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Os sons que marcam o dia político em análise por Ana Sá Lopes e Helena Pereira, num podcast do PÚBLICO com moderação de Ruben Martins.

Os sons que marcam o dia político em análise por Ana Sá Lopes e Helena Pereira, num podcast do PÚBLICO com moderação de Ruben Martins.

Luís Montenegro falou ao país. E valeu a pena?

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Episódios

Luís Montenegro falou ao país. E valeu a pena? 04 Nov 2026

Pressionado pelos protestos na rua que duram há semanas, bem como pela insistência do Presidente da República na necessidade de diálogo no tema da habitação, o primeiro-ministro anunciou ter convidado os líderes dos dois maiores partidos da oposição para tentar encontrar soluções nesta matéria. Numa comunicação ao país, em que recusou falar sobre as cargas policiais ou o acórdão judicial sobre a acampada, Montenegro pediu tempo para que as políticas funcionem e não deu sinais sobre se cederá na nova lei do arrendamento. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Carga policial: Passos Coelho nunca faria isto 02 Nov 2026

"Não me recordo de nada assim". Depois de uma madrugada de violência policial no Porto e em Lisboa contra manifestantes que protestam pela habitação, a pergunta é incómoda: o que está a acontecer à democracia em Portugal? Neste episódio analisamos as cenas de sábado para domingo, com a intervenção policial em Lisboa e Porto. No fim de contas, Ana Sá Lopes defende que Passos Coelho "nunca faria isto [ordenar acções policiais contra as manifestações pela habitação] porque Passos é mais inteligente do que Luís Montenegro". A análise completa é para ouvir neste episódio do Soundbite. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bloco central para derrotar o Chega seria popular? 30 Oct 2026

Pedro Nuno Santos gostava de ter visto o PS a chumbar o Orçamento de Estado. E Carlos César já fala em bloco central, mas só se o Chega ganhar as eleições. Este é o ponto de partida para este episódio do Soundbite. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Chega passa AD: análise à sondagem SIC/Expresso 29 Oct 2026

A mais recente sondagem do ICS e do Iscte para a SIC e o Expresso, divulgada nesta quinta-feira, mantém o PS na liderança nas intenções de voto. Já o Chega e a AD surgem tecnicamente empatados, com menos quatro pontos percentuais do que os socialistas. No que diz respeito às intenções directas de voto, isto é, sem distribuição de indecisos, os socialistas estão na dianteira, com 23%, mas o Chega ultrapassa a AD com 21% e a coligação PSD/CDS é empurrada para o terceiro lugar com 20%. Os liberais e o Livre recolhem 3% das intenções e CDU e bloquistas têm 2%. Neste Soundbite ouvimos a análise de Ana Sá Lopes. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ouça a estreia de "Quem matou Rosalina?" A mulher ignorada 608 29 Oct 2026

Trinta e seis segundos num elevador, uma mulher a compor o cabelo ao espelho e uma noite de chuva em Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro, Brasil. Rosalina Ribeiro, secretária pessoal e companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000, saiu para jantar a 150 metros de casa e nunca mais voltou. Levaram-lhe a pasta com os documentos e deixaram-lhe o relógio e os brincos, porque quem a matou não queria o que ela tinha, queria o que ela sabia. Durante dez dias, enquanto as amigas colavam cartazes a alertar para o seu desaparecimento pelas ruas do bairro de Flamengo, o seu corpo foi apenas uma etiqueta, com o número 608, numa morgue do Rio de Janeiro. Neste primeiro episódio do podcast Quem Matou Rosalina?, ouvimos Rosemary Gomes, a testemunha que ouviu os tiros, a fadista Maria Alcina, amiga de Rosalina, que sonhou com o pedido de socorro, e entrevistamos o jornalista Plínio Fraga, autor da reportagem Dostoiévski em Saquarema, que reconstitui o caso e nos apresenta Duarte Lima, o homem que se adiantou à polícia com o envio de um fax que ninguém lhe pediu. O lançamento deste podcast narrativo coincide com o início do julgamento de Duarte Lima, no tribunal de Sintra, a 5 de Novembro. O antigo deputado do PSD foi acusado pelo homicídio de Rosalina Ribeiro, no Brasil, a 7 de Dezembro de 2009. Quem Matou Rosalina? é uma produção da Coimbra Coolectiva em exclusivo para o PÚBLICO, com a colaboração do Globo. A narração é de José Martins e a banda sonora é dos Belle Chase Hotel. A produção está disponível em português do Brasil e de Portugal. Acompanhe aqui a versão brasileira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo acha mesmo que voltámos ao PREC? 28 Oct 2026

No encerramento do debate da generalidade do Orçamento do Estado para 2026, Leitão Amaro referiu-se ao perigo "da subversão". Garante não estar a falar "dos milhões de portugueses preocupados com a habitação, nem dos muitos que pacificamente se manifestaram". E recupera as palavras do Presidente da República: "Lei e liberdade não são incompatíveis, bem pelo contrário" e "para exercermos liberdade temos de nos respeitar a todos, e para nos respeitarmos todos, temos de cumprir a lei". Mas será que o Governo quer fazer querer os portugueses de que voltámos a um tempo parecido ao do PREC? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Habitação: O que acontece quando Montenegro ignora Seguro? 27 Oct 2026

No discurso de abertura do debate desta terça-feira, no Parlamento, Luís Montenegro não perdeu tempo em abordar as manifestações das acções policiais nos protestos pela crise da habitação para defender que "em nenhum momento se impediu em Portugal o exercício do direito de reunião e manifestação nos termos da lei contudo, [esse direito têm] que se conformar com a lei e com o justo equilíbrio de outros direitos como a livre circulação, ordem, segurança, tranquilidade e mesmo a salubridade públicas." Montenegro prossegui para elogiar as operações levadas a cabo pela PSP nas acampadas que tiveram lugar nas últimas semanas: "Presto público reconhecimento aos nossos polícias pela pedagogia, pelo profissionalismo, pelo equilíbrio e pela razoabilidade das suas actuações em cumprimento dos princípios da necessidade, da adequação e da proporcionalidade". No dia em que o Presidente da República, António José Seguro, também falou analisamos o que disse Seguro e Montenegro neste episódio do podcast Soundbite. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Carga policial: o Governo só acorda quando o PSD chegar aos 15%? 26 Oct 2026

A PSP voltou, na madrugada deste domingo, a retirar todas as tendas que tinham sido montadas por quem protestava pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, recorrendo à força para fazer recuar os participantes. Enquanto a PSP fala em 11 feridos causados pela sua própria intervenção, três deles polícias, as organizações das duas acampadas referem mais de 50: pelo menos 20 em Lisboa, 30 no Porto. Ainda não é certo quantos são os feridos graves. Para já, o Governo continua a mostrar querer continuar a reprimir as manifestações pela habitação em vez de optar pela desescalada da tensão. O Governo só descansa quando o PSD cair a pique nas sondagens? Estão os sociais-democratas de acordo com a gestão do ausente Luís Montenegro? Temas para análise neste episódio do Soundbite. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os jovens já não estão "disponíveis para o sacríficio" que os seus pais fizeram para ter uma casa? 23 Oct 2026

O presidente Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, Benjamim Pereira, disse aos jornalistas nesta quinta-feira, quando questionado sobre as manifestações que têm ocorrido sobretudo no Porto e Lisboa, que “já fomos todos jovens, não é? (...) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade actual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse o presidente do IHRU em Vila Nova de Gaia. Uma declaração infeliz ou um comentário que vai ainda mais alimentar os protestos pela habitação? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Porque Luís Montenegro anda desaparecido? 22 Oct 2026

Numa semana marcada pelos protestos da habitação, não há rasto do primeiro-ministro que decidiu manter uma agenda sem órgãos de comunicação social. Está Luís Montenegro com medo de responder às perguntas dos jornalistas? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Habitação: Se o Presidente está preocupado, o Governo está aflito 21 Oct 2026

O Presidente da República pediu nesta quarta-feira audiências aos partidos, que vão decorrer a 29 de Outubro, no Palácio de Belém, logo após o debate e votação do Orçamento do Estado para 2027. Desde que tomou posse, António José Seguro tem vindo a dar centralidade ao tema da coesão social e, agora, quer ouvir as forças parlamentares sobre o tema. O Presidente da República quer soluções para o problema da habitação, enquanto isso, nesta quarta-feira, vimos PSD e CDS atirar as culpas da crise da habitação para os imigrantes. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Acampada: Luís Neves desejoso que haja caos? 20 Oct 2026

Na sequência dos protestos pela habitação, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, deixou esta terça-feira um aviso: “Ninguém ouse tentar trazer o caos ou trazer a violência”. Antes, o ministro determinara que “as acampadas, os acampamentos terminaram” e avisara que qualquer violação da lei terá consequências. “Há direito à manifestação, exposição dos motivos, com toda a normalidade e legalidade. Tudo o que ultrapassar a legalidade e entrar na violação da lei terá as respostas adequadas por parte das forças de segurança”, destacou Luís Neves, citado pelo Observador. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Já vimos este filme: o Chega recua na lei das rendas 19 Oct 2026

A convocatória do Chega para falar sobre habitação foi feita durante a madrugada de domingo, quando, em Lisboa e no Porto, as acampadas pelo direito à habitação ganhavam força. Com o país a discutir o problema, o líder do partido, André Ventura, vem agora defender um “pacote legislativo de emergência” que, entre outras coisas, propõe maiores deduções em sede de IRS com os custos da habitação, o fim de benefícios fiscais para estrangeiros que “têm muito dinheiro” e a reavaliação da existência do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que considera “absurdo”. André Ventura falou também da nova lei das rendas que o Governo levou ao Parlamento, afirmando que ela permite o “aumento brutal de rendas e despejos no país” e notando que “Portugal não deve ter um mercado selvagem”, mas que também “não pode ter uma Justiça que não funciona”. Ventura vai voltar atrás com o que prometeu ao Governo depois dos protestos nas ruas? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Pedro Nuno e Montenegro: o que a venda da TAP tem de "divertido"? 16 Oct 2026

O Governo escolheu a Lufthansa como vencedor da privatização dos 44,9% do capital da TAP (outros 5% estão destinados aos trabalhadores), e já está a preparar o terreno para vender os restantes 50,1% ao grupo alemão, deixando a TAP totalmente em mãos privadas. Uma vitória do PS, mas também do Governo? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Habitação: O momento “não sejam piegas” de Luís Montenegro 15 Oct 2026

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu nesta quinta-feira aos manifestantes do Movimento pela Habitação, no Porto, que “não sejam egoístas” quanto à tranquilidade e à ordem pública, e defendeu que as forças policiais costumam ser “extraordinariamente criteriosas e respeitadoras”. Terá sido este o momento "não sejam piegas" de Montenegro? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Centeno é o Passos Coelho de José Luís Carneiro? "Passos é singular, não tem gémeo" 14 Oct 2026

Em entrevista ao podcast Soundbite do PÚBLICO, o secretário-geral do Partido Socialista recusou “adicionar problemas graves” ao país criando cenários de instabilidade, ainda que, considera, “uma parte do PSD deseje eleições e queria uma crise política”. Neste episódio, José Luís Carneiro fala sobre o Orçamento do Estado, Mário Centeno, os candidatos a líder do PS e sobre os cenários de governabilidade futura. Este é "um mau orçamento", diz o PS, mas o PS ao mesmo tempo viabiliza-o. O que é preciso para o Partido Socialista chumbar um orçamento? É estar em primeiro nas sondagens com uma maioria absoluta, é isso? O PS já está em primeiro. Se fosse pelas sondagens, eu devia votar contra o orçamento. Mas ainda não tem maioria absoluta. Há muitas razões para votar contra este orçamento. Desde logo, as opções políticas que estão no documento que são opções erradas do nosso ponto de vista e com uma má hierarquia. Mas pergunto: alguém entende que nesta altura criássemos uma crise política? Temos uma guerra nas fronteiras da Europa, estamos a viver o que se está a viver no Médio Oriente, com os impactos brutais na economia internacional e nas condições de vida. Criar uma crise política seria adicionar problemas mais graves. Ficaríamos a gerir o país em duodécimos, sem poder fazer face às necessidades ou circunstâncias eventualmente mais gravosas às quais teremos que fazer face. E, portanto, em função dessa avaliação, o meu juízo foi este. E depois houve um dado adicional muito importante: eu coloquei quatro exigências ao primeiro-ministro e o primeiro-ministro respondeu afirmativamente a essas quatro exigências. Bom, houve uma reunião com a direcção da bancada parlamentar. Apresentaram os termos macroeconómicos do orçamento, nada de substantivo havia. E eu percebi que havia aqui uma tendência, que, aliás, está muito presente dentro do próprio partido, como tem visto por últimos dias, havia uma tendência para criar uma crise política. É a minha interpretação. Acha que o governo queria? Há uma parte do PSD que não está confortável, como, aliás, se tem visto. Essa parte do PSD deseja eleições. Os passistas? Eu chamo a atenção que há muitos muitos sociais-democratas que queriam que o PS fosse mais intransigente nas suas posições. Vocês têm-no certamente observado. E por que é que querem que o PS seja mais intransigente? Acha que os apoiantes de Passos Coelho queriam que o PS fosse mais intransigente para provocar uma crise política? O que eu depreendo, da forma como se tem pronunciado publicamente, é de que queriam uma circunstância política que permitisse fazer aquilo que sempre desejaram, que é uma aliança com o Chega. Eu quis afirmar desde a primeira hora: o PS não contribuiria para criar qualquer crise política. Ao dar esta viabilização orçamental, está a tentar evitar também uma crise política que permita uma maioria de direita PSD-Chega? Que evite que a chave do orçamento fique nas mãos do Chega, porque era isso que estava em curso. O Chega tem interesse numa crise política e há uma parte do PSD que também quer essa crise política. As eleições em 25 foram provocadas por uma moção de censura do Chega e depois por moção de confiança do governo. Nós acabamos esta legislatura, em Julho, com o Chega a ameaçar com uma moção de confiança, regressou de férias com uma moção de censura. É por ter consciência de que há quem viva da crise e da instabilidade, que o Partido Socialista tudo procurará fazer para dar condições de governabilidade porque é necessário que o governo governe e responda às pessoas. No fundo, está a dizer que vai levar este governo até 2029. Vai depender do governo. A estabilidade não é um fim em si mesmo, ela tem de servir para responder aos problemas concretos das pessoas: o custo de vida, em primeiro lugar. Segundo, as questões da habitação. Porém, o PS não pediu nada sobre habitação e custo de vida nas quatro condições que colocou para este orçamento. Mas a habitação também está na Constituição. Este governo avançou com o programa de arrendamento que é, digamos, uma espécie de Lei Cristas 2.0. A lei do arrendamento precisava de atualização. Acontece que passa do 8 para o 80. O que é que se pode fazer? Desde logo, voltar a adoptar a medida que adoptamos em 2023 que foi a suspensão dos vistos gold e a suspensão do estatuto de residentes não habituais. Porque isto é um efeito de sobreaquecimento sobre o imobiliário. A proposta do governo tem dois graves problemas: um, dificulta a entrada no mercado de arrendamento dos mais jovens e das famílias que recorrem ao arrendamento acessível; segundo, a prazo, vai tornar-se também numa facilitação dos despejos para pessoas com mais idade. É evidente que os proprietários que têm casa para arrendar querem garantias na protecção do seu património, querem garantias no pagamento das rendas e também querem garantias na actualização das rendas. Mas isto pode ser feito com uma garantia pública. Acha que o Chega vai aprovar a proposta do Governo? Sobre o Chega, há matérias de dignidade humana onde tem havido uma predisposição muito forte de a AD a se entender com o Chega. O período de Junho e Julho foi um período negro. Há um conto de Sophia que é "O Bispo" que tem dois personagens: o dono da casa e o senhor muito importante. Encontram-se para saber como é que deveriam trair o mais pobre. Foi a imagem que [PSD e Chega] me transmitiram. Felizmente, houve o recuo em relação às questões da revisão constitucional e em relação também à questão da PSU. Eu chamo a atenção para aqueles que por vezes dizem: "Bom, mas o PS tem uma oposição que devia ser mais dura, devia ser mais contundente." Eu acho que as pessoas querem falar um pouco mais indignadas, porque as pessoas hoje também vivem muito indignadas. Eu chamo a atenção que nas matérias fundamentais, o PS foi de uma firmeza total. Como se costuma dizer, o PS faz uma oposição fofinha. Fez uma oposição dura naquilo que é essencial. Veja, na contra-reforma laboral, na PSU, na revisão da Constituição. Mas também tem havido algumas convergências, algumas mais inesperadas do que outras, com o Chega em matéria orçamental. O que é que o PS espera conseguir passar na especialidade juntamente com o Chega? Nós não procuramos nenhuma aliança nem nenhum acordo com o Chega. Agora, acontece que nas votações não podemos dizer aos outros que querem votar as nossas propostas para votarem contra as propostas. Na especialidade, vamos procurar levar de novo as questões ligadas ao custo de vida, como os bens alimentares, nomeadamente, a baixa do IVA com o cabaz dos bens alimentares essenciais, a questão dos combustíveis, o apoio aos sectores da agricultura e das pescas. O congelamento das propinas? Este orçamento não é amigo dos mais jovens. Há várias medidas, entre elas essa questão do descongelamento das propinas. Para as medidas que vamos levar à especialidade, temos receita que encontramos no orçamento. Garantimos a sustentabilidade das contas públicas. É um dever. E temos de evitar que, se o governo vier a entrar em déficit orçamental, venha a responsabilizar o Partido Socialista por isso, porque há muito tempo dizemos, e Mário Centeno tem razão naquilo que diz, quando diz que o ritmo de crescimento da despesa está muito acima do ritmo de crescimento da receita. E onde é que o governo cortou na receita? O governo cortou no IRC para todas as grandes empresas. Por exemplo, o setor da banca paga menos 35 milhões de euros por causa do IRC. Este corte no IRC para todos vai significar, ao fim de quatro anos, cerca de 3.000 milhões de euros de perda na receita. Mas depreendo que admite, então, que possa haver convergências com o Chega? Nós não vamos rejeitar apoios, agora aquilo que nós queremos garantir é que as propostas que apresentarmos na Assembleia da República sejam sustentáveis do ponto de vista orçamental porque esse é o compromisso que eu tenho com o país. Não vão desvirtuar o orçamento, como diz Miranda Sarmento? Não vamos desvirtuar o orçamento naquilo que tem a ver com a sua componente de receita e despesa. Passos Coelho já é o pró-candidato a primeiro-ministro. Já percebeu o que é que Mário Centeno quer ser? Tem estado a dar um contributo muito importante para a nossa equipa económica. Ele e outros, como o Fernando Medina, o Costa e Silva, o Siza Vieira, o bastonário da Ordem dos Economistas, o professor António Mendonça. São cerca de 25 personalidades. Mas concorda com Mário Centeno quando diz que as pessoas não têm quem votar? Compreendo o que diz o Mário Centeno. Está a falar para aquelas cerca de 45% de pessoas que não votam nas eleições legislativas. A fragmentação não significa mobilização do eleitorado. Há uma percentagem muito elevada de eleitorado que não vota. Há um eleitorado em relação ao qual nós temos de ser capazes de corresponder com políticas públicas. Mário Centeno não é o seu Passos Coelho? De modo algum. Passos Coelho é singular. Não tem gémeo. Mas os dois querem regressar. Os dois estão a tratar do seu regresso, ou não? Não. Vejo uma vontade em Passos Coelho. Aquilo que vejo no meu amigo Mário Centeno é uma vontade de dar um contributo à sociedade. Aliás, ele próprio disse que não tinha essa vontade de ser primeiro-ministro. E também disse que não tinha vontade de se candidatar. Tem vontade de contribuir. Eu acho muito importante que tenha vontade. Era o que faltava que alguém com 59 anos, com uma experiência nacional e internacional como aquela que tem, não quisesse contribuir para a vida do seu próprio país. Não compreendo é como Passos Coelho não avança com propostas para o seu país. Vi há dias uma entrevista que deu, não apresentou uma única proposta para o futuro do país, nem para a saúde, nem para a habitação, nem para os salários. Julgo que os pensionistas, quando ouvem Passos Coelho falar de reformas, ficam com os cabelos em pé. Acha que Passos Coelho seria um adversário mais fácil que Luís Montenegro? Eu estou a preparar-me para travar eleições com Luís Montenegro, mas naturalmente, preparar-me-ei para combater os adversários que aparecerem com uma proposta alternativa para o país. Passos Coelho não pode ser uma espécie de oráculo que aparece de longe a longe. Se tem propostas para o país, é muito importante que as apresente. Está à frente das sondagens. Já pensou que se nas próximas eleições o PS ganha sem maioria absoluta, Montenegro perdendo pode sair da liderança do partido, vem Passos Coelho, que faz uma coligação com o Ventura e depois impedem-no de formar governo. Já pensa que isso pode acontecer? Não é um cenário impossível. Mas chamo a atenção do seguinte: se se confirmar a hierarquia das sondagens, o PS em primeiro, o Chega em segundo e a AD em terceiro, significa que o PSD não pode deixar de viabilizar um governo formado pelo PS. Porque se o PSD apoiar um governo liderado pelo Chega, isso significa a extinção do PSD. Mas isso aplica-se a Montenegro, mas não a Passos Coelho. O Poiares Maduro e Matos Correia disseram aquilo que é essencial: para haver uma uma conformação dessas duas configurações políticas, era necessário que houvesse uma partilha de valores e, como nós temos verificado, não há uma partilha de valores democráticos com aquilo que são as ideias de um partido que quer destruir a Constituição. É incompatível. Mas então aceitaria o PSD dentro do seu governo se ganhar sem maioria absoluta? Não se trata do bloco central. Trata-se de apoio parlamentar. Nós apoiamos a formação do Governo, a composição da mesa da AR, o OE de 25 e 26. O Partido Socialista tem dado provas de responsabilidade e de compromisso com os valores democráticos. O que é que espera? O princípio da reciprocidade da parte do PSD. Mas depois podem não ser as mesmas pessoas à frente do partido. Bom, mas essa é uma realidade que temos que aguardar. Eu estou convencido que Luís Montenegro é combativo e não deixará a função sem travar o seu respectivo combate democrático. Aqui no Soundbite gostamos muito de fazer apostas: Qual é que é a probabilidade, de 0 a 100, do assalto ao gabinete do Chega ter sido uma encenação? Bom, recuso-me a fazer essa reflexão porque isso seria de tal ordem grave para as instituições e para a democracia que levaria a decisões de natureza jurisdicional, que eu não quero neste momento conceber. E qual é a probabilidade desta legislatura ir até ao fim? Pela sua conversa, imagino que 100%. Não. Depende mais do primeiro-ministro e do governo. O primeiro-ministro e o governo têm de constituir a sua maioria política no Parlamento. E quando actuam com arrogância e com insensibilidade, não se podem esquecer que é no Parlamento, com diálogo, com concertação, que podem construir a maioria política para responder às necessidades das pessoas. Não é estar no poder pelo poder. Sente que tem o partido consigo ou ainda há outros nomes a pairar que ambicionam o seu lugar? Tenho o partido unido como foi bem patente nesta última comissão nacional. Mas que haja aspirações futuras à liderança, é normal um partido como o PS. O PS é um partido plural, democrático, é um grande partido da democracia e ao mesmo tempo é um conforto para quem lidera o partido. Imagine que não havia opções futuras: isso era negativo para o PS. Assim como eu fui uma alternativa à liderança anterior, é natural que haja alternativas e aspirações futuras. É bom ver que há nas gerações que vêm a seguir, dos 40 e dos 30, pessoas que têm essa aspiração. Há gente com 31 que já são candidatos a líder. É bom. Está a falar de Miguel Costa Matos? E outros, Bruno Gonçalves, Costa Matos, João Torres. Mostra que o PS tem uma vitalidade. Vamos entrar na polémica dos últimos dias com esta questão do ministro da Administração Interna com Ricardo Carrilho. O PS vai continuar a sustentar estes casos e casinhos do governo, sem puxar as orelhas ao Governo e dizer que isto é insustentável? Já o disse ao primeiro-ministro. E disse mais: que o ministro da Administração Interna tinha a sua autoridade política fragilizada. E acrescento hoje: é insustentável continuar esta instabilidade num dos mais importantes ministérios da soberania. É insustentável, e eu espero que o primeiro-ministro tenha consciência do que se está a passar e do que foi afirmado. Acha que o Presidente pode chamar a atenção e pedir a demissão do ministro? Isso é uma matéria do foro da responsabilidade do Presidente da República. Imagino que haja diálogo sobre os vários assuntos do Estado entre o primeiro-ministro e o Presidente da República. Agora, há algo que eu sei. O que agora foi reportado por um alto responsável do Ministério da Administração Interna é de uma grande gravidade. Nós exigimos uma presença célere do ministro da Administração Interna e do ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna no Parlamento. As matérias anteriores são de outro foro, tinham a ver com as funções de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária e que está a ser objeto de investigações de outro âmbito. Aqui já tem a ver com as funções de que está investido. É insustentável continuar com esta instabilidade num dos mais importantes ministérios, que é o Ministério da Administração Interna. E não é de agora, porque desde a primeira hora que este ministério tem estado em instabilidade, antes deste ministro e agora também com este ministro. Há uns tempos, Marcelo Rebelo de Sousa foi muito polémico por ter chamado "rural" a Montenegro. O senhor vem de Baião. Pergunto-lhe se se sente rural com muito orgulho, ou se não se revê nessa classificação? Sabe que eu já estou na chamada pós-modernidade que fala muito do diálogo urbano-rural. O diálogo urbano-rural é essencial para evitar as clivagens e as fissuras dentro das sociedades. Marcelo foi preconceituoso com o primeiro-ministro? Não, julgo que o fez com ironia. Marcelo é alguém que tem, aliás, uma relação muito profunda com o território rural com Celorico de Bastos. Conhecemos bem o professor Marcelo Rebelo de Sousa, não é nada preconceituoso. É uma pessoa que procura promover esse diálogo, como se dizia outrora no PS, interclassista, intergeracional e interterritorial. See omnystudio.com/listener for privacy information.

É desta que Luís Neves cai? 13 Oct 2026

A exoneração de Ricardo Carrilho do cargo de secretário-geral do Ministério da Administração Interna (MAI), depois de o Expresso e o Sol terem publicado artigos dando conta da “ruptura” entre este e o ministro Luís Neves, trouxe a público uma série de acusações do dirigente contra o governante e os seus secretários de Estado, já refutadas em comunicado assinado por todos eles. Onde Ricardo Carrilho vê pressões e “ilegalidades” cometidas pelo ministro, o MAI responde com uma “quebra de confiança” que só poderia acabar com a saída do responsável máximo da SGMAI. Luís Neves ainda tem condições para continuar ministro? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quando é que Passos Coelho pode vir a liderar o PSD? 12 Oct 2026

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho admite a possibilidade de regressar à política activa se o PSD não conseguir concretizar as reformas de que, no seu entender, o país precisa e se o próprio concluir que pode oferecer alguma coisa que “não seja mais do mesmo”. Numa entrevista em directo conduzida por Maria João Avillez, na SIC Notícias, o antigo primeiro-ministro elogiou também André Ventura, a quem reconheceu “bastante mérito” pela dimensão alcançada pelo Chega e atribuiu-lhe um “poder de iniciativa notável”. Passos Coelho considerou ainda que uma solução de bloco central entre PS e PSD não seria desejável no actual contexto político e até “perigoso”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quem tem mais medo de Mário Centeno? 09 Oct 2026

O ex-ministro das Finanças, Mário Centeno, foi o ausente mais presente no debate quinzenal desta sexta-feira. Os partidos que apoiam o Governo e o próprio primeiro-ministro, Luís Montenegro, fizeram críticas ao novo administrador da área de seguros e pensões do grupo galego Abanca. Quem incomoda mais Mário Centeno? É o tema de partida para este episódio do Soundbite. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Já temos Orçamento: ainda há o risco do PS sair do barco? 08 Oct 2026

O ministro das Finanças apresentou, nesta quinta-feira, o Orçamento do Estado para 2027. Pelo PS, partido que já garantiu a abstenção na generalidade, António Mendonça Mendes avisa que as dúvidas dos socialistas "têm de ser esclarecidas" e promete que o PS será "muito exigente". Na "análise preliminar" ao Orçamento do Estado dizem não ter a certeza "de estar tudo contemplado". Ainda há o risco de o PS rejeitar este Orçamento do Estado? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ventura tem razão no conflito com Aguiar Branco? 07 Oct 2026

O líder do Chega, André Ventura, diz que existe uma “obsessão de Aguiar Branco em proteger Luís Neves”, falando em entraves colocados pelo presidente da Assembleia da República à Comissão de Inquérito promovida pelo Chega aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Então estavam à espera que Seguro falasse de Luís Neves? 06 Oct 2026

Na sua primeira cerimónia do 5 de Outubro enquanto Presidente da República, António José Seguro saudou o Governo e o PS pela "aproximação" em torno do Orçamento do Estado (OE) para 2027. E não só incitou a que essa atitude se estenda aos restantes partidos, como à própria cultura política através de "compromissos interpartidários". O olhar era de futuro, mas o chefe de Estado exigiu "resultados" concretos já, apontando que seria um "crime" desaproveitar as condições actuais. Mas Seguro passou ao lado da polémica relacionada com Luís Neves. Inesperado? Talvez não. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Operação Influencer: É normal António Costa ainda não saber de nada? 02 Oct 2026

António Costa voltou a ver recusado, pela sexta vez, o acesso ao inquérito em que é investigado por suspeitas de prevaricação no âmbito da Operação Influencer. Apesar de o inquérito já não estar em segredo de justiça interno, isso não bastou para que o actual presidente do Conselho Europeu visse o seu pedido ser atendido pelo Ministério Público, como noticia o Expresso nesta sexta-feira, o que levou a sua defesa a falar num "atentado ao Estado de direito”. Esta demora em se chegar a alguma conclusão é normal num processo desta dimensão? See omnystudio.com/listener for privacy information.

A Crise Ronaldo é mesmo um assunto de Estado? 01 Oct 2026

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, tentou na quarta-feira inteirar-se do incidente que motivou a saída de Cristiano Ronaldo do estágio da selecção, na Dinamarca, contactando directamente não só o jogador, mas também o seleccionador nacional e o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A Crise Ronaldo virou um assunto de Estado? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Volte-face na habitação: PSD e Chega aproximam-se depois das zangas 30 Sep 2026

A proposta do Governo para introduzir uma série de alterações à lei que regula o sector do arrendamento passou pelo primeiro teste. Nesta quarta-feira, a abstenção do Chega permitiu a descida deste diploma à comissão parlamentar da especialidade. Agora, os deputados terão um prazo de três meses para discutir e votar o documento. Se este vier a ser aprovado, será diferente daquele que é hoje conhecido, uma vez que PSD e Chega já estabeleceram um acordo para introduzir alterações ao diploma. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Estreia. "O Homem Que Matou Duas Vezes". Episódio 1: O Apelo 30 Sep 2026

Um homem mata uma ex-namorada. Uma amiga da vítima pede que se averigue o que falhou, uma vez que ele já antes matara uma ex-namorada, cumprira pena de prisão e estava ainda em liberdade condicional. Quem era aquele homem? Quem eram aquelas mulheres? O Homem Que Matou Duas Vezes é uma investigação de Ana Cristina Pereira, que escreveu os guiões e faz a narração, com produção de Inês Rocha, revisão de Inês Rocha e Sara de Melo Rocha, sonoplastia de Margarida Adão, música do genérico de Tiago Orato, ilustrações de José Carvalheiro e produção executiva de Amílcar Correia. A série narrativa, de sete episódios, vai além da reconstrução dos crimes cometidos por João Pedro Oliveira. Recupera a história das vítimas e do homem que as matou ao mesmo tempo que escrutina o sistema. Para conhecer a história toda, ouça os próximos seis episódios. Se precisa de ajuda, ligue para o Serviço de Informação às Vítimas de Violência Doméstica da CIG: 800 202 148. Ou para a linha de Apoio à Vítima da APAV: 116 006. Outros créditos: som recolhido em manifestação em Lisboa, em 2024, de grupo de mulheres a cantar Canción Sin Miedo, com música e letra de Vivir Quintana; trailer Retrato de Dorian Gray, filme de 2009, realizado por Oliver Parker, com guião de Toby Finlay, a partir da obra homónima de Oscar Wilde. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Está feito: o Orçamento já passou 30 Sep 2026

Numa altura em que "os tempos não estão para brincadeiras", o PSD decidiu dar algumas garantias ao PS na hora em que anuncia que vai avançar com um grupo de trabalho para iniciar o estudo e reflexão sobre a revisão constitucional que deverá avançar no início de 2027. No Conselho Nacional do partido, Luís Montenegro respondeu ao repto do PS sobre a revisão da Constituição, prometendo "fidelidade aos limites materiais da Constituição", respeitando o historial na construção da democracia dos socialistas, mas também realçando que não vai "excluir ninguém" do processo. Ou seja, o Chega também terá uma palavra, mas fica cumprida a última condição em aberto para o PS aprovar o Orçamento do Estado para 2027. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Caso das gémeas: a proibição da cunha é um marco histórico 28 Sep 2026

O Ministério Público deduziu acusação contra quatro arguidos no caso das gémeas luso-brasileiras tratadas com o medicamento Zolgensma em Portugal: o filho do ex-Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, o antigo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, o ex-director clínico do Hospital de Santa Maria, Luís Pinheiro, e ainda a mãe das gémeas, Daniela Martins. A justiça está a funcionar? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Centeno "não gostava" de ser primeiro-ministro. Isto passava no polígrafo? 26 Sep 2026

Mas então o que pretende exactamente Centeno com as 460 páginas de Contas Certas? Não é um livro de memórias, mas foi "escrito com boa memória"; é um "livro de economia e de ciência política"; é um "instrumento de partilha de conhecimento para um debate mais informado sobre a vida colectiva do país". Porque "não há coragem na política nem há coragem na vida. O que nos faz agir é a nossa preparação e a coragem sem preparação é imprudência", avisou em cima do palco. E o livro é a sua proposta política? "Se se entender como proposta política aquilo em que o país devia estar concentrado... mas não é corporizado em mim ou em quem quer que seja", insistiu. Neste Soundbite, estão em análise as ambições políticas de Mário Centeno. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Hugo Soares não devia ter chamado aldrabão a Ventura? 25 Sep 2026

O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, protagonizou um dos momentos do debate desta quinta-feira sobre o aumento do custo de vida, na Assembleia da República. O social-democrata acusou o líder do Chega, André Ventura, de ser um “aldrabão”. Uma linha vermelha foi ultrapassada ou é apenas o 'novo normal' no Parlamento? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Carlos Cabreiro tem condições para continuar director da PJ? 24 Sep 2026

O Ministério Público realizou esta quarta-feira buscas a várias instalações da Polícia Judiciária (PJ), incluindo ao gabinete do director nacional, Carlos Cabreiro, na sede daquela polícia, o principal visado desta investigação que visa apurar se foram realizadas escutas ilegais em 2015, no âmbito do processo Football Leaks, centrado nas actividades ilegais do pirata informático Rui Pinto. Cabreiro tem condições para continuar no cargo? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guterres foi um bom líder para a ONU? 22 Sep 2026

Prestes a deixar o cargo, no fim deste ano, António Guterres dedicou grande parte do seu último discurso enquanto secretário-geral da ONU a associar as guerras que assolam vários países ao desrespeito pelos princípios fundadores da Carta das Nações Unidas e às regras do Direito Internacional. Neste Soundbite olhamos para a década de Guterres à frente das Nações Unidas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mário Centeno faz a rodagem do carro 22 Sep 2026

O livro "Contas Certas" de e sobre o antigo ministro das Finanças é apresentado como uma “crónica de uma mudança política em Portugal”. O lançamento está marcado para esta sexta-feira, dia 25, mas no Soundbite antecipamos o que quer Mário Centeno, que já faz a sua rodagem do carro, lembrando os tempos de Cavaco Silva. See omnystudio.com/listener for privacy information.

CPI a Luís Neves: PS não explica por que chumba. E o Chega recua? 18 Sep 2026

Depois de se reunir com José Pedro Aguiar-Branco, André Ventura anunciou que o Chega vai reformular o pedido para a constituição de uma comissão de inquérito (CPI) potestativa à actuação de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ) e disse esperar que possa ser empossada na próxima semana. Em declarações aos jornalistas, o presidente do Chega admitiu que para ter uma CPI, como pretende, e ultrapassar "uma situação de bloqueio", o partido terá de "amenizar" o texto do requerimento e, por consequência, a abrangência da investigação da comissão. Já o PS não justificou porque não quer esta CPI. A análise no Soundbite. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Montenegro culpa Trump e não faz mais do que já tinha prometido 18 Sep 2026

Num discurso ao país à hora dos Telejornais, o primeiro-ministro anuciou aquilo que já tinha anunciado, deixando de parte a implementação de cortes fiscias directos no cabaz alimentar ou nos combustíveis, para além da habitual mexida semanal do valor do ISP. Luís Montenegro mostrou-se cauteloso e prefere as contas públicas certas do que apoiar de forma mais robusta os portugueses num período onde os combústeis e o cabaz alimentar continuam a subir. Mas de que serve um país de contas certas se os portugueses estão a ficar sem dinheiro no bolso? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ataques sem paralelo: PSD já não dorme com o fantasma Passos 16 Sep 2026

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, respondeu às críticas de Pedro Passos Coelho, afirmando que o Governo "não tem tempo" para grandes polémicas porque está focado em "resolver problemas" referindo que alguns deles já "existiam há 15 anos", quando Passos era primeiro-ministro. Também Leonor Beleza, a número dois do PSD, disse, em entrevista ao programa da RTP1 "Primeira Pessoa", que "tem muita dificuldade em compreender" Passos. O PSD está nervoso com as sucessivas aparições de Passos Coelho? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aumento dos combustíveis: Montenegro não vai fazer nada? 15 Sep 2026

O líder parlamentar do PS acusou neste domingo o Chega de ajudar o Governo ao apresentar projectos de lei para reduzir o IVA de combustíveis e aplicar IVA zero aos bens alimentares essenciais que apenas têm efeitos em Janeiro. Ao mesmo tempo, o Governo está a demorar a reagir a uma escala de preços que não tem fim à vista. O Governo não está a saber reagir a esta crise? See omnystudio.com/listener for privacy information.

O calvário reformista de Fernando Alexandre 14 Sep 2026

Os relatos de alunos sem vaga numa escola pública, já depois do início do ano lectivo, levaram o Ministério da Educação a convocar, esta segunda-feira, uma reunião de urgência entre os agrupamentos de escolas do concelho de Lisboa e a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) para encontrar respostas para os estudantes que não tinham escola atribuída. O Governo ainda não disse quantos alunos estarão ainda sem lugar mas, em contra-relógio, o ministro Fernando Alexandre garantiu que nenhum aluno ficará sem turma. Depois dos exames, esta é mais uma prova de que a reforma da educação está a falhar? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Passos Coelho volta a atacar 11 Sep 2026

O estudo Bloqueio versus Reformas: Uma visão para Portugal, coordenado pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, o socialista Sérgio Sousa Pinto e o presidente da Associação Comercial do Porto (ACP-CCIP), Nuno Botelho, será entregue ao Governo e ao Presidente da República. Com apresentação agendada para o final do ano, a iniciativa procurará "identificar reformas capazes de alterar os incentivos que condicionam a afectação de trabalho, capital, poupança, investimento e recursos públicos". Passos não sai de cena. Devia ser um motivo de preocupação para Luís Montenegro? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Há alguma hipótese de o PS chumbar o Orçamento do Estado? 10 Sep 2026

Para viabilizar o Orçamento do Estado para 2027, o Partido Socialista exige quatro garantias de Luís Montenegro: uma revisão constitucional só com o acordo com o PS, a manutenção da Segurança Social na esfera pública, o financiamento para os investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência que ficaram para trás e também o apoio às vítimas das tempestades. Como devemos olhar para estas condições de José Luís Carneiro? Este é o ponto de partida deste episódio do Soundbite. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ventura encenou assalto ao gabinete e agora quer que todos se esqueçam? 09 Sep 2026

O alegado assalto ao gabinete de André Ventura na Assembleia da República tem sido remetido pelo Chega para uma posição de esquecimento. Se o partido viu, alegadamente, alguém entrar, em Julho, num espaço reservado com o objectivo de roubar documentação que, alegadamente, estaria relacionada com os casos de Luís Neves, o silêncio do Chega do último mês não deixa de ser estranho (e atípico face ao historial do partido). Das duas uma: ou há uma situação muito grave de um assalto a um gabinete de um partido no interior da Assembleia da República ou há uma encenação de crime por parte do partido que disse ter sido vítima, também esse um cenário que constitui um crime. Ventura assobia para o lado e não respondeu, nesta terça-feira, às provocações do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares. O que esconde e quer continuar a esconder André Ventura? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Chega perdeu e Montenegro ganhou no debate da moção de censura 08 Sep 2026

A Assembleia da República votou a moção de censura do Chega ao Governo e o resultado não é surpresa: foi chumbada pela abstenção do PS e os votos contra dos partidos do Governo — PSD e CDS-PP —, assim como da Iniciativa Liberal, do Livre, e do PAN. André Ventura queria mesmo censurar este Governo? E como se saiu o executivo de Montenegro depois deste debate? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Paulo Raimundo: “O Governo merece censura, mas não alimentamos a demagogia nem a mentira” 07 Sep 2026

Meio século depois da primeira Festa do Avante!, em entrevista ao podcast Soundbite do PÚBLICO, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, recusa medir a influência do seu partido pela bitola exclusiva das urnas e mostra como o partido ainda consegue ser influente nas ruas, mostrando o exemplo do combate ao pacote laboral. Mas também há críticas ao Chega e um surpreendente elogio ao Livre. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ouça a estreia do novo podcast diário do PÚBLICO: Hoje, com Sara de Melo Rocha 27 Jul 2026

O estreito de Ormuz tornou-se uma das principais frentes do conflito no Médio Oriente. No primeiro episódio do Hoje, olhamos para o impacto da guerra em milhares de marinheiros que ficaram retidos em navios petroleiros no Golfo Pérsico, numa crise que a ONU descreveu como sem precedentes. Entre eles estava Daniela Brito, uma portuguesa que trabalha em navios petroleiros há quase 20 anos e que passou vários meses encurralada em Ormuz. Ao Hoje, conta como viveu esses dias numa zona de conflito e como conseguiu sair. “Aviões militares que nunca paravam, os primeiros drones a aparecerem durante a noite. Esses primeiros dias em que nós vimos essas coisas deram-nos a noção de que estávamos em guerra, ou numa zona de guerra, e de que corríamos perigo real”, recorda Daniela Brito. Para perceber o que está em causa nesta crise é preciso olhar para a importância estratégica do estreito, para o papel do Irão e de Omã e para as consequências de uma instabilidade que afecta uma das principais rotas de transporte de energia do mundo. A jornalista Maria João Guimarães, que acompanha o Médio Oriente há vários anos no PÚBLICO, explica porque é que Ormuz é uma peça central nesta disputa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Luís Montenegro não vai de férias em penitência pelas idas ao Mundial? 24 Jul 2026

O primeiro-ministro decidiu neste ano não marcar férias no Verão e estará a “coordenar a actividade do Governo”, mantendo também agenda como presidente do PSD, disse fonte do gabinete de Luís Montenegro à Agência Lusa. Este anúncio surge depois de Montenegro ter sido criticado pela oposição por ter ido ver três jogos da selecção nacional de futebol aos Estados Unidos, numa altura em que Portugal estava em situação de alerta devido aos fogos. Já o Soundbite pára para as habituais férias de verão e retoma a 7 de Setembro. Boas férias! See omnystudio.com/listener for privacy information.

Seguro esteve bem na crise dos exames? 23 Jul 2026

O Presidente da República, António José Seguro, que na manhã desta terça-feira se reuniu com o primeiro-ministro, avisou Luís Montenegro que é essencial garantir a “salvaguarda do princípio de igualdade entre todos os alunos”, bem como retirar lições do que até aqui aconteceu, para que não se repitam problemas iguais na segunda fase. Seguro esteve bem no controlo ao Governo sobre esta crise? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Porque é que o Governo gosta mais de Fernando Alexandre do que Luís Neves? 22 Jul 2026

Protagonista de notícias que o têm colocado sob pressão política, incluindo um pedido de demissão do Chega, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, contou esta quarta-feira com uma palavra pública de agradecimento e de apreço da parte de um colega de Governo, no caso do ministro das Infra-estruturas, Miguel Pinto Luz. “Não é pelas circunstâncias que estamos a viver, mas por justiça. Porque, sem ele, hoje não tínhamos os tempos de espera que temos nos aeroportos”, fez questão de referir o governante. Já no resto do Governo escasseiam as palavras de apoio a Luís Neves. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Luís Neves não tem pressa em esclarecer o país 22 Jul 2026

Luís Neves promete dar explicações, enquanto o Ministério Público vai investigar se houve crime no caso do atrelado. O desaparecimento do interior de um parque policial de um atrelado apreendido numa fábrica de cocaína da Lourinhã, recheado de bidões com químicos para processar a droga, e o seu reaparecimento em Barcelos, junto ao armazém do empreiteiro amigo do ministro da Administração Interna, Luís Neves, levou o Ministério Público a abrir um inquérito para apurar se houve crime nesta transferência e, em caso afirmativo, para descobrir quem o cometeu. Luís Neves prometeu dar mais explicações, mas tarda-o em fazer. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fernado Alexandre disse que correu tudo bem nos exames, mas riu-se 21 Jul 2026

Dizendo-se convicto de que esta noite vai poder finalmente “dormir tranquilo”, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, afastou qualquer cenário de demissão do cargo, pelo menos por agora, endossando, porém, a última palavra para o primeiro-ministro. “Se isto tivesse corrido muito mal, sim, a minha posição não havia dúvidas de que estaria em causa, mas não é isso que estamos a ver”, respondeu aos jornalistas, para sustentar que os erros detectados (“casos muito esporádicos” como a troca de folhas) têm já uma causa identificada. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fernando Alexandre chumbou ou passou no exame? 18 Jul 2026

Depois de um dia de espera e de incerteza de muitos alunos e famílias, as escolas começaram finalmente a receber, por volta das 19h30 desta sexta-feira, as classificações dos exames nacionais do ensino secundário. Nem todos os alunos, porém, conhecerão já os resultados de todas as disciplinas: há “centenas de provas” com itens em falta que, por isso, surgirão nas pautas com a indicação "suspenso". Já a publicação dos resultados das provas finais do 9.º ano foi adiada para o início da próxima semana. Perante este cenário, Fernando Alexandre passou no exame? See omnystudio.com/listener for privacy information.

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