foi ministro da Administração Interna no oitavo Governo Constitucional, liderado por Francisco Pinto Balsemão, num período marcado por desafios exigentes. Ao longo da carreira, passou também pela administração de diversas empresas. Hoje, afastado dos cargos políticos, mantém-se atento à atualidade nacional e internacional como comentador. No Geração 40, conversa com Júlio Isidro sobre o percurso, as experiências e as memórias de uma vida dedicada à política e à sociedade. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Caxito, a cerca de 70 quilómetros de Luanda. Ainda criança, a família mudou-se para Portugal, onde cresceu, na margem sul do Rio Douro. A infância foi vivida no Norte, até se fixar em Lisboa, onde se licenciou em Filologia Românica. Em 1967, experimentou a carreira jornalística e ficou definitivamente agarrado ao mundo da comunicação. Como repórter na Assembleia Nacional e no Conselho de Ministros, conheceu por dentro os meandros do poder. Foi nesse contexto que conheceu o Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar. Décadas depois publicou o livro “As Máscaras de Salazar”. Aprendeu sobre a vida nas tertúlias dos cafés com grandes intelectuais da altura, tendo sido recebido com simpatia pelos senhores do então pensamento nesses tempos de jornalismo militante. Percorreu diversos jornais, como o “Diário de Lisboa”, o “Diário de Notícias”, o “JL Jornal de Letras”, as “Ideias” e também revistas como “A Vida Mundial” ou a “Visão”. Foi figura constante do célebre botequim da escritora Natália Correia, onde acontecia a antecipação do futuro de Portugal - assim surgiu o livro “O Botequim da Liberdade”. O convidado do novo episódio do Geração 40 é o jornalista e escritor Fernando Dacosta . Ouça aqui a conversa com Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu a 23 de abril de 1945 em Lourenço Marques, Moçambique. Começou a traçar o futuro sem saber como, quando aos sete anos contou em público um fado de Coimbra. Só não foi engenheiro electrotécnico ou engenheiro químico, porque os seus impulsos elétricos estavam destinados para o canto. Foi mobilizado para o exército em tempo de guerra, três anos e meio, sendo que dois anos e meio numa zona operacional. Durante esse período, não aprimorou o canto e só aos 30 anos é que teve as primeiras lições de canto como professora escocesa no Zimbabué. A sua primeira participação numa ópera aconteceu na companhia de Salisbury. Com o baile de máscaras de Verdi, ainda e só na qualidade de cantor amador. O 25 de Abril foi a data determinante para mudar de terra e de casa. É no Algarve que lhe acontece o primeiro momento que o leva para o Teatro de São Carlos e o início da sua carreira profissional. Em 1980, estreia-se como cantor residente na ópera Macbeth, de Verdi. Carlos Guilherme Rebelo Nunes é o cantor lírico português com carreira mais longa, sem barreiras e com 91 óperas no currículo. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40 com Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Chama-se Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança e é o pretendente ao trono de Portugal. D. Duarte Pio nasceu em Berna, na Suíça, mas em território nacional, na Embaixada de Portugal, no dia 15 de Maio de 1945. Na altura de seu nascimento, a família estava no exílio até o início dos anos 50. Teve por padrinho o Papa Pio XII e por madrinha a rainha Dona Amélia. Já em Portugal, Duarte Pio começou os estudos no Colégio das Caldas, em Santo Tirso, e em 1960 ingressou no Colégio Militar. Frequentou agronomia, mas não terminou o curso. Duarte Pio de Bragança cumpriu o serviço militar em Angola como tenente de piloto aviador da Força Aérea e estabeleceu relações de amizade com os chefes e líderes espirituais de várias religiões, o que não terá agradado ao regime de Lisboa. Casou em 1995 com Dona Isabel de Herédia, três dias antes de fazer 50 anos. O casal tem três filhos Afonso, Maria Francisca e Dinis de Bragança. Cidadão de causas, desenvolveu múltiplas atividades pela autodeterminação de Timor e seu trabalho foi lhe reconhecido pelo Parlamento de Timor-Leste, que lhe atribuiu em 2011, a nacionalidade timorense. Em 2025 foi homenageado no Bangladesh, que lhe atribuiu uma bolsa de estudo com o seu nome daquele país. Desde muito jovem que se dedica à defesa do ambiente e pertence à Liga de Proteção da Natureza. Neste episódio de Geração 40, vamos conhecer melhor o que tem sido a vida do pretendente ao trono de Portugal, o senhor Dom Duarte. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu numa aldeia da província de Perúgia, na região da Úmbria, Itália. A mudança da família para Roma poderia ter sido um passo na direção dos votos religiosos de pobreza, castidade e obediência dentro de um convento. Mas a futura noviça tinha o desejo das artes do espetáculo. Foi capa de uma revista e conseguiu entrar no Centro Experimental de Cinematografia, onde ganhou visibilidade pelo talento e beleza. Chegou a Portugal em 1965 e foi notícia no país. Mulher de paixões, viveu um caso de amor explosivo com Camilo de Oliveira. Mãe de três filhos frutos de grandes paixões, claro. Desempregada durante dois anos, tirou um curso de cozinha, comprou uma quinta e transformou uma parte da quinta numa fábrica de bolos e por isso hoje também a conhecemos com a rainha do Tiramisù. Atriz, cantora e empresária Io Apolloni, Jusepa Apolloni, é a convidada do novo episódio do podcast Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu no Bonfim, Porto, a 22 de Janeiro de 1944, com o nome completo Fernando Alberto de Oliveira Gomes. Estava marcado pelo destino para as artes do espetáculo um menino nascido e criado numa família que fazia o culto da música e do teatro. O 'Nandinho', do bairro de São Roque da Lameira, não vivia num lar de muito dinheiro, mas de muita alegria e humor. A desgraça de ontem era o riso de amanhã. Nem toda a gente tem uma tia que nos leva ao teatro. Mas o Fernando teve. O menino tímido começou por gostar do mundo do bailado, ainda deu uns passinhos de dança em espetáculos, na qualidade de aluno, mas a vida foi escrevendo o caminho a seguir. Guiado e protegido por uma estrela, foi à guerra na Guiné-Bissau e voltou pronto para alimentar o seu sonho. Resolveu entrar no mundo fascinante do café-teatro e com colegas do ofício foi o grande impulsionador dessa forma de espetáculo, onde o ator se realiza de olhos nos olhos com o público. Dentro de si, havia um saltimbanco a desejar percorrer o país de terra em terra. No Chapitô, viveu essa experiência, mas nunca teve a tenda. Para Fernando Gomes, o teatro é a sua vida, mas as pessoas são o melhor que a vida lhe tem dado. Ouça a conversa com Júlio Isidro, neste episódio do Geração 40. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Foi batizada como Maria Helena Gentil do Carmo, nascida na Marinha Grande em agosto de 1948. O mundo do espetáculo conhece-a como Lenita Gentil. Cresceu feliz, sem luxos, e mudou-se com a família para o Porto, aos 14 anos. Gosta da cidade Invicta como se lá tivesse nascido. A menina, quando perguntada sobre o que queria ser quando fosse grande, respondia alegremente 'Quero ser médica.' Como é que seria possível se, quando adulta, não consegue ver pinta de sangue? O pai, músico profissional, sabia que a filha tinha voz para o futuro e encorajou-a a seguir carreira em clave de sol. Lenita começou a cantar ao microfone com uma cadeira para lá chegar e nunca mais parou. Como cantava nas palavras, em música de Carlos Paião, se 'Eles foram tão longe', também ela tinha o horizonte como meta. Só precisava de espaço. E foi essa sua grande conquista, por sua voz tão especial onde muitas vezes o microfone é apenas um adereço. Lenita não tinha o fado no seu repertório, mas como as coisas acontecem quando há talento e desejo, a cançonetista virou fadista. Foi com riso e ritmo que se estreou em televisão, onde desde 1964 é presença habitual. Conhece meio mundo, que a reconhece e aplaude. E tem também muitos festivais no currículo e milhares de quilómetros para abraçar com música os portugueses. Lenita Gentil, numa conversa onde recorda os sapatos emprestados a Amália, a estreia adormecida num palco da Marinha Grande e uma vida inteiramente entregue à canção, com Júlio Isidro no podcast Geração 40. Ouça aqui o novo episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu na freguesia de Freamunde, em Paços de Ferreira, em setembro de 1940. É advogado, jornalista, escritor e poeta. O jovem José Carlos sempre viveu na Póvoa de Varzim, onde estudou, fez o Liceu e começou a escrever sobre cultura. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, e bateu-se pelos direitos e liberdades nas lutas académicas de 1961. Como advogado defendeu presos políticos, jornalistas e intelectuais. Com o 25 de Abril, dedicou-se ao jornalismo. Foi um dos fundadores do semanário “Jornal” e criou o “Jornal de Letras, Artes e Ideias”, que dirigiu durante 45 anos. José Carlos Vasconcelos, numa conversa onde revela o seu desejo de uma cama de sol alugada para a eternidade, com Júlio Isidro no podcast Geração 40. Ouça aqui o novo episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Lamego, no dia 11 de Maio de 1949, um dos cineastas mais produtivos do cinema português. Poderia ter sido engenheiro. E não foi por um triz, porque não quis. Poderia ter sido artista gráfico com talento para o desenho, fez ilustrações e mais algumas coisas, mas ficou-se por aí. Gostava de ver cinema. Escreveu sobre cinema. Andou à boleia pela Europa para ganhar dinheiro para ir ao cinema e o 25 de Abril abriu lhe as portas do cinema. Diz que, como não sabe fazer policiais franceses, comédias espanholas ou entretenimento à americana, faz cinema português. Tem um culto especial por Manoel de Oliveira e aprendeu muito com o Mestre. Para João Botelho, os filmes são histórias e o cinema é a forma de mostrar. Gosta da noite, do Benfica, das pessoas, da alegria. Não deixa nada por dizer e afirma que vivemos um tempo em que os ignorantes são arrogantes, chegam ao poder e mandam. João Botelho é o convidado desta semana de Geração 40, com Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
António Moutinho de Almeida Bessone Basto nasceu em Algés, às 07h00 do dia 9 de Novembro de 1945. A parteira Dona Cesaltina salvou o menino que trazia o cordão umbilical à volta do pescoço. Foi a primeira vitória deste atleta nascido para vencer. Meia hora após chegar a este mundo, já estava inscrito como sócio do Sport Algés e Dafundo. Neto do fundador do clube e filho de desportistas, o 'Tony' só podia vir a ser o que foi: um caso único de atleta completo em várias modalidades, desde o andebol, o râguebi, atletismo, basquetebol, hóquei patins, ginástica, pesca desportiva, judo, karaté e, claro, a natação, onde tem inúmeros recordes. É o atleta mais medalhado do país, ostentando mais de 1500 troféus. O menino que foi, ou tentou ser, o melhor em tudo, menos na escola, atravessou o Tejo a nado com oito anos, entre Trafaria e Algés, à frente de muitos séniores. Participou nos Campeonatos da Europa em Leipzig, em 1961, e nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. No andebol pelo Sporting, foi guarda redes e esteve na conquista de cinco campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal e um Campeonato Regional. No Geração 40 de hoje, mergulha com Júlio Isidro nas águas da memória. Oiça aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Lisboa em 1947. Cresceu e bem por aqui, e depois da escola de que iremos falar, foi parar ao nosso Liceu Camões, onde, para além de cantar no Orfeão, lia a preceito os textos da aula de Religião e Moral. No Liceu, foi mordido pelo saudável vírus que, ao circular nas veias, desenvolve uma paixão pela rádio, doença autoimune para toda a vida. Da equipa radiofónica de emissão do Camões à Rádio Universidade foi outro passo que lhe aconteceu até à estreia, ainda só com 16 anos, no programa Ritmo 64 do Rádio Clube Português. João David Nunes está inscrito por mérito próprio e muito trabalho na história da rádio em Portugal. Locutor com uma voz inconfundível, produtor, realizador de inúmeros programas, alguns dos quais tão originais e inovadores, que só teriam lugar na rádio quando a lei ainda não era a dos números e do consumo. A criação da Rádio Comercial, em março de 1979, abriu uma janela de criatividade e inovação, onde tanta coisa aconteceu na companhia de antigos, novos e, na altura em plena atividade, reconhecidos profissionais. Nasceu para liderar equipas em diversas atividades, todas elas ligadas à comunicação social. É ele ainda a voz do cinema, tantos os trailers de filmes que promove de forma inconfundível. É ele, que dedica muito do seu tempo ao Centro Nacional de Cultura. É com ele que Júlio Isidro conversa neste episódio de Geração 40. See omnystudio.com/listener for privacy information.
António Homem Cardoso nasceu num lugar de São Pedro do Sul, no dia 11 de Janeiro de 1945. Aos dez anos, desceu à grande cidade para viver com a madrinha e servir como marçano numa mercearia. Não era essa a vida que parecia estar destinada num clique daqueles que mudam a vida, assistiu à rodagem de um filme estrangeiro e foi apadrinhado pelo actor principal que lhe ofereceu a primeira máquina fotográfica. Foi fotógrafo vadio e fez instantâneos da vida de Lisboa. Como a sorte dá muitas vezes a mão aos lutadores, viu duas fotografias suas serem publicadas. E assim começou a travessia de um dos maiores fotógrafos portugueses, aprendendo sozinho e olhando para o mundo através do visor da sua máquina. É incomensurável a obra do menino que se fez homem, a registar no objectiva as almas de tantas celebridades. Também o número de livros publicados, com imagens e até textos seus, vai já para além, muito para além de uma centena. A música portuguesa tem nos seus intérpretes muitas capas com fotos por si assinadas. Monárquico convicto, é o fotógrafo oficial da Casa Real Portuguesa, de quem tem uma alta condecoração, mas também é comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, título outorgado por um Presidente da República. Registou Amália, Marcelo Rebelo de Sousa, José Saramago ou o Papa João Paulo II, é um manancial de milhares de vidas numa só vida. Ouça a história de António Homem Cardoso no Geração 40, de Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Vila Real em janeiro de 1948. Embaixador durante 40 anos e com uma vida preenchida de cargos que desempenhou sempre com entusiasmo e competência. Estudou no Liceu de Vila Real e foi durante a tentativa de ser engenheiro eletrotécnico que pressentiu que a carreira passaria por outros circuitos. Diz que a graça da vida está no “improviso”, fez rádio, jornalismo e licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas, entrando na carreira diplomática sem que isso tivesse sido um projeto de vida. Estava na tropa quando se deu o 25 de Abril, não se considera “herói da Revolução”, mas deu uma mão. Teve uma mão ativa nos tratados de Amesterdão e Nice e no Acordo de Schengen no âmbito da construção da União Europeia. E estava em Nova Iorque quando aconteceram os atentados de 11 de setembro de 2001. O embaixador Francisco Manuel Seixas da Costa é o convidado do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em maio de 1944, na freguesia da Barroca, no concelho do Fundão, e foi registada com o nome de Maria Isilda da Gama Gil. Com pouco mais de um ano veio para Lisboa. Com 14 anos, deixou a casa do pai e da madrasta. Sempre quis ser aquilo que viria a ser - atriz. Começou por oferecer violetas na promoção da peça Margarida da Rua, no Teatro Monumental, “Em Boa Verdade”, e na peça “Vamos Contar Mentiras”, que estreia ao lado de Florbela Queiroz e Raul Solnado. Muito da aprendizagem de cultura, teatro e de vida aconteceu numa “universidade” chamada Café Monte Carlo, mesmo ao lado do teatro onde cresceu. Aventureira e lutadora, com 21 anos estudou representação em Paris, aprendizagem que acumulou com as dignas tarefas de limpar casas e lavar pratos em restaurantes. O país conhece-a como Lia Gama e reconhece-a como uma das mais talentosas atrizes do nosso teatro, cinema, televisão e canção. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Vitorino Salomé Vieira nasceu no Redondo a 11 de junho de 1942, com muita música em casa. Os pais, tios, os quatro irmãos e até o barbeiro se faziam ouvir e cantar. Cantavam uns com os outros. Ouvia-se muito fado de Coimbra no Alentejo, pelo pai de Vitorino. O cantor estava destinado para as artes, com os seus anseios de criatividade e liberdade. Meio século de cantigas em muita vida deste homem do Sul. Com memórias luminosas e uma lua extravagante, o cantautor Vitorino Salomé é o convidado deste episódio especial de Geração 40 de Júlio Isidro, gravado no festival NOS Alive. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu no dia 4 de junho de 1948, em Lisboa, e foi registada com o nome de Olinda Maria Carvalheiro Costa. Cresceu entre Portugal e Angola e guarda memórias e cheiros de cá e de lá. É a quinta filha e foi sempre a “boneca” das irmãs que lhe faziam penteados e lavavam o cabelo com chá de cebola. Quando nasceu a família já tinha dinheiro, mas cedo aprendeu a lutar pela vida graças aos bons exemplos que tinha em casa. Não estava nos planos, mas fez o curso de Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. Escreveu livros escolares, mas o amor pela arte viria a tocar-lhe no coração. Tem uma carreira cheia: é autora, encenadora, atriz e tudo o que o teatro lhe pedir. No mundo da arte de representar todos a conhecem como Cucha Carvalheiro e é a convidada do novo episódio do Geração 40. Ouça aqui a conversa com Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Imagina um mundo onde a liberdade é quase total e o caos é uma opção. Bem-vindo ao universo de Grand Theft Auto, uma das maiores e mais influentes franquias da história dos videojogos. Desde a estreia, em 1997, o GTA revolucionou a forma de jogar ao criar cidades abertas, inspiradas na realidade, onde a sátira, a crítica social e a liberdade do jogador se tornaram marcas da saga. Liberty City, Vice City, San Andreas e Los Santos transformaram-se em cenários icónicos que atravessaram gerações e passaram a fazer parte da cultura popular. Neste episódio de estreia do Geração Gamer, revisitamos a evolução de uma série que redefiniu o conceito de mundo aberto, recordamos as histórias, personagens e momentos que marcaram milhões de jogadores e olhamos para o futuro, com a chegada do muito aguardado GTA VI, prevista para 2026. Para esta viagem entre nostalgia, inovação e cultura gaming, Cristiana Reis recebe dois fãs da franquia: o músico Diogo Piçarra e o criador de conteúdos João ‘Retro Raider’ Mateus, para uma conversa sobre o impacto de um jogo que continua a reinventar-se geração após geração. (0:00) Introdução ao jogo (7:25) Apresentação dos convidados (8:10) Conversa See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1941, advogado, professor e bibliotecário. Chama-se Rui Manuel Pinto Barbot Costa, mas também é Mário Claúdio - escritor prolífico da biografia, da ficção, do romance, da crónica, da novela, do teatro, da poesia e das palavras para o Fado. Duas identidades numa pessoa, tão diferentes, quase opostas na forma de estar na vida. O Rui Manuel vivia na Boavista e cresceu na alta burguesia. O Mário Cláudio nasceu por sua própria vontade e é por este nome que o lemos e ouvimos. Leitor compulsivo, pesquisador de estilos e investigador da portugalidade. Não se detém no passado e no que foi feito, porque o presente é este momento. Escreve sobre vidas reais que reinventa e, em alguns casos, sobre a sublime coscuvilhice. É autor do livro Cruzeiros de Inverno, Três vidas, Três histórias com um fim comum e inevitável. No novo episódio do podcast Geração 40, Júlio Isidro conversa com o Rui Manuel, mas sobretudo com Mário Cláudio, o escritor que acha que o livro é um objeto em vias de extinção. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quais são os jogos que jogamos? A partir de 4 de julho, os videojogos chegam aos podcasts da SIC Notícias com “Geração Gamer”, de Cristiana Reis. As franquias mais icónicas unem gerações em conversas que vivem da experiência dos gamers. Neste podcast, fazemos uma viagem até aos videojogos que moldam quem somos: os que nos acompanharam durante a infância, os que ainda hoje nos desafiam e os que nos fazem imaginar o futuro. Este é um espaço para todos. Para os que sempre jogaram, para os que pararam e voltaram, para os que têm apenas recordações e até para os curiosos. Histórias, memórias, cultura e curiosidades: tudo cabe aqui. Vamos jogar? See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu a 28 de Maio de 1943. Herdou dos pais a arte de comunicar e a liberdade de a praticar. Queria ser escritora, mas depressa descobriu a vocação para interpretar. Atriz e encenadora, é apelidada de grande senhora do Teatro português, título de que não gosta especialmente. Começou no teatro do Grupo Cénico da Faculdade de Letras de Lisboa. O curso de Filologia Românica ficou pelo caminho porque o rumo como atriz já estava traçado. Integrou o grupo dos fundadores da Casa da Comédia, do Teatro Experimental de Cascais, do Teatro e da Barraca - este último com quem vive uma ligação feita de lutas, conquistas, suor, lágrimas e alegrias de 50 anos que agora se assinalam. Maria do Céu Guerra sente o tempo, tal como todos nós, a correr vertiginosamente, mas continua andando mais devagar. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Magalhães. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Fernando Travassos Tordo nasceu em Lisboa, freguesia dos Anjos, no dia 29 de Março de 1948. Compositor, autor, cantor e também pintor, começou a cantar no coro do Colégio Moderno e, aos 16 anos, acompanhava-se à viola em canções de Cliff Richard e dos Beatles. Claro que na onda do rock dos anos 60 tinha de estar numa banda, que naquele tempo se chamavam conjuntos, “Os Deltons”. Aos 20 anos estava n’Os Sheiks”, a mais famosa banda conjunto da época e vieram os festivais da Canção, onde participou sete vezes. Ganhou dois. E se “A Tourada” foi canção de escárnio para toda a gente perceber, o “Portugal no Coração” já trazia cravos ao peito. Fernando Tordo tem vivido a vida sem procurar tenazmente ser consensual. Mas conhece o preço. Não é um emigrante, mas um viajante à procura de paz numa ilha ou de alegria num país onde a música é rainha. Ouça a conversa com Júlio Isidro, no Geração 40. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em maio de 1947, em África. De Angola guarda os espaços, as cores e o tempo. Viveu no Porto e mais tarde em Lisboa onde viu a Primavera "pela primeira vez", conta. Já convivia com a pintura em casa, mas tornou-se pintora por acidente. Viajou por diversas paragens, mas Paris foi a essência da carreira e a assinatura inconfundível da sua obra. Gosta de cores suaves, mas também pinta com tons fortes, principalmente quando olha para o mundo com olhos de esperança e luta. Quando perdeu o seu estúdio de 45 anos refugiou-se em casa, mas as suas mãos, que um dia a atraiçoaram, quase pondo fim à sua paixão pelos pinceis e tintas, trouxeram-lhe uma segunda vida. Ama pintar, entregou-se à arte durante tantos anos que nunca pensou ter uma família. Dezenas de prémios representam a vida de Gracinda Candeias. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40 See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu no Porto no dia 16 de Outubro de 1949. Filho de um professor universitário e de uma famosa cantora, aos 76 anos ainda há gente que o trata por “filho da Clarinha”, conta. Formou-se em medicina, especializou-se em psiquiatria e mestrou-se em sexologia. É conhecido pelo país inteiro que se prende às suas palavras de notável comunicador na rádio, televisão ou em conferências. Tem diversos livros publicados, desde “O Sexo dos Anjos ao Amor” a “Reflexo”. Diz que vai fazendo o exercício de moldar a passagem do tempo, que é como quem diz, envelhecer. O psiquiatra e professor de antropologia, Júlio Machado Vaz é o convidado do episódio especial do Geração 40, gravado ao vivo no Festival Podfest no Porto. Ouça aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu a 4 de Fevereiro de 1942, na Chamusca. Poderia ter sido advogado, mas a barra dos tribunais não o atraía. Ou professor de ginástica – gostava da barra fixa, mas o sonho era outro. Fez um flic flac na vida e defendeu a tese de que tinha nascido para a música. Aos 14 anos, fundou o seu primeiro conjunto, assim se chamavam as bandas, Os Babies, a fazerem versões de músicas da moda. A sua primeira composição, aos 17, chamava-se Andorinha e trazia a Primavera talvez de uma vida dedicada à música. Os tempos de Coimbra foram de mais música do que de estudos, mas o melhor ainda estava para acontecer. O Quarteto 1111 foi o projecto musical que agitou as águas da música portuguesa e a lenda de El-Rei Dom Sebastião e o álbum com o mesmo nome tiveram tanto sucesso público quantos os cortes da censura. Compôs 1000 canções, vendeu 3 milhões de discos, tem 40 discos de ouro, prata e bronze em casa. “Menino prodígio” é nome de uma canção sua, mas prodigioso é o seu amor pela música, que, sobretudo, o diverte muito. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Chama-se Ana Maria Borges de Oliveira Martinho e nasceu em abril de 1946. Em casa era a Anny, a menina que lia vorazmente e afirmava que queria ser escritora. E foi. O primeiro livro que leu, A Casa de Vidro, talvez tenha sido a semente. Antes de terminar o curso de Filosofia, foi professora de português em Moçambique. Ana Magalhães é uma contadora de histórias inspirada na tia viúva que encantava quando era jovem. Tem muita obra literária a solo, mas a parceria com Isabel Alçada fez de ambas as mais conhecidas criadoras de sonhos e aventuras de tantas gerações. Ana Maria Magalhães é a convidada do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Anadia, Mogofores, em outubro de 1946. O país conhece-o por Toni e é um dos futebolistas mais queridos dos adeptos. Benfiquista desde sempre, começou a jogar no lar da Igreja e acabou no Estádio da Luz e como titular na Seleção Nacional. Quando sentiu que as botas lhe pesavam abraçou a carreira de treinador. Como Mister Toni trabalhou em seis países, desde França, Irão e até Kuwait. Neto de agricultores, cresceu numa família minimamente “desafogada”. Não esquece as origens futebolistas no Anadia Futebol Clube e será para sempre grato ao capitão Mário Wilson que o levou para os grandes palcos do futebol. Foi no Académica em Coimbraque abriu os horizontes e percebeu que o caminho no futebol ia ser duro. Em 1968 vai para o Benfica numa transferência de pouco mais de 600 euros. Aos 79 anos continua ligado ao futebol no cargo de vice-presidente da Seleção Nacional. António José da Conceição Oliveira, Toni, é o convidado do novo episódio do Geração 40 conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Praia de Granja em novembro de 1946. Filha de mãe brasileira e de pai português que nasceu na Suíça, foi sempre uma criança com muita energia, fruto da mistura da família. É conhecida por todos como Teté, criadora da maravilhosa personagem da mulher palhaço. Viveu em Angola, partiu de casa dos pais aos 16 anos e andou pelo pelo mundo a viver e a sonhar com a arte. Esteve por Londres, trabalhou em restaurantes, lojas e aprendeu o que a criatividade pode fazer pela felicidade dos outros. Pelas ruas de Paris, de saias e nariz vermelho, animava quem passava. Na Hungria frequentou uma escola de circo e só voltou a Portugal depois do 25 de Abril. Numa antiga prisão de mulheres, criou o Chapitô onde há mais de 40 anos que prova que a integração social através das artes e ofícios é causa que podia fazer do país um lugar de melhor. Teresa Ricou, Teté, é a convidada do novo episódio do Geração 40 conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Lousa, no concelho de Castelo Branco, em junho de 1942. Cresceu na pequena freguesia de Lousa com cerca de 600 habitantes. Frequentou o Liceu Nuno Álvares até perceber que queria “ir para a tropa, os pais queriam que fosse padre, médico ou engenheiro. Foi para Lisboa para estudar na Academia Militar, aos 18 anos. Era um bom cadete, mas a farda não lhe ficava lá muito bem. Antes de partir para a guerra propôs um lema para o batalhão: “Contrariados, mas vamos!” Quando voltou, vinha decidido a não voltar para a guerra. Queria mudar os ventos da história. Não participou na revolução do 25 de Abril no continente, mas dirigiu as ações do MFA no arquipélago dos Açores, onde estava preso. Está na história da Revolução dos Cravos como personagem de destaque. O coronel da reserva, Vasco Lourenço é o convidado do novo episódio do podcast Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Gosta de jogar Bridge, onde é bastante bom, tendo sido Vice-Campeão Nacional por equipas. Presidente da Associação 25 de Abril. É frontal, não deixa nada por dizer. Polémico e vamos conhecê-lo para além da farda militar, como cidadão do nosso país. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em dezembro de 1947, em Lisboa. Estudava muito, era um “bocado machona” e andava sempre “metida em tanta coisa” que deixava tudo para a “última hora”. Queria ser arquiteta e saiu de Belas-Artes com uma nota final de 17 valores. Trabalhou com os melhores, entre eles Nuno Portas e Gonçalo Ribeiro Telles. As questões da habitação sempre habitaram nas suas preocupações e uma tese sobre o tema custou-lhe a experiência de ser presa pela PIDE. Muito nova foi eleita deputada à Assembleia Constituinte e participou neste capítulo histórico que foi a elaboração da nossa Constituição. Era das poucas mulheres no parlamento. Mulher de direita democrata e só esteve quando e onde se sentia bem e realizada. Dirigiu jornais, apoiou Mário Soares à Presidência da República , e acabou por sair do seu partido de origem, o PSD, para ser deputada independente. Professora universitária nas cadeiras de Urbanismo e Cidadania, fundadora da intervenção feminina e dinamizadora do Movimento Sim, pela tolerância no referendo, pela despenalização da interrupção Voluntária da gravidez. Maria Helena do Rego da Costa Salema Roseta é a convidada do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Aldeia Nova de São Bento, no concelho de Serpa, no Alentejo, em maio de 1945, poucos dias depois do fim da Segunda Guerra na Europa. Era o mais novo de seis irmãos de uma família de lavradores e ganadeiros abastados. Todos queriam que estudasse para ser doutor, veio para Lisboa para estudar na Faculdade de Letras, mas o teatro falou mais alto. Passou a frequentar a Escola de Teatro do Conservatório às escondidas da família. Aos 18 anos, estudava e trabalhava na Companhia de Teatro Nacional D. Maria II. Foi assim que começou uma carreira de ator que, passados 12 anos, trocou pela de autor e encenador. O teatro em Portugal tem diversos capítulos com o nome de Filipe La Féria, o convidado do novo episódio do podcast Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Lisboa a 23 de março de 1944. Tinha três anos quando posou para a revista “Modas e Bordados”. Foi crescendo no seio de uma família tradicional e aos 11 anos deu início aos estudos de ballet. É neta da escritora, atriz e responsável pelo teatro radiofónico da Emissora Nacional. Estreou-se em televisão como apresentadora do "Programa Juvenil" da RTP, na companhia de João Lobo Antunes e de Júlio Isidro. Deixou Lisboa porque lhe “faltava o ar” e tinha sonhos maiores. Emigrou com um grande amor que resultou no nascimento do filho Miguel. Lá fora a vida não foi fácil, durante três meses comeu “arroz com ervilhas”. Voltou para Portugal e estreou-se no Teatro Estúdio de Lisboa com a peça "Testemunho Inadmissível". Lutou muito para dar forma e corpo à profissão que escolheu. Foi babysitter e hospedeira de terra da TAP. Pisou palcos de muitas companhias do Teatro de Animação de Setúbal à Barraca, ao Teatro Experimental de Cascais, ao D. Maria II. As participações em televisão são incontáveis. Diz que não há “nada mais sério do que o humor no cinema”. Só se cansa quando não está a trabalhar e aos 82 anos tem “mais trabalho do nunca”. A atriz Lídia Franco é a convidada do novo episódio do Geração 40. Ouça aqui a conversa com Júlio Isidro See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Angola a 18 de Setembro de 1946. Veio com a família para Lisboa com pouco mais de um ano e meio. Aos quatro anos não largava o piano vertical. A paixão pela música cresceu durante o Liceu. Formou-se em Direito, mas a música esteve sempre em primeiro lugar. Tirou o curso de piano no Conservatório Nacional de Música. Em 1969 deu o primeiro concerto profissional no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, onde comemorou 50 anos de carreira. Como oficial miliciano, esteve nos dias de antes e depois do 25 de Abril, e viveu histórias que um dia deveria escrever. Tem milhares de quilómetros percorridos para se apresentar nas mais prestigiadas salas de todo o mundo. Ganhou prémios em competições nacionais e internacionais. Adriano Jordão, um pianista diplomata, um cidadão do mundo que sente que a vida é muito mais do que um piano é o convidado do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na estreia do podcast Geração 2000, Manel Rosa senta-se à conversa com Rui Pedro Silva, 22 anos, nascido em Oliveira do Douro, e já com um percurso que desmente qualquer ideia de que esta geração anda à deriva. Entre memórias de um primeiro contacto com o teatro num campo de férias — ainda sem saber bem ao que ia, mas com vontade de tentar — e a estreia profissional no Centro Cultural de Belém, o ator revisita um caminho feito de tentativa e erro, onde a curiosidade falou sempre mais alto do que o medo. Foi esse impulso que o levou até ao cinema, com “Restos do Vento”, de Tiago Guedes, apresentado no Festival de Cannes, e a um improvável “encontro de segundo grau” com Ethan Hawke. Mas é na televisão que o país o reconhece: do fenómeno do remake de “Morangos com Açúcar” às nomeações para os Globos de Ouro, passando pela novela “Herança”, onde a história de “Teresinha e Bernardo”, com Laura Dutra, se tornou viral e conquistou milhões. De regresso ao palco, com “Brokeback Mountain” e em breve “O Clube dos Poetas Mortos”, no Teatro da Trindade, Rui Pedro Silva mostra que esta geração não espera por oportunidades: cria-as. Um episódio sobre começos, exposição, pressão e ambição, na estreia do Geração 2000, todas as quartas-feiras, no site da SIC, SIC Notícias e Expresso, e em todas as plataformas de podcast. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em abril de 1940, em Tomar. Todos a conhecemos como o rosto do novo cinema português em “Verdes Anos”, de 1962. Escritora de poesia, desenhadora, pintora, autora e intérprete de canções. Tudo começou aos 5 anos, quando viu uma menina a dançar “em pontas”. Soube que queria ser bailarina, e foi. Viu teatro na televisão e pouco tempo depois estava lá dentro a representar. Viveu em África, ainda criança, passou pelo Oriente, Américas e Europa, voltou para Portugal e fez do cinema ofício. Com 83 anos gravou um disco - “Português Suave”. Isabel Ruth é a convidada do novo episódio do Geração 40 conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A geração que inaugurou o século XXI cresceu entre dois mundos: começou com Nokias 3310 e hoje vive com smartphones sempre na mão. Foi a primeira a descobrir a Internet em casa, a levar para a escola o computador Magalhães e a trocar a televisão pelo YouTube. Também foi a geração que ouviu falar da troika ainda em criança e que cresceu num mundo que muda cada vez mais depressa. Neste Geração 2000, Manel Rosa conversa com os jovens que querem mudar o mundo à semelhança do seu tempo... rapidamente. Todas as quartas-feiras, episódios com artistas, ativistas, atletas, empreendedores e académicos, que traçam o retrato de uma geração marcada por profundas transformações tecnológicas, sociais e culturais. Entre memórias de infância e ambições de futuro, mostrando que os nascidos a partir do ano 2000 não só acompanham a mudança, como já estão a transformá-la. Não perca em todas as plataformas de podcast, e no site da SIC, SIC Notícias e Expresso. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Lisboa a 26 de janeiro de 1949. Filho de médico e de engenheira química, seguiu a profissão do pai e é um dos mais reconhecidos cirurgiões na área da cirurgia e ou bio pancreático. Operou três Presidentes da República - o tio, Mário Soares, e o amigo de infância e “irmão” Marcelo Rebelo de Sousa. Frequentou o Externato Lar da Criança e teve de repetir a quarta classe com o amigo Marcelo Rebelo de Sousa. É sócio do Sporting Clube de Portugal desde nascença e nem mesmo quando estudou em Cambridge deixou de pagar as quotas. Com 77 anos é autor de uma vasta obra literária, com diversos livros publicados. Todos conhecemos Eduardo Barroso, um personagem fascinante, polémico e sem papas na língua. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Vieiro, Vila Flor, a 17 de março de 1948. A menina transmontana frequentou a escola primária em Vieiro, em 1955. Sempre quis ser pintora, começou pelos lápis de cor até que um dia o pai lhe ofereceu uma caixa de aguarelas que gastou até ao fim. Com nove anos disse à mãe o que queria ser quando fosse grande e ouviu: “Pintora? Para quê? Os pintores morrem todos à fome”. Viveu em Moçambique dois anos, voltou fez o Liceu em Bragança e desenhou o primeiro de três cenários de teatro da sua carreira: “O Auto da Alma”, de Gil Vicente. Em criança, os serões de Inverno eram passados à lareira a ouvir histórias da guerra civil de Espanha e da Segunda Guerra Mundial. Quando chegava a Primavera fazia colares com malmequeres e no Verão dormia num colchão, na varanda, no meio os avós, para combater o calor. Graça Morais é uma das pintoras mais originais do país. Com a sua arte tocou em todas as artes, desde a pintura nas telas, cenografia, filmes, livros à arte pública. Ouça aqui o novo episódio do podcast Geração 40 conduzido por Júlio Isidro See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Ílhavo em abril de 1948. Chegou a Lisboa aos 17 anos para frequentar o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Terminado o curso, fez o serviço militar durante três anos na Marinha Portuguesa. Tem repartido a vida entre o mundo das finanças e o serviço público, foi secretário de Estado nas áreas do Trabalho e da Segurança Social e ministro das Finanças. Sempre encarou essas funções como “missões” no sentido de melhorar a vida dos portugueses. Tem a sua marca em associações de natureza Cívica, Misericórdias, Rede de Cuidadores, Comissão Nacional de Justiça e Paz e Conferência Episcopal Portuguesa para os Assuntos Sociais e Éticos. É autor de diversos livros de reflexão sobre a vida e também sobre botânica, uma das suas paixões. É Benfiquista de corpo e alma e confessa ser o único caso em que, por vezes, não controla as emoções. António José de Castro Bagão Félix é o convidado do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em março de 1943. “Saiu” de casa com 15 dias e foi criada por duas tias, a Dona Aurora e a Dona Maria Arminda, ainda hoje vivas. Fez o liceu e formou-se em Filologia Germânica, na Faculdade de Letras de Lisboa. Aos 18 anos, já era jornalista no Diário de Lisboa. Foi numa redação que conheceu o marido e pai dos filhos, o escritor e crítico de televisão Mário Castrim. Passou pelo Diário Popular, Diário de Notícias e Jornal de Notícias, entre outras publicações. Viveu em Paris e foi testemunha do Maio de 1968, onde naquela altura era proibido proibir. Em 1979, lançou o primeiro livro infantil juvenil “Rosa, Minha irmã Rosa”, já traduzido em línguas que nem a própria sabia que existam. Tem uma obra com mais de 80 livros e centenas de visitas as escolas. Vive na Ericeira, e só sai de casa quando a convencem muito bem. Bebe 20 cafés por dia, faz o culto da boa disposição e tem uma gargalhada fresca e reconfortante. A escritora Alice Vieira é a convidada do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Vilar de Andorinho, em Vila Nova de Gaia, numa manhã cedo do dia 14 de janeiro de 1949. Ainda bebé mudou-se com a família para Oliveira do Douro, onde viveu até aos 10 anos. Depois da separação dos pais, veio para Lisboa e foi na capital que estudou e encontrou a sua vocação na rádio. Foi menino de coro da Igreja, mas mais “malandro” do que certinho. António Manuel Sala Mira Gomes entra na RTP pela “Porta das Canções”, para depois se estrear como apresentador de diversos programas. Quem não se lembra do famoso Vai ou Taxa? Gravou discos, participou no Festival da Canção, publicou o famoso livro “Anedotas de Sala” e conquistou milhares de ouvintes com o programa “Despertar”- um dos casos mais notáveis da história da rádio em Portugal. António Sala é convidado do novo episódio do podcast Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nasceu em Lisboa no final da 2ª Guerra Mundial. Cresceu no seio de uma família grande, de origem aristocrática, numa casa que conserva grandes memórias. São três irmãs que seguiram caminhos diferentes, e o caminho de Maria João Avillez estava destinado à comunicação social. Estreou-se em televisão aos 17 anos, fundou jornais, fez rádio e entrevistou protagonistas, viveu e presenciou os grandes acontecimentos dos últimos 50 anos. Maria João Avillez é a convidada da estreia de Geração 40, o novo podcast conduzido por Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que cresceu com os racionamentos e a sombra da guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram? “Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. Todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida. O primeiro episódio sai no dia 12 de fevereiro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. A canção tornou-se um dos maiores sucessos da carreira de Milu e foi muito difundida na rádio. Décadas depois, ganhou nova vida com a versão rock dos Xutos & Pontapés, o que a levou a ser conhecida por várias gerações, dos mais velhos aos mais novos. Não há mote mais transversal do que este para voltarmos aos anos 40 em 2026. Acompanhe-nos nesta viagem! See omnystudio.com/listener for privacy information.