O Assunto
G1
Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo. O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk
Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo. O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk
A onda de protestos pela Europa e a crise do custo de vida
Episódios
Convidado: Thomás Zicman de Barros, cientista político, professor, pesquisador associado ao Centro de Pesquisas Políticas da Sciences Po Paris e autor do livro 'Do que falamos quando falamos de populismo'. Quando a espanhola Maricarmen Abascal, de 87 anos, foi despejada da casa onde vivia há mais de sete décadas por não ter condições de arcar com o aluguel, milhares de pessoas começaram a ir às ruas na Espanha. Na mesma época, meados de setembro, estudantes secundaristas iniciaram uma série de protestos na França contra as más condições das escolas públicas – um movimento que chegou a levar mais de 500 mil pessoas aos atos em um só dia. O efeito contagioso das manifestações chegou a vários países, como Alemanha, Itália, Bélgica, Albânia e Sérvia, onde o movimento estudantil conseguiu vencer nas urnas o partido do presidente Aleksandar Vučić, que governava o país desde 2014. O estopim dos protestos é diferente em cada país, mas todos compartilham o mesmo espírito do tempo: o custo de vida ficou caro demais. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com o cientista político que estuda movimentos populistas Thomás Zicman de Barros. Thomás descreve o que há de comum e o que há de específico nestes protestos e explica a comparação com os protestos de Maio de 1968. Ele também analisa as potenciais consequências dessa onda de manifestações para a democracia europeia.
Convidados: Guga Chacra, comentarista em Nova York da Globonews, TV Globo, rádio CBN e jornal O Globo; e Filipe Figueiredo, historiador, apresentador do podcast Xadrez Verbal e colunista do jornal O Estado de São Paulo e da rádio CBN. Nesta terça-feira (3), os eleitores americanos vão às urnas para votar nas midterms, ou seja, nas eleições realizadas quando o mandato presidencial está pela metade. Esta votação é vista como uma espécie de referendo da população sobre o desempenho do presidente: quanto melhor sua avaliação, maior a chance de construir maioria no Congresso e de eleger seus aliados nos estados. Estão em jogo todas as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais. Hoje, o partido Republicano, de Donald Trump, controla as duas casas com maioria apertada. Mas as pesquisas de opinião apontam que o presidente americano está em seus níveis mais baixos de aprovação e indicam que o partido Democrata pode impor uma derrota dupla a Trump. Neste episódio, Victor Boyadjian recebe dois convidados. Ele conversa com o jornalista Guga Chacra, que analisa, diretamente de Nova York, o mapa eleitoral americano e a influência da política externa de Trump para o humor do eleitor. Victor entrevista também o historiador Filipe Figueiredo, que analisa todos os cenários possíveis para o Congresso americano e suas consequências para o mundo.
Brian Winter, analista político e editor-chefe da revista Americas Quarterly, e Roberto Jaguaribe, diplomata, ex-embaixador na China, Alemanha e Reino Unido, e conselheiro consultivo e internacional do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). Os olhos do mundo estavam virados para o Brasil no último domingo (25). Diante de uma onda de candidatos de direita vencedores nas mais recentes eleições na América Latina e de uma possível interferência de Donald Trump por aqui, havia uma grande expectativa sobre que caminho os brasileiros escolheriam para os próximos quatro anos. A vitória de Lula (PT) – seguida pela fuga do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL) – coloca de vez o Brasil em rota contrária à do governo americano e dos vizinhos latino-americanos, mas aproxima o país de outros parceiros globais, como China e União Europeia. Neste episódio, Victor Boyadjian recebe dois convidados para analisar o lugar do Brasil no tabuleiro global. Ele conversa com o analista político Brian Winter sobre como a vitória de Lula virou um exemplo de como enfrentar Trump. Depois, o diplomata Roberto Jaguaribe explica como deve ficar a relação do país com seus principais parceiros.
Convidadas: Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo e âncora e comentarista da rádio CBN, e Isabela Kalil, coordenadora do Observatório da Extrema Direita e autora dos livros "Política Sintética" e "Cartografia da Extrema Direita". O candidato derrotado na eleição deixou o Brasil pela fronteira argentina, voou até o Equador e, de lá, partiu para sua última parada: Miami. Já nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma carta ao povo brasileiro na qual afirma ter visto, no domingo (25), uma "fraude eleitoral" e se reivindica "como o verdadeiro presidente eleito do Brasil" – trecho que foi substituído minutos depois por "líder do Brasil". A fuga do senador surpreendeu até seus aliados, como reconheceu o também senador Rogério Marinho (PL-RN), que foi seu coordenador de campanha, e deixou a oposição sem uma liderança clara. Nos EUA, o governo Trump concedeu visto humanitário para Flávio e o presidente americano afirmou que deu a autorização para ele entrar no país, mas que "não vai se envolver" sobre as denúncias sem prova do candidato derrotado. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista duas convidadas. Primeiro, ele conversa com a jornalista Vera Magalhães sobre o teor da carta de Flávio e o vácuo que o senador deixa na direita ao fugir para os EUA. Depois, quem participa é Isabela Kalil, coordenadora do Observatório da Extrema Direita, sobre a rede internacional formada pelos Bolsonaros, Donald Trump e mais líderes, como Javier Milei, da Argentina.
Convidados: Juliana Braga, repórter da GloboNews, e Renato Stanziola Vieira, doutor em direito processual penal, ex-Presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais e sócio-fundador da Kehdi Vieira Advogados. Na noite de domingo (25), minutos depois de o TSE oficializar o resultado da eleição, a Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada no inquérito que investiga o senador e o empresário Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro – Flávio também é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no caso do financiamento do filme "Dark Horse". O senador não entregou os passaportes no prazo determinado pela Justiça e ficou incomunicável até para seus aliados políticos. Na manhã de terça-feira (27), informações desencontradas indicavam que Flávio Bolsonaro havia deixado o Brasil, e a PF acionou o governo argentino sobre uma possível fuga. À tarde, a agência de notícias Reuters foi a primeira a confirmar que Flávio deixou o país em direção aos Estados Unidos. Neste episódio, Victor Boyadjian recebe dois convidados. Primeiro, ele conversa com a jornalista Juliana Braga sobre a rota de fuga de Flávio Bolsonaro. Depois, Victor entrevista o jurista Renato Stanziola Vieira a respeito da situação jurídica do senador.
Convidada: Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico, comentarista da rádio CBN e da GloboNews. Para reverter o resultado do 1º turno, quando ficou 2 milhões de votos atrás de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT) lançou mão das mais diversas estratégias: atuação ativa nas redes sociais, mobilização de apoiadores em manifestações de rua e um pacote amplo de políticas públicas populares, como o aumento do Bolsa Família, o perdão das dívidas dos MEIs e o fim da escala 6x1. Houve também um realinhamento na campanha, com destaque para dois nomes, citados por Lula no discurso da vitória: o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o deputado e "general" do exército digital do presidente, André Janones (Rede). Todos esses elementos lançam sinais a respeito do que será o próximo mandato do presidente, que irá enfrentar um conjunto de desafios ainda maiores: um Congresso mais hostil, um quadro fiscal mais apertado e uma relação mais acirrada com os Estados Unidos. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com a jornalista Maria Cristina Fernandes sobre o antes e o depois da vitória que deu a Lula seu quarto mandato. Maria Cristina também comenta a reação do mercado financeiro à eleição e projeta qual pode ser a política econômica dos próximos quatro anos.
Convidado: Thomas Traumann, comentarista da GloboNews e colunista do jornal O Globo. O resultado deste domingo (25) faz de Lula (PT) o primeiro brasileiro a realizar dois feitos: virar uma eleição do 1º para o 2º turno e vencer por quatro vezes a disputa para a Presidência da República. Os eleitores deram a Lula pouco mais de 64,2 milhões de votos (51,79% dos votos totais), uma vantagem de quase 4,5 milhões sobre Flávio Bolsonaro (PL, 48,21% dos votos totais) – no 1º turno, a distância de Lula em relação a Flávio é mais que o dobro daquela com a qual venceu Jair Bolsonaro em 2022. O domingo de eleição teve intercorrências no transporte público em diversas cidades, entre elas São Paulo e Salvador. As campanhas dos dois candidatos entraram com pedido de extensão do período de voto para as 19h; a de Lula foi também ao STF, onde o ministro Cristiano Zanin atendeu ao pedido. Em seu discurso pós-eleitoral, Flávio Bolsonaro disse que, por isso, não irá reconhecer o resultado das urnas. Já Lula agradeceu à população brasileira, criticou as big techs, afirmou que a comunicação digital ganhará espaço no governo e prometeu "fazer o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país". Neste episódio, Natuza Nery recebe o jornalista e analista político Thomas Traumann para analisar o resultado das urnas e o tamanho do desafio que Lula terá pela frente em seu quarto mandato.
Convidados: Eduardo Sincofsky, psicólogo e diretor do Projeto Plaza Pública, e Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group.
Convidado: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest. Saiu nesta quarta-feira (21) a segunda pesquisa Quaest para o 2º turno da eleição presidencial. O resultado aponta empate técnico, com vantagem de Flávio Bolsonaro (PL), 45%, em relação a Lula (PT), 44%. Na espontânea, os dois candidatos estão empatados numericamente com 40%, e chama a atenção um outro dado: o percentual de indecisos dobrou de 7% para 14% dos eleitores. Há mudanças significativas também nos índices de rejeição e medo. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o cientista político Felipe Nunes, que é diretor da Quaest. Felipe destaca o que vê de mais importante nesta rodada da pesquisa e analisa a percepção geral dos eleitores em relação aos candidatos. Ele também explica por que o número de indecisos e a "alienação eleitoral" serão fatores decisivos para o resultado de domingo (25).
Convidado: Pedro Fernando Nery, economista, consultor do Senado Federal e autor do livro "Extremos: um mapa para entender as desigualdades no Brasil". O programa foi criado em 2003, quando mais de 60 milhões de brasileiros viviam abaixo da linha da pobreza. Ao longo de duas décadas, o Bolsa Família se mostrou uma política pública eficiente para reduzir a pobreza e gerar efeitos positivos diretos na economia local, com contribuições também para o mercado de trabalho: um estudo da FGV aponta que beneficiários do programa ocupam 85% das vagas formais criadas desde 2023. Nesta última semana de campanha eleitoral, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trouxeram o Bolsa Família para o debate público e vêm apresentando propostas em relação a valores e regras de inclusão e permanência. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o economista Pedro Fernando Nery, autor do livro "Extremos: um mapa para entender as desigualdades no Brasil". Nery explica no detalhe o funcionamento do Bolsa Família e quais são os mecanismos que indicam a sua eficiência, e analisa também as ideias dos dois candidatos para o programa.
Convidado: Roberto Uchôa, pesquisador na Universidade de Coimbra e associado sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ex-policial federal e civil no Rio de Janeiro. Uma pesquisa Quaest publicada no mês passado mostrou que sete em cada dez brasileiros acreditam que a violência aumentou muito e que dois em cada três acham que os criminosos estão sendo menos punidos. São dados que explicam por que o tema da segurança pública é um dos mais presentes na campanha eleitoral – e mais ainda nos últimos dias. Na semana passada, o Senado discutiu em plenário a PEC da Segurança Pública e o presidente Lula (PT), em entrevista à TV Globo, afirmou pela primeira vez ser favorável à redução da maioridade penal – pauta também defendida pela oposição, mas com propostas diferentes. A entrevista de Flávio Bolsonaro (PL) colocou outro elemento em debate na arena pública: um projeto de lei que prevê o fim da identificação de munições. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o pesquisador e ex-policial civil e federal Roberto Uchôa. Uchôa explica como as armas e munições chegam às mãos dos criminosos e compara a legislação brasileira com a internacional.
Convidados: Maurício Stegemann Dieter, professor de Criminologia da USP e conselheiro da OAB-PR, e Vanessa Cavalieri, juíza titular da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Apresentada pelo governo federal, a Proposta de Emenda à Constituição que altera as atribuições da União, dos estados e dos municípios no combate ao crime foi aprovada na Câmara dos Deputados e enviada ao Senado em março. O texto ficou parado por meses, mas, na última semana, foi chancelado também pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa e levado para deliberação em plenário. Então, uma emenda foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) com o objetivo de reduzir a maioridade penal para 14 anos. Em seguida, o senador Camilo Santana (PT-CE) protocolou nova emenda, que reduziria a maioridade para 16 anos em casos de crimes hediondos. Sem acordo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tirou a votação de pauta. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois convidados. Primeiro, ela fala com o jurista criminologista Maurício Stegemann Dieter sobre os pontos fortes e pontos fracos da PEC e se a proposta pode, de fato, colaborar com o combate ao crime. Depois, ela conversa com a juíza Vanessa Cavalieri, que trabalha há mais de uma década na Vara da Infância e Juventude do TJ-RJ. Vanessa explica o contexto prisional de menores de idade e analisa se a redução da maioridade penal é uma resposta adequada ao problema da segurança pública.
Convidados: Fernando Neisser, professor de direito eleitoral da FGV-SP, e Bruno Mattos, coordenador de projetos do NetLab, da UFRJ. A campanha do presidente Lula (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, e ampliando a divulgação de posts de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL). Inclusive, nesta quinta-feira (15), o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze decidiu que a Meta não pode interferir na distribuição de conteúdo político-eleitoral, sob multa de R$ 500 mil por dia. Esse é mais um capítulo da batalha das campanhas na Justiça Eleitoral, que nos últimos dias produziu um vaivém de decisões sobre a legalidade do canal "Exército do Lula" nas redes sociais – que chegou a ser retirado do ar duas vezes. Neste episódio, Natuza Nery recebe dois convidados. O jurista especializado em direito eleitoral Fernando Neisser analisa as decisões do TSE e aponta o que partidos e plataformas podem e não podem fazer. E o coordenador do NetLab, Bruno Mattos, explica as denúncias contra a Meta e analisa a dificuldade das autoridades em acompanharem irregularidades nas redes sociais.
Convidado: Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN. O plenário do Senado votou e aprovou nesta quarta-feira (14) a PEC que limita a jornada semanal de trabalho a 40 horas e estabelece uma escala de dois dias de descanso remunerado para cinco dias trabalhados: foram 75 votos a favor e 1 contra nos dois turnos. O movimento contra a escala 6x1 ganhou força nas redes sociais em 2023, quando o então balconista Rick Azevedo (que depois seria eleito vereador no Rio de Janeiro e, agora, deputado federal pelo Psol) publicou um vídeo que viralizou. Em 2025, a PEC foi apresentada na Câmara, onde foi aprovada em maio deste ano e enviada ao Senado. A pauta já contava com o apoio do governo e era uma das bandeiras de campanha de Lula (PT). A oposição se posicionava contra o texto, mas, na terça-feira, Flávio Bolsonaro (PL) mudou de posição e declarou voto favorável à PEC. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Bernardo Mello Franco sobre a tramitação política da PEC e as negociações que levaram à sua aprovação. Bernardo analisa os potenciais impactos dessa pauta para os eleitores e para a economia.
Convidado: Jairo Nicolau, cientista político, pesquisador do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da FGV-RJ e autor de 'O País Dividido: Duas Décadas de Eleições Presidenciais no Brasil' e 'O Brasil Dobrou à Direita: uma Radiografia da Eleição de Bolsonaro'. Eleição após eleição, cresce o índice de eleitores que não comparecem às urnas. Neste ano, foi registrado o recorde de abstenção para uma eleição presidencial: cerca de 33,5 milhões de eleitores, o equivalente a um a cada cinco brasileiros aptos. Agora, os dois candidatos que chegam ao 2º turno disputam este enorme contingente de votos. Neste episódio, Natuza Nery recebe o cientista político Jairo Nicolau para explicar quais são os diversos perfis deste eleitor que não compareceu às urnas e apontar quais os motivos pelos quais estes mesmos eleitores podem se convencer a votar em Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT) no 2º turno. Jairo também analisa os dados desta eleição – que classifica como um “3º turno” de 2022 – e indica que fatos novos poderiam mobilizar o eleitorado.
Convidadas: Tatiana Vargas Maia, professora de Relações Internacionais da UFRGS, e Marina Basso Lacerda, doutora em ciência política e pesquisadora da USP e da UnB. Nos EUA, fazem sucesso entre grupos ultraconservadores conteúdos sobre onde supostamente deveria ser o lugar da mulher. Nas redes sociais, as vertentes mais extremas defendem até que o voto feminino deve ser proibido; em troca seria estabelecido o voto familiar, no qual o homem da casa decide e vai às urnas. Mais recentemente, esse movimento de caráter antifeminista vem encontrando eco também no Brasil, país onde as mulheres têm direito ao voto desde 1932 – nos EUA, o sufrágio universal já tem mais de um século. Nesta eleição, candidatos e candidatas conquistaram grande quantidade de votos – exatamente no mesmo pleito no qual o Congresso Nacional registra recorde de parlamentares mulheres. Neste episódio, Natuza Nery tem duas convidadas. Primeiro, ela conversa com a professora de relações internacionais Tatiana Vargas Maia, que explica a origem e as motivações do movimento antifeminista que questiona o direito das mulheres ao voto. Depois, ela fala com a cientista política Marina Basso Lacerda sobre como este fenômeno se apresentou nas urnas brasileiras.
Convidado: Carlos Melo, cientista político e professor do Insper. Durante toda a campanha eleitoral do 1º turno, os dois candidatos apareceram na dianteira das pesquisas de intenção de voto eram os mesmos que carregavam, de longe, os maiores índices de rejeição. A força do antipetismo e do antibolsonarismo ajudou a levar Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) ao 2º turno, mas agora os dois têm desafios diferentes. A primeira pesquisa Datafolha desta nova fase da eleição aponta Flávio com 52% dos votos válidos (49% dos totais), contra 48% (45% dos totais) de Lula. Agora, a campanha do presidente busca reforçar a rejeição ao filho de Jair Bolsonaro para tentar uma virada, enquanto a do senador precisa consolidar a vantagem conquistada no último domingo (4). Neste episódio, Natuza Nery recebe o cientista político Carlos Melo. Carlos explica o surgimento e a consolidação dos fenômenos do antipetismo e do antibolsonarismo e analisa o que os dois candidatos buscam fazer para reduzir suas rejeições e aumentar a do adversário.
Convidado: Beto Vasques, diretor do Instituto Democracia em Xeque e coordenador do Laboratório de Opinião Pública da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo O resultado do 1º turno consolida uma tendência no processo eleitoral brasileiro: a conversão em votos da popularidade digital de candidatos que carregam milhões de seguidores nas redes sociais. O que se viu no Congresso foi a eleição de vários "políticos influencers" de diversos espectros ideológicos, mas principalmente os que estão no campo conservador, caso do mineiro Nikolas Ferreira (PL). É um fenômeno que também deve reconfigurar a formação de chapas e federações eleitorais e mudar a correlação de forças dentro dos próprios partidos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Beto Vasques, do Instituto Democracia em Xeque. Beto explica as estratégias dos candidatos "influencers" que se saíram bem nas urnas e aponta o que muda na lógica da composição dos partidos a partir deste fenômeno.
Convidado: Bruno Carazza, professor associado da Fundação Dom Cabral e comentarista de economia do Jornal da Globo, da rádio CBN e do jornal Valor Econômico. Logo na abertura do pregão de segunda-feira (5), o Ibovespa, o índice da bolsa de valores brasileira, disparou mais de 7% e ultrapassou a marca de 200 mil pontos pela primeira vez. Além disso, a curva de juros futuros desabou e o dólar recuou para menos de R$ 5. O que explica a euforia dos mercados é o resultado das urnas no 1º turno, que indica favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) e um Congresso majoritariamente favorável a ele – a expectativa de setores do mercado financeiro é que, assim, seja mais provável que pautas econômicas liberais sejam aprovadas. Mas os agentes do mercado também têm dúvidas se a agenda econômica será uma prioridade em um eventual governo Flávio. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o economista Bruno Carazza. Bruno analisa quais desafios Flávio ou Lula enfrentarão na condução da economia brasileira – e as lacunas e incertezas das propostas de ambos.
Convidada: Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico, comentarista da rádio CBN e da GloboNews. No dia seguinte às urnas, as campanhas dos dois candidatos presidenciáveis têm tons diferentes. A equipe de Lula cogita trocas no comando da estratégia e fala em pautar o debate de propostas e em "ir pra cima" de Flávio. Do lado do candidato da oposição, Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, partido que abriga a família Bolsonaro, já fala sobre um possível governo e cita até a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro num eventual mandato de Flávio. Neste episódio, Natuza Nery recebe a jornalista Maria Cristina Fernandes para explicar os primeiros atos do 2º turno. Maria Cristina relata as entrevistas que fez com entregadores de aplicativo sobre as motivações de seus votos e analisa os sinais que as duas campanhas enviam para o mundo político e para os eleitores.
Convidado: Thomas Traumann, comentarista da GloboNews e colunista do jornal O Globo. O eleitorado brasileiro decidiu que haverá 2º turno para a escolha do próximo presidente da República: Flávio Bolsonaro recebeu 47% dos votos válidos (cerca de 56,1 milhões) e Lula, 45,15% (53,8 milhões). Os candidatos de oposição ao governo federal tiveram desempenho dominante também no Congresso e nos governos estaduais. Em seus discursos, Flávio disse que o tom dessa eleição é o de "mudança" e Lula citou a expectativa de uma virada no 2º turno, que será realizado daqui a três semanas. No Senado, o partido da família Bolsonaro, o PL, elegeu 19 parlamentares e chegou a 28 cadeiras – a bancada bolsonarista, considerando senadores de outros partidos, chega a aproximadamente 50. Na Câmara, as estimativas indicam que o PL terá cerca de 120 deputados federais, um recorde nos últimos 40 anos. Neste episódio, Natuza Nery recebe o jornalista e analista político Thomas Traumann. Thomas comenta o crescimento de Flávio nas pesquisas das últimas semanas e avalia os erros da campanha de Lula. Na conversa, Thomas também lança um olhar sobre o mapa eleitoral brasileiro e analisa o recado que o eleitor deixou nas urnas deste domingo (4).
Convidado: Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group. A dois dias da eleição, o país acompanha uma corrida para o Palácio do Planalto entre dois candidatos que disputam a liderança cabeça a cabeça. Neste 1º turno, Lula (PT) sustenta a ponta desde o início das pesquisas, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) conquistou pontos percentuais a ponto de empatar tecnicamente com o atual presidente. Na reta final, a vantagem dos dois candidatos em relação aos demais só aumenta, ainda que o número de eleitores indecisos siga alto. O cenário é imprevisível e a possibilidade de que a eleição presidencial se resolva já neste domingo não está descartada. Neste episódio, Natuza Nery recebe Christopher Garman. Na entrevista, Garman explica por que o modelo analítico da consultoria internacional Eurasia, da qual é diretor executivo para as Américas, indica Lula com 55% de chances de vitória – a análise considera o resultado das pesquisas, precedentes históricos e dados de conjuntura. Garman também comenta quais são as forças e as fragilidades das candidaturas de Lula e Flávio e avalia a hipótese de que a eleição possa se encerrar já no 1º turno.
Convidado: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest. A linha do tempo das pesquisas de intenção de voto já há algum tempo apresenta um cenário estável: Lula lidera no 1º turno, com vantagem estreita para Flávio Bolsonaro, enquanto os demais candidatos seguem com um dígito; no 2º turno, o cenário é de empate técnico entre os candidatos do PT e do PL. Mas quando se olha com lupa para os números, há muitos movimentos que apontam mudanças nas tendências do eleitor. Dois dados importantes são a rejeição dos candidatos e a aprovação ou rejeição do governo, mas estratificações das preferências por renda, gênero ou religião podem indicar o que veremos nas urnas no domingo (4). Neste episódio, Natuza Nery recebe Felipe Nunes para analisar muitos desses movimentos captados nas pesquisas de opinião. O cientista político explica por que o medo é o sentimento que mais mobiliza os eleitores e avalia os impactos do Caso Master, da crise do STF e da polêmica envolvendo N. S. Aparecida nas preferências do eleitorado.
Convidada: Lara Mesquita, cientista política e professora da Escola de Economia da FGV-SP. Os brasileiros vão às urnas neste domingo (4) para eleger os 513 deputados federais e dois terços dos 81 senadores. O Congresso é o Poder responsável por legislar, ou seja, é quem decide as leis brasileiras. Mas sua atuação alcança os limites dos demais Poderes. É o Senado Federal quem aprova ou rejeita a indicação do presidente para o Supremo Tribunal Federal – e são também os senadores que podem abrir um processo de impeachment contra algum ministro da Corte. E no Orçamento, desde 2015, o dispositivo das emendas parlamentares individuais impositivas (ou seja, de execução obrigatória) deu ao Congresso mais força nas disputas políticas com o Palácio do Planalto – essas emendas cresceram e, em 2027, devem representar cerca de 20% da verba que está à disposição do governo federal. Neste episódio, Natuza Nery entrevista a cientista política Lara Mesquita, que estuda a correlação das emendas parlamentares com a redistribuição de forças na República.
Convidados: Ana Flor, comentarista da GloboNews; e Eduardo Sincofsky, psicólogo, diretor do projeto Plaza Pública e autor do livro “A Polarização no Divã”. Há uma parcela do eleitorado que não está fidelizada a nenhum campo político, candidato ou partido. O instituto de pesquisa Quaest estima que cerca de um terço dos eleitores pode mudar de lado de uma eleição para outra. É um perfil menos ideológico e mais pragmático na tomada de decisão diante da urna – e que se abstém muito mais do que a média geral dos eleitores. As pesquisas indicam que a corrida presidencial está afunilada em dois candidatos mais competitivos, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas os votos daqueles que não se identificam como de esquerda ou direita serão decisivos – e ainda mais os dos eleitores que ainda não definiram seus votos. Neste episódio, Natuza Nery recebe dois convidados. Primeiro, ela conversa com a jornalista Ana Flor, que passou dois meses percorrendo o país para conhecer de perto quem é este eleitor chamado de independente. Depois, Natuza entrevista Eduardo Sincofsky, que vem conduzindo pesquisas políticas qualitativas para entender o que pensam os eleitores indecisos.
Convidado: Léo Arcoverde, repórter especial e comentarista da GloboNews. O IBGE informou que a inflação oficial do país registrou queda de 0,32% nos preços no mês de agosto. Já a pesquisa Quaest mais recente mostra que 2 em cada 3 eleitores afirmam que os preços no mercado subiram ao longo deste mesmo mês. Números como estes mostram parte das contradições da economia brasileira. Por um lado: o país vem crescendo ano a ano em ritmo mais forte do que apontam os analistas de mercado; a renda do trabalhador chegou a nível recorde e o desemprego está na mínima histórica; e a inflação está dentro do teto da meta. Por outro: a dívida pública rompeu o patamar dos R$ 10 trilhões e custa mais de 82% do PIB; o endividamento aflige 82% das famílias brasileiras, índice recorde; e o país ostenta hoje o maior juro real do mundo. Neste episódio, Natuza Nery recebe o jornalista Léo Arcoverde para explicar os principais aspectos da economia brasileira. Ele também apresenta o que os candidatos à Presidência propõem para enfrentar a dívida pública, os juros altos e o endividamento privado. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que o produtor Carlos Catelan conduziu com os economistas Armínio Fraga, André Roncaglia, Carla Beni, Felipe Salto, Marcos Mendes e Monica de Bolle.
Convidada: Ana Carolina Evangelista, cientista política e pesquisadora sênior do Instituto de Estudos da Religião (Iser). A legislação eleitoral coloca uma fronteira clara entre Estado e Igreja. Templos religiosos não podem ser usados para propaganda eleitoral – e até manifestações de apoio a candidatos, ainda que não haja pedido de votos, podem ser punidas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Mas, na prática, púlpito e palanque se encontram. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) e pela Quaest ouviu 15 mil brasileiros sobre como eles veem a relação entre política e religião. O estudo indica que a maioria dos fiéis, considerando todas as filiações religiosas, rejeita que suas lideranças digam em quem votar. No entanto, o levantamento mostra também que alguns agrupamentos religiosos tendem a convergir para determinadas preferências políticas. Neste episódio, Natuza Nery entrevista uma das organizadoras da pesquisa Religião e Vida Pública no Brasil, Ana Carolina Evangelista. A cientista política explica as principais descobertas da pesquisa e analisa as relações entre os comportamentos religioso e eleitoral de católicos e evangélicos.
Convidado: Octavio Guedes, comentarista da GloboNews e colunista do g1. O ministro Kassio Nunes Marques aparece em conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master. A Polícia Federal identificou mensagens do ex-banqueiro com o casal formado pelo desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal, e pela advogada Camilla Ramos – ela é uma das sócias de um escritório que fechou um contrato com Vorcaro para atuar em processos relacionados a precatórios: se obtivesse êxito em todas as ações judiciais, que totalizavam R$ 8,5 bilhões, os honorários advocatícios pagos poderiam chegar a R$ 427 milhões. As investigações apontam que os dois faziam parte da "Turma do KN" (segundo a PF, referência ao nome do ministro), grupo ligado a Nunes Marques e que pedia vantagens a Vorcaro, como ingressos e hospedagens. A PF encontrou também mensagens do ex-banqueiro com o ex-diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, nas quais os dois combinam supostos pagamentos que teriam como destinatário Kevin Marques, filho de Kassio. Rennó fala em "500 mil mês" e diz que, em relação a Kevin, está "dominado". Em nota, Nunes Marques disse que nunca trocou mensagens com Vorcaro e nem pediu nada a ele, assim como nunca autorizou que ninguém falasse em seu nome.
Convidado: Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International University, nos EUA. Durou pouco mais de 20 minutos o discurso do presidente Lula na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU – esta foi a décima vez que Lula discursou para o plenário das Nações Unidas. Lula abriu sua fala com uma crítica à própria ONU, que "está falhando na missão de livrar a humanidade do flagelo da guerra." Depois, o discurso seguiu com a defesa do multilateralismo e da soberania das nações: Lula afirmou que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e criticou a política de Donald Trump para a América Latina – sem citar o presidente americano em nenhum momento. No mesmo púlpito, o presidente americano foi o segundo a discursar: ele prometeu extinguir o que chamou de "interferência externa" no Hemisfério Ocidental e disse que pode usar o "poderio militar incomparável" na América Latina. O possível encontro entre Lula e Trump nos bastidores do palco principal não ocorreu neste ano. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o cientista político Guilherme Casarões. Ele analisa os recados políticos de Lula para o público externo e para o público interno. Casarões comenta também o discurso de Trump e o atual status da relação entre Brasil e EUA.
Convidado: Guga Chacra, comentarista da Globo, da GloboNews e da CBN e colunista do jornal O Globo. Na Califórnia, os motoristas encaram os preços mais altos dos últimos três anos nas bombas de combustível. Na França, um em cada nove postos de gasolina está sem gasolina para vender. No Brasil, o diesel atingiu o valor mais alto desde maio, informa a Agência Nacional de Petróleo. Nas últimas semanas, o preço do barril de petróleo disparou (o tipo Brent saltou de aproximadamente US$ 80 para mais de US$ 100) e causou um efeito cascata na economia: emperrou cadeias de produção no mundo inteiro e forçou o FED, banco central dos EUA, a subir os juros americanos pela primeira vez nos últimos três anos – e contra a vontade de Donald Trump. A explicação para isso está no Oriente Médio, em uma passagem de mar com apenas 32 km de largura: os Houthis, grupo extremista do Iêmen, tomaram pontos estratégicos do Estreito de Bab el-Mandeb e passaram a controlar o acesso de petróleo no Mar Vermelho. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Guga Chacra sobre o atual estágio da guerra no Oriente Médio – e sobre o que querem e como agem os Houtis. Guga analisa também as consequências para a economia global da disparada no preço do petróleo, além de suas implicações políticas.
Convidado: André Trigueiro, jornalista da TV Globo e editor do programa Cidade e Soluções da GloboNews. Estamos às vésperas de enfrentar um super El Niño, um fenômeno que pode ser o mais forte em mais de 100 anos. O El Niño é um evento que ocorre de tempos em tempos, mas este tem um agravante: o aquecimento global. A revista Science, uma das mais respeitadas do mundo, publicou um estudo que confirma que a crise climática provocada pela queima de combustíveis fósseis agrava os efeitos desse fenômeno. E o Brasil tem muito a ver com isso. É urgente que o país tenha maior capacidade de lidar com os eventos climáticos extremos – eventos que causam tantos danos, como vimos recentemente na Amazônia e no Rio Grande do Sul. Mas também precisamos reduzir ainda mais o desmatamento de nossas florestas e temos que decidir qual modelo queremos para a extração de petróleo na margem equatorial. Ou seja, a pauta ambiental que vencer esta eleição pode influenciar o futuro de todo o planeta. Neste episódio, Natuza Nery conversa com André Trigueiro, jornalista da TV Globo e editor do programa Cidade e Soluções da GloboNews. Especialista na cobertura ambiental, Trigueiro comenta as propostas (e a falta delas) dos candidatos nesta pauta. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que o produtor Marco Antonio Martins conduziu com os especialistas Suely Araújo, Ricardo Abramovay, Mercedes Bustamante e Natalie Unterstell.
Convidados: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador do Carnegie Endowment. Durante as negociações entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, a gestão de Donald Trump enviou à diplomacia brasileira um documento com uma lista de exigências, entre elas a de que o país permitisse que "dissidentes políticos" concorressem às eleições de 2026. O Itamaraty rejeitou a proposta por considerar o texto "absurdo". E este é só mais um item na lista de intervenções políticas da Casa Branca: o próprio tarifaço, episódio no qual Trump enviou a Lula uma carta que acusava o Brasil de "caça às bruxas" e mencionava o ex-presidente Jair Bolsonaro; a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do STF Alexandre de Moraes; a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas; e o cancelamento do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luísa Ribeiro Viotti. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Oliver Stuenkel sobre as sucessivas ações do governo americano em relação ao Brasil. Oliver analisa o alcance das medidas e os objetivos de Donald Trump no país.
Convidado: Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN. Encerrada a sessão de terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal, muitas dúvidas ficaram no ar sobre o seguimento dos casos do Banco Master e do INSS – e sobre como a Corte vai encaminhar as questões envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Restam também dúvidas sobre os impactos eleitorais desse evento histórico. Nas redes sociais e em seus discursos, os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tentam fazer colar um no outro o ônus da crise. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Bernardo Mello Franco sobre como as candidaturas de Lula e Flávio se mobilizam a menos de um mês do 1º turno. Bernardo conta o que apurou com integrantes das campanhas e analisa os primeiros sinais da opinião pública.
Convidado: Reynaldo Turollo Jr, repórter de Política do g1 em Brasília. A sessão dessa terça-feira (15) foi marcada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para que o plenário da Corte deliberasse sobre a abertura de uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Caso Master. Mas a análise do mérito não chegou perto de ser debatida. Logo na abertura da sessão, os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli decidiram não participar do julgamento. Na sequência, o clima de animosidade se instalou e os ministros trocaram ironias, acusações e gritos entre si. Na segunda parte da sessão, o presidente do STF pautou a votação de uma questão de ordem que propunha, entre outras coisas, juntar a análise do caso de Moraes aos questionamentos sobre a condução de Mendonça no Caso Master: Gilmar, Zanin e Moraes votaram a favor; Fachin, Mendonça, Fux e Cármen Lúcia, contra. Dino, que havia se declarado favorável, retirou o voto e pediu vista. Assim, a sessão que escancarou a guerra interna do Supremo terminou sem qualquer decisão. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Reynaldo Turollo Jr, que acompanhou o dia inteiro de atividades no STF. Turollo e Natuza revisam passo a passo do que aconteceu neste dia histórico para o Judiciário
Convidado: Ardilhes Moreira, editor de Saúde, Ciência, Educação e Meio Ambiente no g1. Por um lado, a saúde pública brasileira é motivo de orgulho. O SUS é o maior sistema público de saúde do mundo e, de acordo com Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, é um exemplo para os outros países. Mas quem usa e depende do SUS sabe que a realidade impõe muitas barreiras para conseguir atendimento médico de qualidade. Um levantamento feito pelo jornal O Globo em 2025 mostra que a fila de espera para consultas dura, em média, 57 dias – isso varia de estado para estado e pode passar de 170 dias. O país enfrenta também questionamentos sobre o alcance vacinal, que já foi motivo de orgulho nacional, e sobre a qualidade da formação de seus médicos. Neste episódio especial de eleições, Natuza Nery entrevista o jornalista Ardilhes Moreira, que cobre saúde e ciência há duas décadas. Ardilhes detalha as propostas que os candidatos à Presidência apresentam para melhorar o atendimento básico e de especialidades no SUS, além de ideias para aumentar a cobertura vacinal e qualificar melhor a formação médica. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que a produtora Stéphanie Nascimento conduziu com os especialistas José Gomes Temporão, Júlio Croda, Leonardo Carnut, Lígia Bahia e Renato Kfouri.
Convidado: Oscar Vilhena, professor da FGV Direito e colunista da Folha de S.Paulo. O mais recente capítulo da crise inédita no Supremo Tribunal Federal teve início na noite da última quinta-feira (10), quando o presidente da Corte, Edson Fachin, solicitou ao ministro André Mendonça que levantasse o sigilo de todo o Caso Master, do qual Mendonça é relator. Desde então, o que se viu foi uma incessante troca de ofícios entre ministros do Supremo: Mendonça escolheu quais peças seriam abertas; os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin questionaram e pediram abertura total do inquérito; o também ministro Gilmar Mendes pediu a Fachin que mudasse o escopo ou que adiasse a sessão plenária marcada para terça-feira (15) que irá decidir a abertura ou não de investigação sobre Moraes. Por fim, Mendonça liberou o sigilo de novos documentos do Caso Master – documentos que citam os senadores Ciro Nogueira (PL-PI) e Jaques Wagner (PT-BA) e que mostram que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é investigado pela Polícia Federal em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse". Neste episódio, Natuza Nery recebe o jurista Oscar Vilhena para analisar este que é o momento mais tenso de toda a história do STF. Vilhena avalia a gravidade das suspeitas sobre a relação de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e sobre a condução de André Mendonça no Caso Master. O jurista também comenta o que esperar da condução de Edson Fachin na sessão de terça-feira.
Convidados: Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília. Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação sobre os indícios de que o filme 'Dark Horse' recebeu dinheiro de emendas parlamentares. Entre os alvos estavam Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) – o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), presididos por Karina, também foram alvos. A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou suspeita de desvio da emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades de Karina. E a PF destacou ainda que a Go Up, empresa que produz o filme, movimentou R$ 19 milhões. Em outra investigação sobre possíveis financiamentos irregulares da cinebiografia de Jair Bolsonaro, o ministro André Mendonça homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos, no âmbito do Caso Master: ele listou repasses que somam US$ 12 milhões de Daniel Vorcaro para o fundo financeiro criado para administrar os recursos de 'Dark Horse' nos EUA. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o jornalista Guilherme Balza, que está acompanhando as investigações do caso 'Dark Horse' desde o início. Balza detalha toda a linha de investigação que liga as emendas parlamentares ao filme e explica o que está em cada um dos inquéritos sobre a cinebiografia de Bolsonaro.
Convidados: Reynaldo Turollo Jr, repórter de Política do g1 em Brasília, e Octavio Guedes, comentarista da GloboNews e colunista do g1. Na manhã da quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino suspendeu os efeitos da determinação do também ministro André Mendonça para afastar Andrei Rodrigues da Direção-Geral da Polícia Federal e Leandro Almada do departamento de Inteligência Policial da corporação. A decisão de Mendonça havia sido anunciada no dia anterior e foi uma resposta ao pedido do ministro Alexandre de Moraes para abrir investigação contra o próprio Mendonça. Moraes, por sua vez, reagiu à queda do sigilo do relatório da PF em que consta sua troca de mensagens com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Para dar fim ao chumbo trocado dentro da Corte, o presidente do Supremo, Edson Fachin, reagiu na tarde desta mesma quarta-feira: ele devolveu Andrei Rodrigues e Leandro Almada aos seus cargos na PF, trouxe para si a relatoria do inquérito das fake news (que há anos estava com Moraes e era alvo de críticas) e marcou para o dia 15 uma sessão do plenário da Corte para discutir a validade do relatório em que constam as mensagens de Vorcaro para Moraes (a PGR recomenda a nulidade do documento). Neste episódio, Natuza Nery recebe dois convidados. Primeiro, o jornalista Reynaldo Turollo Jr volta a explicar no detalhe todas as decisões proferidas por Fachin e Dino. Depois, Natuza conversa com Octavio Guedes para analisar a crise institucional do STF e as repercussões do caos no mundo político.
Convidados: Reynaldo Turollo Jr, repórter de política do g1 em Brasília, e Rubens Glezer, professor de Direito Constitucional da FGV-SP, e autor do artigo "A Supremocracia Desafiada" e do livro "Catimba Constitucional". Nesta terça-feira (8), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afastou dos cargos Andrei Rodrigues, então diretor-geral da Polícia Federal, e o delegado Leandro Almada, que era diretor de Inteligência Policial da instituição – a medida foi anunciada na manhã seguinte às manifestações convocadas pelos candidatos de oposição durante o feriado do Dia da Independência. Mendonça levou a decisão para a Segunda Turma do Supremo, onde se formou maioria para referendar o afastamento temporário de Andrei e Almada: os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o relator, Gilmar Mendes pediu vista e Dias Toffoli não se pronunciou. Ainda na terça-feira, 11 diretores da PF colocaram seus cargos à disposição, em apoio a Andrei Rodrigues, e a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que conteste a decisão monocrática de Mendonça e suspenda os afastamentos. Neste episódio, Natuza Nery tem dois convidados. Primeiro, ela entrevista o jornalista Reynaldo Turollo Jr, que detalha a nova decisão de Mendonça e explica o acirramento das tensões entre STF, PF e governo. Depois, a conversa é com o jurista Rubens Glezer: ele analisa juridicamente a sequência de ações tomadas por Mendonça e por Alexandre de Moraes e avalia as repercussões institucionais da crise que assola a Suprema Corte.
Convidada: Luiza Tenente, repórter de Educação do g1. O Brasil é um país que consegue colocar quase todas as suas crianças na escola na idade certa. O problema é que não conseguimos garantir que elas aprendam: uma em cada três crianças que estão no 2º ano do Ensino Fundamental não sabe ler e escrever. E quanto mais esses estudantes avançam, mais dificuldades eles têm: no Ensino Médio, 40% dos alunos não apresentam desempenho adequado em português; em matemática, o índice é de 50%. Do outro lado dessa mesma moeda, o país corre o risco de viver um apagão de professores na educação básica. Neste episódio especial de eleições, Natuza Nery entrevista a jornalista Luiza Tenente, que cobre a educação brasileira há mais de uma década. Luiza detalha as propostas que os candidatos à Presidência apresentam para melhorar a qualidade do ensino básico, para valorizar a carreira docente e para adequar a formação superior às demandas da sociedade. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que a produtora Stéphanie Nascimento conduziu com os especialistas Cláudia Costin, Debora Cristina Jeffrey, Olavo Nogueira Filho e Rodrigo Capelato.
O contra-ataque de Moraes a Mendonça: a crise inédita na história do Supremo Já era noite de quinta-feira (3) quando o ministro do Supremo Alexandre de Moraes escancarou de vez a crise histórica no STF: ele encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o colega magistrado André Mendonça. A decisão de Moraes foi tomada no âmbito do inquérito das fake news e afirma que há indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS. Na terça-feira (1), Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Diante das tensões, Fachin decidiu dar cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois jornalistas. Primeiro, Reynaldo Turollo Jr descreve a petição de Moraes a Fachin e explica ponto por ponto o documento. Depois, Maria Cristina Fernandes avalia o peso dessa bomba no funcionamento da Corte e nos rumos da corrida eleitoral.
Convidados: Felipe Recondo, colunista do jornal O Globo e autor dos livros "Tanques e Togas", "Os Onze" e "O Tribunal - Como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária". Nesta quarta-feira (2), a Corte se reuniu em plenário um dia depois que o ministro do Supremo André Mendonça derrubou o sigilo sobre a investigação da Polícia Federal que revela mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Alexandre de Moraes, também ministro do STF. Os magistrados não debateram o Caso Master nesta sessão, mas há a expectativa de que o presidente da Corte, Edson Fachin, paute uma decisão colegiada a respeito do pedido de Mendonça para que se investigue Moraes – a Procuradoria-Geral da República já decidiu pela nulidade do pedido. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Felipe Recondo, jornalista que cobre o Supremo há mais de duas décadas. Recondo avalia que essa é a “maior crise” pela qual a Corte já passou. Ele explica as suspeitas que rondam Moraes sobre a relação dele com um banqueiro investigado e os argumentos que indicam que Mendonça errou na condução da investigação. O jornalista também relata o clima entre os ministros em relação ao andamento do caso.
Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews e colunista do g1. Relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo de um relatório da Polícia Federal que tem menções ao também ministro do STF Alexandre de Moraes. O documento da PF aponta que Moraes e Daniel Vorcaro trocaram mensagens antes que o dono do Banco Master fosse preso – e indica que o ministro do Supremo chegou a editar o contrato firmado pelo escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci, com o banqueiro. No celular de Vorcaro, os investigadores encontraram também citações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. André Mendonça também sugeriu que as novas informações do caso sejam avaliadas pelo plenário da Corte. No mesmo dia, foi revelado que Vorcaro fez um repasse de US$ 1,6 milhão para o filme Dark Horse em setembro de 2025 – isso ocorreu poucos dias depois que Flávio Bolsonaro cobrou o pagamento das parcelas que estavam atrasadas. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Valdo Cruz para explicar as novidades reveladas pelo documento da PF. Valdo relata o que a PF apurou em relação às mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes e conta também o que se sabe sobre a relação do Caso Master com outros importantes nomes da República.
Convidados: Pedro Figueiredo, repórter e comentarista da GloboNews, e Beto Vasques, diretor do Instituto Democracia em Xeque e coordenador do Laboratório de Opinião Pública da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo Antes que as campanhas à Presidência da República começassem, o postulante pelo partido Avante pontuava baixo nas pesquisas de intenção de voto. Mas desde que as candidaturas se tornaram oficiais, Augusto Cury ganhou tração entre parte dos eleitores e passou a integrar o grupo dos candidatos que buscam se apresentar como a terceira via desta eleição. Nas redes sociais, Cury teve um resultado mais expressivo: ganhou mais de 2 milhões de seguidores no Instagram em poucos dias e viu o número de menções a ele crescer mais de 1000% em uma só semana. Neste episódio, Natuza Nery tem dois entrevistados. Primeiro, ela fala com o jornalista Pedro Figueiredo, que explica quem é o candidato – médico psiquiatra, empresário e escritor de livros de autoajuda com mais de 35 milhões de exemplares vendidos – e analisa como o desempenho de Cury está mexendo com as outras campanhas. Depois, Natuza conversa com Beto Vasques, que coordenou um levantamento do Instituto Democracia em Xeque sobre os resultados do candidato do Avante nas redes sociais: ele aponta quais elementos contribuíram para seu crescimento.
Convidada: Isabela Leite, repórter da GloboNews. De acordo com a mais recente pesquisa Quaest sobre o que pensa o eleitorado, um terço (33%) dos brasileiros que vão às urnas em outubro tem como maior preocupação a violência – outros temas relevantes, como economia, saúde ou corrupção, não marcam nem metade deste índice. Os dados justificam essa preocupação. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de mortes violentas até vem caindo, mas o número ainda é impactante: em 2025, mais de 40 mil brasileiros foram assassinados. Casos de feminicídios, roubos e furtos de celulares e de estelionatos e crimes cibernéticos também estão em patamares elevados – isso num país onde quase 70 milhões de pessoas afirmam viver em bairros com presença de facções criminosas. Neste episódio especial de eleições, Natuza Nery entrevista a jornalista Isabela Leite, que cobre há anos a segurança pública brasileira. Ela explica quais propostas os candidatos apresentam para enfrentar diversos aspectos da violência. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que o produtor Marco Antônio Martins conduziu com os especialistas Alessandro Visacro, Bruno Langeani, Bruno Paes Manso, Luciana Rocha, Renato Sérgio de Lima e Roberto Uchôa.
Convidado: José Roberto Afonso, economista, professor do IDP e da Universidade de Lisboa e sócio fundador da consultoria Finance. Na largada da corrida eleitoral, os candidatos à Presidência colocam o Orçamento no topo da lista de pautas em debate até a chegada das urnas, em outubro. No centro desta questão está o endividamento do Estado brasileiro: a dívida pública do país disparou na última década, saltando de 66% do PIB em 2016 para 82% do PIB neste ano – e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta o risco de que em breve o passivo brasileiro ultrapasse os 100% do Produto Interno Bruto. O quadro de juros altos agrava a preocupação com as contas brasileiras para o futuro. Neste episódio, Natuza Nery entrevista José Roberto Afonso, economista que coordenou a equipe que criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000. José Roberto realizou um levantamento sobre o quadro fiscal brasileiro dos últimos 25 anos e mapeou como a composição do Orçamento foi modificada ao longo deste período. Ele também analisa o quadro atual da economia brasileira e sugere quais caminhos podemos seguir.
Convidado: Carlos Melo, cientista político e professor do Insper. A soma dos eleitores de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo corresponde a mais de 40% dos votos que vão decidir o próximo presidente. Os três estados apresentam perfis bastante heterogêneos de eleitores, mas as pesquisas de intenção de voto da Quaest, divulgadas nesta semana, indicam muito equilíbrio entre os dois candidatos que lideram a corrida eleitoral: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Neste episódio, Natuza Nery recebe o cientista político Carlos Melo para explicar os fenômenos eleitorais que configuram o “Triângulo das Bermudas”. Carlos compara os números das pesquisas de agora com os dados da eleição de 2022 e analisa os efeitos dos palanques estaduais formados por Lula e Flávio Bolsonaro.
Convidada: Cristina Pecequilo, doutora em Ciência Política pela USP, professora de Relações Internacionais da Unifesp e comentarista da rádio CBN. O presidente dos Estados Unidos afirmou que esta segunda-feira (24) seria o “Dia D” da guerra econômica que está promovendo contra o Irã. E o Departamento do Tesouro americano de fato anunciou sanções contra pessoas e organizações ligadas ao regime de Teerã e ameaçou fazer o mesmo com países que mantenham qualquer transação econômica com o Irã. O governo iraniano reagiu e afirmou que parceiros comerciais como China e Rússia estão a seu lado. Já nesta terça-feira (25), o Canadá anunciou que irá promover um tarifaço em retaliação às tarifas impostas por Trump aos produtos canadenses – serão alíquotas de até 50% em cerca de 700 produtos importados dos EUA, um impacto de quase R$ 20 bilhões. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Cristina Pecequilo, especialista em relações internacionais. Cristina descreve como o primeiro-ministro canadense Mark Carney enfrentou Trump sob a lógica do “dólar por dólar” e os efeitos do atrito para as economias dos dois países. Ela também explica a tentativa americana de sufocar o Irã com sanções comerciais – e o que Teerã planeja fazer como reação.
Convidadas: Stella Fontes, editora-assistente da editoria Empresas, e Adriana Mattos, repórter especial de Varejo, Indústria e Consumo, ambas do jornal Valor Econômico. A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas. Na semana passada duas importantes empresas do varejo nacional recorreram à recuperação judicial: a Casas Bahia, para reestruturar dívidas de R$ 17 bilhões, e a Marabraz, com um passivo de R$ 140 milhões. São empresas que se somam a outras grandes redes que buscaram recuperações judiciais ou extrajudiciais nos últimos anos: Tok&Stok, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Dia, St. Marche, entre outros. São companhias que enfrentam um cenário econômico desafiador, de juros altos, menor oferta de crédito e mudança de comportamento do consumidor. Neste episódio, Natuza Nery conversa com duas jornalistas do jornal Valor Econômico para explicar este fenômeno. Primeiro, ela fala com Stella Fontes, que detalha o caso da Braskem e o contexto crítico para a companhia no setor petroquímico. Depois, quem participa é Adriana Mattos, que aprofunda a análise sobre o que as empresas de varejo têm feito para tentar escapar à crise do setor.
Convidado: Ricardo Abreu, repórter e apresentador da TV Globo e GloboNews. O Brasil entra nesta corrida eleitoral como um país que está sob ataque comercial e diplomático de uma potência estrangeira, como uma liderança regional de um continente dividido ideologicamente e como um dos maiores exportadores de commodities e alimentos do mundo. O Brasil é uma nação que está em posição estratégica na reorganização geopolítica do mundo e tem candidatos à Presidência da República com ideias e propostas muito diferentes a respeito de qual caminho seguir a partir de 2027. Neste episódio especial de eleições, Natuza Nery entrevista o jornalista Ricardo Abreu, que acompanha o dia a dia do Itamaraty, em Brasília. Ricardo explica as propostas dos presidenciáveis e o que a diplomacia oficial pensa sobre temas relevantes desta eleição. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que o produtor Carlos Catelan conduziu com os especialistas em relações internacionais Bruna Santos, Guilherme Casarões, Leonardo Trevisan, Marcus Vinícius de Freitas e Oliver Stuenkel.